Pontos Fortes
Jarra de vidro
Boa variação de velocidade
Facilidade de limpeza
Pontos Fracos
Possibilidade de ligar as lâminas sem jarra
Produz ruído grave nas velocidades baixas
Indicação de velocidade pouco visível
Avaliação
Ago 08, 2023, 12:56 AM
11 min de leitura
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Jarra de vidro
Boa variação de velocidade
Facilidade de limpeza
Possibilidade de ligar as lâminas sem jarra
Produz ruído grave nas velocidades baixas
Indicação de velocidade pouco visível
Desempenho e Funções
Design e Acabamento
Praticidade
Limpeza
Segurança
Outros Pontos
Conforto Sonoro
Do último ano para cá a Oster parece interessada em atender pedidos por liquidificadores de jarra grande. Vimos o lançamento da versão Max da clássica linha Osterizer, e esses modelos Power intermediários que se aproximam do Oster Super Chef (modelo com jarra de vidro e custo mais baixo). Dentro desse conjunto Power encontramos o OLIQ501, e sua versão de maior capacidade e potência declarada: o OLIQ520, avaliado aqui.

O liquidificador Power Oster OLIQ520 possui um design simples, predominantemente preto com um único detalhe em aço inox abaixo do seletor. O corpo plástico de formato quadrado é separado em duas partes: os pés e o restante do corpo. Não há muitos detalhes escritos, apenas a logomarca da Oster acima do seletor, os números das velocidades e uma indicação de potência impressa diretamente no inox.

Algo que se nota nos primeiros usos é a falta de uma indicação clara de velocidade. O seletor contém apenas um pequeno friso sem qualquer mudança de coloração ou detalhe óbvio para contraste. Mesmo com o bom alinhamento entre a impressão e o friso, é difícil saber a velocidade selecionada com uma olhada rápida, e a partir da opção 7 a indicação fica praticamente invisível.

A jarra é feita totalmente de vidro com 6mm de espessura. O corpo e boca são circulares, e a base pode ser removida ao desrosquear. Há diferenças para o OLIQ501, tanto no design com a base mais larga quanto na capacidade interna.

A Oster anuncia 2,2 litros de volume total; registramos 2,3 litros até a boca, apesar de não poder usar todo este volume de uma vez. Observamos indícios de vazamentos com quantidades acima de 1750 mL, levemente abaixo dos 1800 mL úteis anunciados para o OLIQ520.
O crescimento da capacidade da jarra desse modelo em relação a outros da Oster (tradicionalmente em torno de 1,45 litros até a boca), implica num aumento de peso. Na comparação com modelos de vidro tradicionais da marca, observávamos pesos em torno de 1400 gramas enquanto que esse modelo atinge 1920 gramas. A diferença é considerável, mas praticamente inevitável para acompanhar o aumento no volume total.
Dois pontos relacionados à jarra não agradaram muito. O primeiro são as marcações de volume em sua lateral, que apresentam um erro constante próximo de 50 mL independente da medida. O segundo está relacionado ao bico, em momentos que a jarra está cheia o líquido escorre por ele e molha a jarra ao invés de ser entornado no copo. Não são situações ideais, e podem atrapalhar se costuma despejar líquidos diretamente da jarra.

Se por um lado ao entornar o bico pode derramar, a vedação da tampa faz um bom trabalho em manter líquidos no interior. Um anel de borracha impede vazamentos pelo topo, e há um espaço no centro para a tampa dosadora em acrílico transparente. Em alguns momentos é mais difícil retirar a tampa principal por conta do anel de borracha, mas nada além do esperado ou que peça muita força. A tampa dosadora não possui medidas.

Um aspecto que difere de outros modelos Oster é o encaixe das lâminas. Em muitos de seus modelos a compatibilidade de jarrras é garantida pelo encaixe único, chamado (com certo orgulho pela marca) de "All-Metal Drive". No Oster Power o encaixe surpreendetemente não aparece, é optado por um conjunto de dentes plásticos comuns a outros liquidificadores. Mesmo que o modelo não pertença à linha Osterizer, outros liquidificadores com propostas e custos associados diferentes (como o Super Chef e Xpert Series) preservaram essa intercambialidade de peças.

Das 10 velocidades apresentadas pelo OLIQ520, 8 possuem uma diferença significativa entre si. A variação de 38% entre a mínima e a máxima fica próxima da observada em outros modelos com grande número de velocidades como o Mondial L-1200 e o Britânia B1000; o perfil geral se aproxima bastante do Walita Ri2242.

Por conta da jarra grande, não esperávamos um resultado muito positivo para o corte de grãos. O que observamos, porém, foi uma grata surpresa. O perfil de corte se assimilou ao Philips Walita Ri2244. Produzindo durante o teste uma quantidade adequada de farinha mas mantendo uma porcentagem presente de grãos não moídos. Um ponto negativo no processo foi a compactação de farinha na parte de baixo do copo, bem em baixo da lâmina.
O corte líquido apresentou variação. As frutas foram bem cortadas, mas deixaram também um número considerável de pedaços em tamanho grande. Pode-se dizer que o resultado foi levemente abaixo da média. Se espera um corte mais fino e homogêneo, será necessário bater por mais tempo.
Essa necessidade surgiu novamente no preparo de bolo. Após 1 minuto a massa com cenoura estava fibrosa, apesar de não apresentar pedaços. Dando mais tempo para bater os ingredientes iniciais, alcançou-se o resultado esperado. Após adicionar os ingredientes secos como açúcar e farinha, o liquidificador da Oster começou a produzir um barulho mais grave e preocupante para quem o ouvia. Durante este período o motor estava trabalhando como esperado, e em nenhum momento do processo esquentou ou desligou. Já vimos outras situações em que o motor de algum liquidificador estava em momentos de estresse e produziu certo alarde sonoro, mas aqui não era o caso. O liquidificador seguiu funcionando normalmente e desconsiderando o ruído estranho, não apresentou sinais de estresse.
Realizamos o teste que resulta em pasta de amendoim para melhor compreender o comportamento do motor sobre certo estresse. Entretanto nessa situação o motor performou normalmente, sem nenhum som preocupante. Apesar disso, o OLIQ520 não é recomendado para alimentos desse tipo pela sua entrega. Foram necessários quase 12 minutos e inúmeras pausas para mexer com a espátula. Os amendoins demoraram muito tempo para ficarem pastosos e mesmo assim no final do teste havia muita farinha e pedaços do legume misturado à pasta. Pelo menos parte do motivo pode ser atribuído aos golpes verticais dados pelo liquidificador, que afastam os amendoins das lâminas e dificultam a trituração propriamente dita. Se for tentar reproduzir em casa, se limite às velocidades mais baixas ou opte por um processador.
O liquidificador se saiu muito bem triturando gelo. Com cerca de 7 pulsadas os cubos de gelo não deixaram pedaço algum. O resultado final não foi neve, ficou mais parecido com pedaços finos e homogêneos de granizo. Também não registramos dano às lâminas durante o processo.
A primeira e a última velocidade apresentam uma diferença notável de ruído, de 76 a 85 dBA a variação é facilmente audível. A característica do ruído desse modelo da Oster é ser mais grave, especialmente nas velocidades menores onde o som pode assustar apesar do liquidificador estar funcionando normalmente. Nas velocidas médias e altas o ruído não aparece com tanta frequência.

A jarra se encaixa no corpo em 3 posições diferentes, a cada 120°. Um ponto fraco é que somente o bloco de lâminas se trava no corpo, com a jarra sendo totalmente opcional no processo. Assim é possível conectar somente a lâmina no encaixe e ligar o liquidificador. Claro que não há utilidade real para isso, sendo um erro de segurança. Curiosamente o mesmo acontecia com modelos mais antigos da linha Osterizer, porém o mecanismo foi alterado para não permitir o que ocorre aqui.
A base do produto conta com 4 pequenos pés emborrachados, mas ainda é comum vê-lo vibrar e (se a superfície não for bem estável) até deslizar alguns milímetros durante o tempo ligado. O cabo de alimentação surge na parte traseira com apenas 78 cm de comprimento. A extensão do cabo poderia ser maior e compreenderia se sacrificassem parte do comprimento para permitir um porta fio na unidade, mas isso também não acontece.

As lâminas ficam bem próximas do bloco e assim a limpeza em alguns momentos fica complicada. Ao realizar o teste com pastas, uma quantidade considerável do alimento ficou impregnada na região de difícil acesso mesmo com escovas. Ao menos não são das mais perigosas: não há partes serrilhadas ou pontudas, mas há pares com gumes virados para baixo, e a falta de visão pode gerar erros.

O material do corpo risca com facilidade, assim como o detalhe em inox deixa marcas de digitais; para ambos um pano úmido deve resolver. Por outro lado, com a jarra sendo de vidro há certa facilidade na hora de lavar. Manter uma escova próxima é uma boa ideia não somente pelas lâminas, mas também pelo encaixe plástico na base da jarra.
Não esqueça de remover as borrachas de vedação para uma limpeza completa. O anel na tampa acumulou uma boa quantidade de farinha durante os testes, apesar de não parecer. A borracha é justa, mas pode ser retirada e recolocada com facilidade.
O liquidificador OLIQ520 não se destaca nas categorias principais e comete alguns erros no encaixe das lâminas e ruído desconfortante, por exemplo. Mesmo assim, não entregou resultados ruins em desempenho e pelo valor que é encontrado no mercado pode ser considerado ao buscar por um modelo com jarra de vidro grande.
Aberturas da tampa
Acessórios
Altura (cm)
Base Removível?
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