Pontos Fortes
Partida lenta sem espalhar farinha
Ruído baixo em velocidade alta
Batedores em inox, podem ir na lava louças
Pontos Fracos
Tigela sem alça e pequena, 3.65 Litros
Velocidade máxima poderia ser mais alta
Ruído Agudo em funcionamento
Avaliação
Jun 15, 2026, 3:00 AM
12 min de leitura
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Partida lenta sem espalhar farinha
Ruído baixo em velocidade alta
Batedores em inox, podem ir na lava louças
Tigela sem alça e pequena, 3.65 Litros
Velocidade máxima poderia ser mais alta
Ruído Agudo em funcionamento
Desempenho
Praticidade
Design e Acabamento
Limpeza
Segurança
Robustez Aparente
Outros Pontos
Conforto Sonoro
Nos últimos meses testamos air fryer, mixer e agora a Batedeira Arno Planetária Bake Easy KM10, e finalmente podemos dizer: a marca está dando sinais de melhorias em várias categorias!
Todos os produtos de alguma maneira mostraram sinais de maior conexão com o usuário, uma evolução.
A Batedeira Arno Bake Easy se encaixa nessa visão de produtos melhores, se destacando perante a previamente testada a Arno Super Chef.

Há três cores diferentes no mercado: Marfim, Preto e Verde Eucalipto. Coincidentemente a verde lembra muito a cor do ano da KitchenAid: Spearmint.
Testamos o modelo preto, porém a cor puxa mais para um azul petróleo do que preto. Apesar de no título do produto aparecer a KM10 como preta, na especificações dela no site da Arno aparece “preto azulado”.

A batedeira Arno Bake Easy tem um design agradável, com uma cabeça toda arredondada e linhas retas no vão da tigela. As áreas de contato do usuário são em plástico cromado, seja a alavanca para levantar a cabeça, na parte traseira; ou o seletor de velocidade na lateral.
Ao redor do seletor, outra área cromada faz a marcação das velocidades. Fora isso, somente a logo da Arno aparece no corpo.

No site da Arno a marcação aparece no pescoço, mas no nosso produto a logo fica na cabeça. Escrito em cinza e levemente torto.
A construção está boa, sem deformações visíveis no plástico e ótimos encontros entre as peças. Toda a estrutura é em plástico rígido (ABS), material típico de batedeiras planetárias.

A tigela é em inox escovado. Peça fina, sem alça, com um bom encaixe na base por interferência. Não há nervuras ou cantos vivos.
Esta é uma peça básica que atende seu propósito. Porém, faltam alças para auxiliar na usabilidade.
Até a boca, a tigela possui 3,65 Litros de volume. No centro, a região abaulada favorece a movimentação dos ingredientes próximos do meio.

Os batedores chamaram a atenção. A Arno decidiu aplicar aço inox em todos os batedores, não somente no fouet.
Assim, as peças de hastes dobradas e soldadas se provaram interessantes, trazendo simplicidade e robustez ao mesmo tempo.
Suas regiões de fixação são de plástico rígido, que atende o propósito pelo padrão da batedeira. Poderia ser melhor, mas já está bem melhor do que os batedores prévios da marca.

O batedor para massas médias (raquete) veio com um detalhe em silicone em um dos lados para raspar os cantos da tigela. Está bem dimensionado e realmente raspa os cantos da tigela quando trabalhando.

Da mesma forma, o Fouet está bem dimensionado. As curvas acompanham o formato da tigela, circulando o centro abaulado da tigela de inox.
Entretanto, seria melhor se os arames fossem um pouco mais grossos (aqui tem 1,4 milímetros de espessura), porém a maneira que estão dobrados garante maior rigidez do que batedores visto no passado de concorrentes (como a Britânia BBT500 ou a Oster).

O último acessório é o aparador que vai sobre a tigela para impedir respingos enquanto a batedeira Arno Bake Easy mistura.
Essa peça fica somente assentada sobre as bordas da tigela, e contém uma boca para ajudar na alimentação da tigela que pode ser apontada para ambos os lados.
Tanto encaixar quanto tirar é prático, e o alimentador tem tamanho razoável para trabalhar.
É uma peça transparente, feita em plástico rígido (SAN). Particularmente, preferiria que fosse em plástico polipropileno, sendo mais resistente a quedas e mais receptiva a ser colocada na lava louças. A desvantagem é que iria ser leitosa, perdendo transparência.

Puxando para cima a alavanca na traseira do pescoço, a cabeça sobe sozinha devido a uma mola com boa tensão. Irá erguer mesmo com 500 gramas de massa de pão enrolada no batedor.
Dessa forma, a cabeça trava no topo em ângulo de 40°. Poderia ser um pouco mais íngreme para possibilitar a remoção da tigela sem curvar muito ou exigir a remoção dos batedores.

O que poderia melhorar é o seletor de velocidades. Dependendo da luz, os números cinzas se escondem no fundo cromado, ficando sem visibilidade.
Ademais, a pegada tem pouca abrasividade. Caso esteja preparando algo com a mão gordurosa, vai ser difícil ligar e desligar.

Das doze velocidades oferecidas pelo produto, podemos considerar 11 relevantes.
A velocidade mínima é bem baixa e boa para trabalhar. Mesmo massas bem finas não levantam farinha na partida do preparo.
Por sinal, mesmo que você ligue rapidamente na velocidade máxima, a aceleração da batedeira é lenta. Irá levar alguns segundos para atingir a velocidade máxima, a ação reduz respingos e levante de farinha.
A Batedeira Arno Bake Easy tem um “pulsar”, rotacionando o seletor para o lado oposto da posição “zero”.
Nessa posição a planetária acelera com um pouco mais de rapidez até a velocidade máxima. Não vemos muita utilidade para a função. Caso você veja um propósito, comente para nós.
Da velocidade mínima para a máxima há uma diferença de 70%, o que é um ótimo resultado, porém a velocidade máxima ainda poderia ser mais alta. O que acaba refletindo nos testes com massa leve.

No preparo de suspiros, levou em torno de 2 minutos para bater o ponto das claras em neve. Agradou que conseguimos bater pouca quantidade (2 claras) sem muita complicação.
Entretanto, demorou mais depois de acrescentar açúcar. Com 4 minutos extras para conseguir dar o ponto de merengue. Diria que aqui uma clara adicional seria bem vinda.
Assim mesmo, deu o ponto. Foi melhor que algumas batedeiras eletrônicas que tem velocidade máxima abaixo de 400 rotações por minuto; mas, estamos no limite para uma planetária lidar bem com massas leves.

Nos testes com massas médias o resultado foi ótimo. Mesmo preparando um bolo grandinho a Arno Bake Easy administrou bem sem transbordar nada e varrendo muito bem as paredes. Dado seu batedor com raspador de silicone, não houve acúmulo de farinha nas paredes.
Somente é importante salientar que para aqueles que costumam fazer pão de ló, aqui o volume está limitado.

Batendo massa de pão a Arno Bake Easy foi OK, desde que não seja excedido o peso da massa.
Embora testes com pães de 500 gramas foram super bem, o motor mostrou sua limitação com 1,2 quilos de massa. Nessa quantidade, o cheiro de verniz queimado fica bem evidente.

Isso pode ser devido à configuração utilizada pela Arno. É um ótimo sistema planetário, sem polias, com um jogo de transmissões grandes.
Nesse sentido está ótimo. Porém valeria ter investido em um motor um pouco mais potente. Raramente o motor é o limitante em batedeiras, normalmente o problema é o conjunto mecânico.

Em contrapartida, o sistema de transmissão utilizado trouxe um ruído mediano para o conjunto. Não chega perto das batedeiras de mais alto padrão, porém na faixa de preço que se encontra, está com um desempenho razoável.

Devido a partida lenta a chance de gerar sujeira ao redor da batedeira cai consideravelmente. O aparador é fácil de colocar e tirar, algo bom, pois se for erguer a cabeça é necessário que seja removido, se não é provável do batedor bater na subida e causar uma lambança.

Além disso, não há muitos pontos de acúmulo de sujeira. O pescoço não tem nervuras quando está erguido e não há grandes frestas na área planetária.
Ainda não agrada o encontro das peças em plástico no topo, porém isso é algo meio comum. Já dá para comemorar a evolução de modelos anteriores da marca.
Seu corpo plástico lustroso pode deixar evidente marcas de dedos e riscos, mas nada diferente de concorrentes que usam o mesmo material.
A vantagem dos batedores serem de aço inoxidável é que podem tranquilamente serem colocados na máquina de lavar louças. Os típicos batedores com Zamac (uma liga de alumínio) podem manchar quando colocados na lava louças.
A tigela de inox é simples de limpar, também pode ir na lava louças. O que incomoda é que fica marcas de dedo com facilidade.

A batedeira desliga os batedores pouco depois da alavanca da cabeça ser acionada. Também é necessário trazer o seletor de volta para a posição “zero” e aí reiniciar a seleção de velocidades para ela voltar a funcionar. Mesmo que seja selecionado rapidamente a velocidade máxima a batedeira não vai até lá rapidamente. São mecanismos realmente preocupados com a segurança e limpeza do entorno.
As ventosas são boas, em superfícies lisas e planas é necessário mais de 4,5 quilos para remover os pés da bancada.

A unidade é toda plástica sem fuga de corrente presente. Tanto que nem vem o terceiro pino no cabo de alimentação. O único ponto de fuga observado é no pino metálico para encaixe dos batedores, assim mesmo é pouca coisa.
A Arno oferece um ano de garantia para esta batedeira desde sua data de compra.
A Arno se colocou de volta em uma posição favorável na briga entre as batedeiras planetárias simples do mercado. Está com um produto prático de utilizar, baixo ruído e batedores que podem ir na lava louças. Resta saber se o tamanho pequeno da tigela irá agradar os consumidores.
Acessórios
Altura (cm)
Arame do fouet (mm)
Comprimento (cm)
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