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Produtos testados com embasamento técnico, detalhes precisos.Batedeiras planetarias Cuisinart Precision Master
A batedeira Cuisinart Precision Master chega ao mercado com a missão de competir no segmento de alto padrão das batedeiras planetárias residenciais.
Este segmento traz alta competição com outros modelos como a KitchenAid Artisan, cujo design dessa batedeira Cuisinart se assemelha, embora também traga suas características próprias. Será suficiente para se destacar?
A batedeira Cuisinart Precision Master possui um design curvo. Sua cabeça é arredondada, com detalhes cromados escondendo respiros próximos da junção da cabeça com o pescoço.
O corpo se destaca com a pintura automotiva vermelha lustrosa, entretanto a batedeira planetária Cuisinart está disponível em várias outras cores.
Tendo grande parte da construção em metal, sua robustez física é similar a modelos como a KitchenAid Artisan / Bowl Lift e a Alliere. No entanto, as peças cromadas em vários pontos do produto são todas plásticas. O acabamento geral é bom, com as peças bem encaixadas sem deformações visíveis.
Essa construção robusta confere à batedeira planetária Cuisinart um peso total considerável, chegando a 8,1 kg com todos os acessórios.
O design visual agrada, porém suas linhas são menos requintadas que a KitchenAid. O pescoço é um exemplo com cantos mais retos, com menos elegância. A empresa também optou em deixar exposta a junção das peças que compõem a cabeça, como a Alliere. A KitchenAid mascara isso muito bem com uma fita metálica ao redor dessa área.
Alguns detalhes estéticos da batedeira Cuisinart contrastam perante a linguagem de robustez, como o seletor de velocidade de plástico cromado.
O material da peça contrastando com o do corpo passa a impressão de um produto de qualidade inferior. Há no seletor um anel de LED azul que fica aceso quando a unidade está ligada, um detalhe que pode ser útil, mas perde a imponência da cor sólida da batedeira.
Outro ponto a ser ressaltado é a identificação das velocidades, que parece ser feita com um adesivo colado ao redor do seletor. Somado ao segundo adesivo, colado no corpo para exemplificar ao usuário quais batedores usar com qual velocidade, perde fineza.
Essa batedeira planetária Cuisinart vem com uma tigela de inox grande com 5,33 litros de volume. A alça é vertical, similar à KitchenAid, com uma ótima ergonomia.
A tigela é funda, o que acaba diminuindo seu volume útil, já que a altura acima dos batedores não é aproveitada durante o preparo de alimentos. Como resultado, o volume útil desta tigela cai para em torno de 3,8 litros.
O encaixe da tigela é bem fácil e pode ser feito em várias posições sobre uma superfície de apoio em inox. É prático de travar, mas pode ser difícil destravar, principalmente após bater massas pesadas. Exige um esforço acima do esperado.
Incluso à batedeira planetária Cuisinart vem o acessório aparador de alimentos, que impede respingos.
Feito de duas peças plásticas de polipropileno. Visualmente simples, mas bem feito, o aparador não irá quebrar se derrubado. Como é fumê não permite boa visibilidade dos alimentos na tigela.
A montagem não é muito prática com as duas peças, mas se montar somente a peça maior, até diria que o encaixe é simples.
A unidade vem com três batedores: raquete, gancho e fouet (ou globo).
A raquete e o gancho são feitos de Zamak (uma liga de alumínio) pintados, de qualidade boa, mas sem grandes destaques.
O fouet possui hastes em inox, mas de espessura mais fina do que o esperado (1,6 milímetros). Poderia ser mais robusto, como as hastes de 2 mm vistas nas KitchenAid Artisan e Oster OBAT911, outras batedeiras do mesmo segmento
O mecanismo para erguer a cabeça não possui mola de auxílio, assim como na KitchenAid Artisan e Hamilton Beach Professional. Isso significa que o consumidor vai aplicar força manual para levantar e, principalmente, abaixar a cabeça. Exigindo mais cuidado no manuseio.
Contudo, a alavanca de liberação da cabeça é suave e a cabeça trava quando completamente erguida.
Nesta posição, o ângulo dos batedores poderia ser maior (42°), mas ainda está acima da média das batedeiras do mercado.
No comparativo, é bem melhor que a OBAT911, mas longe da KitchenAid que ergue os batedores acima de 65°. Em grande parte dos casos, ao parar a batedeira Cuisinart será necessário retirar os batedores ou curvar a tigela para tirá-la da base.
Um ponto de grande versatilidade é a presença de uma conexão para acessórios na frente da batedeira. Essa é uma característica esperada entre batedeiras de mais alto padrão.
Possibilita utilizar como moedor ou ralador, preparar massas de macarrão… Expande as funcionalidades da batedeira Cuisinart além do esperado de um modelo tradicional.
A área é coberta por uma peça cromada fixada por imã, simples de remover. O interessante é que o encaixe é compatível com acessórios da KitchenAid e Alliere.
O controle de velocidade da Cuisinart Precision Master é um dos seus destaques. A batedeira oferece 12 velocidades com uma variação impressionante de 80% (de 88 RPM a 440 RPM).
A velocidade mínima é uma das mais baixas já medidas! A única batedeira com velocidade mínima menor é a KitchenAid BowLift que quase registra como uma batedeira de nível comercial.
Essa é uma grande vantagem, pois a suavidade da batedeira Cuisinart não levanta farinha ao iniciar o bater, eliminando a bagunça inicial até mesmo sem aparador.
A velocidade alta é boa, mas poderia ser mais alta para acelerar a aeração de alguns preparos.
O fouet conseguiu entregar um suspiro em 4 minutos (2:30 para claras em neve e 1:30 após adicionar o açúcar). Embora seja um bom resultado, é mais lento que a média das batedeiras planetárias. Dependendo do que se está preparando pode ser que seja difícil acertar o ponto.
Porém um dos maiores complicadores do desempenho desta batedeira planetária Cuisinart é causado pelo alcance limitado dos batedores que acabam ficando distante das paredes da tigela.
O desempenho é razoável, mas com falhas. A batedeira deixou farinha sem misturar no fundo e pelos batedores passarem com distância considerável das paredes, há acúmulo de massas nas paredes também. Exige o auxílio de uma espátula para garantir a entrega homogênea. Este é um ponto que a coloca longe da KitchenAid, mas até batedeiras mais simples como Britânia e Oster entregam melhor.
O gancho trabalha razoavelmente, e foi possível fazer pães sem muita complicação. Assim mesmo o gancho poderia estar melhor desenhado para trabalhar melhor nessa tigela. Houve momento de desprendimento de massa e dificuldade para retornar à sova. A estabilidade é boa sem deslocamento indesejável na bancada.
Como os batedores ficam muito para dentro da tigela, o volume útil para bater massas é limitado. Nos testes foi possível bater 1,5 quilos de massa. A KitchenAid consegue bater 2 quilos de massa com uma tigela 12% menor. O motor se mostrou forte o suficiente mesmo com esse limite de massa em velocidades altas. A força máxima ficou em torno de 285W (57% da potência nominal de 500W).
Em termos de ruído, a Cuisinart Precision Master se destaca, ficando entre os modelos mais silenciosos já testados. Sua amplitude sonora em velocidade mínima é de 55 dBA. Até mesmo em velocidade alta não passou de 70 dBA. É competitiva com as KitchenAid, referências em baixo ruído, tornando a experiência de uso muito mais agradável do que em modelos mais simples, seja Oster, Mondial, Arno ou Philco.
A limpeza diária é facilitada pela pintura automotiva do corpo. A sujeira não gruda com facilidade e tudo pode ser limpa com um pano úmido. A tigela de inox e os batedores pintados também são fáceis de lavar, podendo até mesmo ir na lava louças.
As áreas que mais incomodaram foram os locais cromados, que não são poucos! Os respiros próximos do pescoço são espelhos convexos que demonstram qualquer sujeira.
A tigela não é lustrosa nem escovada, deixa marcas de dedos com muita facilidade.
Há vários pontos de acúmulo de sujeira que exigem uma limpeza mais detalhada com escovinha, como: os parafusos que prendem o sistema planetário, as junções da cabeça, o sistema de encaixe do batedor com a mola e as aberturas de ar cromadas podem acumular farinha, exigindo cuidado. A parte inferior, porém, é onde pode haver mais acúmulo. Há várias frestas, peças extras que deixam margem para acúmulo de farinha.
A batedeira Cuisinart demonstra alguns traços de segurança, como a detecção do batedor levantado, que desliga o motor quando a cabeça é erguida. O desligamento ocorre em torno de 12°, trazendo segurança e ao mesmo tempo utilidade, pois levantando até uns 10° É possível desprender os ingredientes dentro da tigela antes de erguer a cabeça por completo.
O cabo de alimentação tem um comprimento razoável (1,05 m) e possui uma fita para prender e enrolar o cabo. No topo disso também há um espaço interno na parte inferior para retrair o cabo na base. É útil, mas muitas vezes é meio travado para empurrar o cabo para dentro. Assim mesmo, é possível deixar todo o cabo retraído se quiser.
Os pés de borracha garantem uma ótima estabilidade do conjunto, além do peso contribuir para a unidade ficar bem fixa sob uma bancada.
No entanto, um ponto crucial de atenção é a fuga de corrente considerável que a batedeira apresenta se não estiver devidamente aterrada. Essa característica a coloca no mesmo patamar de modelos como a KitchenAid Artisan / Beetroot e a Hamilton Beach Professional, que também exigem uma tomada aterrada para evitar o risco de choque elétrico ao tocar na tigela ou nas partes metálicas. Modelos como a Philco PBP800 e a Philips Walita RI7912 não apresentam esse risco.
Por fim, a garantia é um diferencial importante: 12 meses (geral) e 4 anos no motor, superando o padrão de 1 ano do mercado e garantindo mais tranquilidade ao consumidor. Isso é um bom demonstrativo de que o motor está bem dimensionado para o que precisa atender.
A Cuisinart Precision Master se destaca pela estrutura toda metálica e pintura automotiva, se posicionando em uma faixa competitiva do mercado premium das batedeiras planetárias domésticas. Agradou seu ruído baixo e partida em velocidade baixa, porém deixou a desejar na entrega. Seja em massas leves, médias ou pesadas cada uma teve alguma penalidade perdendo em alguns casos até mesmo para batedeiras muito mais simples. Para aqueles estão dispostos a dar um jeitinho para garantir uma entrega de alta qualidade, o resto a Cuisinart irá provavelmente atender bem.
Air fryer Oven EFE25AID
A EOS continua expandindo seu portfólio de eletroportáteis de forma agressiva. Aqui já testamos air fryer da marca, air fryer oven e também alguns fornos que possuem função air fryer. Porém o produto testado hoje é algo diferente, diria que até fora do comum, pois é uma air fryer oven, mas que tem estrutura e componentes para ser um forno com função de air fryer, a Air Fryer Oven EOS EFE25AID.
A EOS explorou fortemente a ideia do inox nesta air fryer oven. Toda a lateral e topo são em aço inoxidável, assim como quase toda a frente do produto. Porém é importante mencionar que toda a cavidade interna, área inferior e traseira seguem com aço galvanizado, muito mais simples. Ou seja, é um aço inoxidável mais para fins estéticos do que como utilidade, diferente da Oster OFOR250 que também tem a cavidade interna em inox.
O acabamento da unidade é razoável, tendo frestas entre a união da chapa do topo com a frontal, além de deformações na chapa frontal que contorna o painel.
Por sinal, na frente ficam as áreas que não são de metal, o painel é de acrílico fumê e a janela é de vidro. É somente um vidro temperado com uma armação de inox na parte externa e galvanizado na área interna. Novamente o acabamento deixa a desejar, com frestas nos cantos do vidro em relação ao metal.
Quando a unidade está desligada da tomada a área do painel é somente um plástico preto. Esteticamente não é algo que agrada ou desagrada. Se a unidade está ligada na tomada, o botão de liga/desliga fica iluminado por um LED. No geral o design transmite a imagem de um produto genérico, sem identidade relevante.
A cavidade interna apesar de ser declarada com 25 Litros, em medições do laboratório acabou ficando em torno de 22,7L. Aí se considerar a área útil partindo da posição mínima onde vai a primeira grade o volume disponível está em torno de 17,4 Litros.
Somente para auxiliar a compreensão, um forno com função de air fryer, ou Oven Fryer, possui resistências no topo, embaixo, ventilação para realizar a função de air fryer, e o usuário pode usar o produto como um típico forno, somente ligando a resistência de baixo, a de cima ou tudo ao mesmo tempo. As air fryer ovens trabalham somente em uma condição: Air fry, ou seja, liga tudo ao mesmo tempo. Tipicamente esse tipo de produto somente tem a resistência com ventilador no topo. A grande diferença aqui é que A EOS 25L EFE25AID possui duas resistências no topo, resistência embaixo, além da ventilação, ou seja, tudo que possibilitaria trazer um controle das resistências e ventilador independentes, dando a flexibilidade de um forno com função air fryer. Mas aqui não permitiram isso, TODAS as funções do produto ligam as resistências e o ventilador ao mesmo tempo.
No Painel da Air Fryer Oven EOS há vários programas já pré programados com tempo e temperatura: batata frita, carne, assar, churrasco, tostar, bolo, pizza e desidratar. Todos os programas exceto o desidratar só mudam o tempo e a temperatura. As resistências são sempre as mesmas. O desidratar é o único que faz algo diferente, pois trabalha abaixo de 100°C e nessa condição o EOS desliga uma das resistências do topo para funcionar. Ou seja, é um produto que poderia ter muito mais flexibilidade do que tem.
A resposta ao toque do painel é ótima com um display de tempo e temperatura lado a lado. Visualmente é prático, pois é possível rapidamente ver a configuração atual. Os nomes dos programas são botões então também é algo rápido de se programar. O único ponto que não agradou é que o tempo mínimo de funcionamento é 5 minutos. Em air fryers para requentar as vezes 2 minutos já é o bastante.
Há um botão exclusivo para a iluminação interna e agrada que pode ser acionado em qualquer momento. Quando a porta está aberta a luz fica acessa continuamente, algo prático.
A interface gera bips que chegaram a incomodar. Cada toque no painel gera um bip sem opção de controle de volume ou função "mudo". E mesmo que segure o dedo para que percorra os números mais rapidamente, ele ainda faz um bip a cada transição de minuto. Além disso caso não seja iniciado o ciclo depois de um tempo da unidade ligada é gerado bips. Caso não seja aberta a porta depois de concluir um ciclo, gera mais bips. Em comparação com modelos focados em silêncio, como a Oster Super Fryer 10L, a EOS se torna invasiva, especialmente para ajustes longos de tempo ou uso noturno em ambientes silenciosos.
A air fryer Oven EOS vem com grade, assadeira e cesto para frituras). São típicas peças de forno elétrico e todas podem ser colocadas em qualquer um dos 3 níveis disponíveis na cavidade interna.
Cesto de Fritura: Diferente das Air Fryers de gaveta, onde se agita o alimento pelo pegador frio, aqui o cesto fica dentro do forno quente. Para garantir homogeneidade, é preciso retirar o cesto quente com luvas, chacoalhar (o que é desajeitado).
Grade: a grade é para assentar uma assadeira ou algo do gênero. É uma peça cromada muito similar ao que vemos em fornos.
A assadeira é esmaltada de boa qualidade. Diria que dos componentes da unidade é a que tem a melhor qualidade de material.
São 3 níveis e é possível usar qualquer um dos acessórios em qualquer posição. O deslize é suave e a peça não cai para frente quando puxada parcialmente para fora.
A porta abre com facilidade, exigindo menos de 1kg de força para abrir. Há um ponto de parada no meio, caso queira deixar a porta aberta para ventilar. Há vedação nas laterais e no topo da porta. São borrachas úteis para amenizar o impacto da porta caso escape e a mola feche a porta rapidamente.
Algo legal que a EOS fez aqui foi mandar junto com o produto um livrinho com 7 receitas para ajudar o consumidor a ter uma noção de tempos e preparos no produto.
É aqui que a Air Fryer Oven EOS EFE25AID encontra seus maiores desafios, comportando-se muito mais como um forno elétrico de convecção fraca do que como uma Air Fryer eficiente.
Batatas Fritas: Nos testes realizados com 200°C, o excesso de calor somado com a falta eficiência da circulação de ar gerou um resultado inferior ao esperado. Foi entregue as batatas rapidamente, em pouco mais de 15 minutos de preparo, porém o resultado foi uma mistura de batatas moles com outras queimadas. Foi também realizado um teste a 190°C, usando o programa de batatas fritas no painel. Nesta condição o resultado foi melhor, menos batatas queimadas e mais crocância, mas ainda assim não dá para dizer que o resultado está acima da média das air fryers comuns do mercado.
Pão de queijo: Aqui é onde ficou mais evidente a ausência de fluxo de ar. Os pães quando batiam a temperatura ideal interna ainda estavam pálidos, sem crescer, com uma crosta farelenta ao redor. Não conseguiu trazer o dourado esperado tanto em 180°C quando em 160°C. Além de demorar para realizar a entrega. Em 160°C ela levou mais de 16 minutos, enquanto uma boa air fryer faz isso em pouco mais de 10 minutos.
Carnes e Assados: A distribuição de calor é deficiente. No teste de hambúrguer, após 10 minutos iniciais, a carne estava apenas corada por fora mas não havia inchado (sinal de cozimento interno). Foi necessário adicionar mais 5 minutos para tentar salvar o preparo, resultando em uma carne queimada por fora e ainda vermelha por dentro. Também fica clara a dificuldade de trazer o ar de baixo para cima. A carne fica dourada no topo e pálida por baixo. É um resultado muito distante da Mueller Air Forno 35L que faz esse trabalho muito bem. Por sinal, aqui vem outro ponto importante, a temperatura real versus a anunciada no painel.
No painel há a opção de colocar o forno a 230°C, porém nada mudava na entrega depois de colocar qualquer temperatura acima de 200°C no seletor. Ou seja, ela oferece mais temperatura do que entrega. Isso é uma grande perda, pois grande parte das Oven Fryers conseguem atingir resultados superiores exatamente por conseguir entrar em temperaturas mais altas que as típicas air fryers.
Além disso há um custo alto na conta de luz. Devido à perda de calor pela carcaça metálica e tempos de preparo longos, o consumo total em um ciclo de teste completo superou os 1,07KWh. Em testes de carga pesada (aquecimento de 1 litro de água), o consumo saltou para impressionantes 1,5 KWh, pois a unidade não conseguia bater a temperatura desejada, e assim ficou com as resistências continuamente ligadas. A air fryer Oven EOS EFE25AID é declarada com 1800W de potência, mas entrega basicamente 1625W.
Pelo menos em modo de espera (standby), o consumo é baixo, registrando apenas 0,7 W, o que não impacta na conta de luz se deixada na tomada.
Um dos pontos melhores no desempenho foi o ruído que em média ficou em 52,2dBA. O que incomodou foi a diferença de ruído quando está com a resistência ligada e quando está com ela desligada. Chega a dar 5dBA de diferença então há uma variação significativa no barulho, que as vezes está em 50dBA e às vezes está em 55dBA. Para aqueles que se incomodam com essas variações, aqui vai ficar bem evidente.
A limpeza da EOS EFE25AID segue o padrão difícil da maioria das Air Fryer Ovens que possuem o interior galvanizado. A gordura que espirra tende a grudar e queimar, deixando manchas. O teto do forno, onde ficam as resistências, é de difícil acesso. A área do ventilador é parcialmente fechada e não tem como abrir para limpar.
Dos acessórios a peça mais chata de limpar é a grelha de aço expandido cromada, que gruda alimentos com facilidade. A bandeja esmaltada é muito prática de limpar, somente seria melhor se tivessem feito um acabamento melhor na dobra dos cantos, que ficaram frestas grandes.
A porta é uma área também chata de limpar, pois se derramar líquido entre o vidro e o metal da porta, não tem como acessar para remover. Há vãos grandes que acumulam sujeiras nas nos cantos da armação. E também há vários rebites espalhados pelo forno inteiro, que também são pontos com cantos de acúmulo.
O painel acrílico risca com muita facilidade. Até mesmo com um pano pouco abrasivo há chance de riscar.
Na área externa é muito fácil deixar as áreas em inox com marcas de dedos. É só encostar que fica evidente a digital.
Um dos pontos da cavidade interna exige um cuidado extra para limpar, pois possui uma chapa cortante de fácil contato. Infelizmente a EOS deixou cantos vivos na chapa inferior da porta, onde é fácil de se ter acúmulos de farelos no fundo do forno. Ali tem que limpar com uma esponja e evitar o contato com os dedos.
Fora esses cantos cortantes há outros pontos de segurança para se alertar. A unidade atinge temperaturas altas em vários locais acessíveis. Um dos mais graves é na porta que chegou a bater 130°C no vidro em uma sala com temperatura ambiente de 24°C. Até mesmo a chapa plástica na porta atrás do pegador beira 95°C. Tem que cuidar quando lidando com a porta para não se queimar à toa. A área inferior e fundo também passam dos 100°C, então nada de deixar essas áreas em contato com plásticos.
Essa característica metálica traz outro efeito colateral: a condução elétrica. Durante os testes, tivemos fuga de corrente perceptível (estática) ao tocar na carcaça. O uso de uma tomada com aterramento é muito importante neste modelo.
Pelo menos, a estabilidade física é boa. Com pés firmes e peso de 8,15 kg, o produto não desliza na bancada ao abrir a porta, e possui abas plásticas nos cantos para facilitar o manuseio. A EOS oferece 12 meses de garantia, o que traz um conforto adicional para lidar com essas questões construtivas a longo prazo.
A Air Fryer Oven EOS 25L EFE25AID é um produto que acabou deixando muitas lacunas na entrega, além de trazer tudo em um visual genérico com várias deformações no acabamento. Até poderia ser uma alternativa razoável para um forno elétrico com função air fryer, mas para isso a empresa tinha que permitir as mudanças de resistências, além de realmente entregar a temperatura de 230°C prometida. No geral faltou como air fryer e como forno. Fica a dúvida de onde ele se encaixaria bem para um usuário.
Ventilador Ventilador Mallory Smart Control
Avaliação do Ventilador de Parede Mallory Smart Control | Harpyja
Quando se observa um ventilador de 15 pás ele chama atenção, seja por tentar imaginar seu design, ou compreender como comporta tantas pás, assim como se faz diferença na entrega de vento.
Com o ventilador de parede Mallory Smart Control, nós analisamos como essa proposta de ventilador trabalha na parede e o que entrega de conforto térmico à quem o compra.
Recentemente testamos um modelo de coluna com várias similaridades no design e na entrega de vento, o Mallory Chronos, mesmo tendo uma hélice de 6 pás. Caso não tenha certeza se está buscando mesmo um modelo de parede, vale ver a avaliação do modelo de coluna para ver as diferenças na usabilidade.
O ventilador de parede Mallory Smart Control é o único modelo de parede que a marca tem no mercado atualmente. Há duas cores diferentes disponíveis, uma com a hélice em cinza (avaliada aqui) e outra com a hélice dourada.
modelo cinza e dourado lado a lado
É um produto feito exclusivamente para ser parafusado na parede, pois não vem com uma base para assentar ele em pé sobre uma bancada.
A forma como estão justificando as quinze pás é meio estranha. São 9 pás na extremidades cercadas por um anel. No anel interno são 6 pás cortadas pelo anel que segura as pás das extremidades. É um visual no mínimo diferente, e é questionável dizer que há 15 pás. Está mais para 15 pás cortadas no meio, equivalente a umas 7,5 pás 🙂
O corpo do ventilador é construído em plástico mole, polipropileno, sendo o corpo do motor e grades em preto lustroso e a hélice em cinza. A estrutura é razoável, com deformações em vários locais.
A estrutura que prende o pescoço do ventilador na base é frágil e mal construída. Apesar do encaixe ficar firme, a presilha para “encaixe fácil” tem grande risco de quebrar durante a montagem.
O painel é digital, e funciona por toque. As inscrições ao redor do seletor são idênticas ao modelo de coluna Chronos, com textos pequenos de difícil leitura.
Junto com o ventilador vem um controle remoto pequeno, mas prático pois pode acionar as funções do produto sem precisar encostar no produto, que muitas vezes pode estar alto demais para um simples acesso.
Todos os comandos do ventilador Mallory Smart Control podem ser feitos pelo controle remoto (por infravermelho), inclusive o ajuste de oscilação horizontal! Sim, é possível deixar ele apontando para um local específico ou colocar para oscilar à distância. É um diferencial considerável pois tipicamente esses mecanismos mecânicos são de acesso complicado quando o produto está acima de dois metros de altura. A oscilação é boa, com 92° de alcance. É o maior ângulo de oscilação que já vimos em nossos testes.
O único ajuste que demanda ser feito manualmente no ventilador é para direcionar o vento na vertical. São 4 níveis, todos voltados para baixo (-17°, -30°, -46° e -61°). São ótimas opções pois é possível apontar o produto para ventar acima das pessoas, assim como direcionar para baixo, direcionado para o chão.
O aparelho pesa 2,97 kg, e seu cabo de alimentação é de 140 cm, no entanto, seu comprimento útil é menor, chegando a 120 cm de diâmetro. É um tamanho curto para a categoria, e tem grande chance de exigir extensão dependendo da altura da instalação.
Outro diferencial desses modelos digitais da Mallory é a possiblidade de ligar um timer para desligar o produto depois de 1 a 7 horas de funcionamento. É uma interface confusa com LEDs para 1h, 2h e 4h, que entrega o tempo desses leds ligados somados. Ou seja, se o LED de uma hora e o de 4 horas estiver ligado, o produto irá funcionar por 5 horas.
Apesar de várias funcionalidades devido ao controle digital, caso a energia caia, o ventilador Mallory Smart Control não lembra o programa em que estava. Será necessário religá-lo para funcionar.
A desmontagem para a limpeza é simples, a grade frontal é fixada por presilhas plásticas que podem ser removidas sem ferramentas.
A hélice é encaixada no eixo central do motor e travada por uma peça plástica com porca metálica rosquear, um sistema robusto e funcional. O corpo liso facilita a limpeza, mas seu plástico está suscetível a riscos até mesmo com um pano pouco abrasivo.
O Mallory Smart Control entrega uma performance respeitável quando se trata de vento. A velocidade máxima está acima de 34 km/h com uma vazão de 1,10 m³/s. Ele se posiciona entre os ventiladores potentes da categoria, próximo a modelos como o WAP Flow Turbo e o Arno Xtreme Force Breeze VB-40, com uma boa circulação de ar.
Interessante que se comparado com o ventilador Mallory Chronos, a diferença é mínima, mesmo com hélices consideravelmente diferentes. O Smart Control ganha na velocidade do vento, mas perde na vazão.
A variação de velocidade entre a mínima e a máxima é de 38%. É um resultado levemente acima da média, mas não oferece a mesma amplitude que modelos como o Arno VB-40 ou o Oster Power Fresh. Essa diferença é mais perceptível na comparação da velocidade mínima, onda a brisa do Arno e Oster é mais leve.
Na questão de ruído, esse ventilador Mallory está melhor que a maioria na velocidade mínima, com pouco mais de 52 dBA. Assim mesmo para um ambiente que exige silêncio, como um quarto durante a noite, este é um ruído considerável. Caso esse seja seu propósito de uso, vale considerar ventiladores menores que são menos ruidosos ou então os de 40 centímetros da Arno que são consideravelmente menos ruidosos.
O motor de 140W declarados apresentou um consumo máximo medido de 120,4W. Essa "folga" de 14% indica que o motor não trabalha no seu limite, o que teoricamente contribui para uma maior vida útil. Mesmo que haja acúmulo de pó ao seu redor provavelmente não irá trabalhar sobrecarregado.
Uma vez corretamente instalado na parede, o ventilador se mostra bastante estável, sem vibrações excessivas. Os encaixes para suportar o produto são robustos.
A hélice fica mais próxima da grade em comparação com vários modelos do mercado, Em pontos específicos a distância é de somente 26mm, com frestas de 10mm. Se fosse um modelo de mesa, poderia ser algo mais preocupante. Como é um produto exclusivo para a parede, em alturas distantes do contato com as pessoas, minimiza o risco de acidentes por contato com a hélice.
Conclusão
O Ventilador de Parede Mallory Smart Control consegue atender a conveniência do controle remoto para quem precisa de um aparelho fixo na parede. O produto oferece ventos significativos e funcionalidades práticas, mas peca na qualidade da fabricação das peças. Para quem busca a máxima comodidade de um ventilador de parede potente e não se importa com o barulho, ele pode ser uma opção.
Liquidificador KitchenAid Pure Power
A KitchenAid é uma das mais tradicionais e reconhecidas marcas norte-americanas, há décadas chamando atenção com sua batedeira icônica. No Brasil isso não é exceção, mas também ganham destaque no segmento de liquidificadores, e o mais recente de seu catálogo é este liquidificador KitchenAid Pure Power.
No passado, avaliamos os 2 liquidificadores que compõem seu catálogo: o KitchenAid K400, modelo que se mantém no topo da categoria de liquidificadores avaliados; e o K150, sua versão simplificada. Avaliando o portfólio da marca, o Pure Power e o K150 ocupam posições parecidas, o que seria contraditório.
Por isso, é possível que a KitchenAid esteja planejando substituir o K150 pelo Pure Power. Permitindo à marca ter um liquidificador em outra faixa de preço que sai completamente da sombra do K400, algo que o K150 não consegue pela similaridade em design. Por hora, é apenas especulação.
A base deste liquidificador Kitchenaid segue o padrão dos outros, se assemelhando a um bloco de laterais curvas. Desta vez, com o topo completamente plano e a faixa com a logo da KitchenAid surgindo como detalhe próximo ao encaixe com o copo.
No geral o design é bem limpo, com a faixa sendo usada de forma bem mais sutil. Seu cinza orna com os botões de funções pré-programadas e o seletor.
O Pure Power pode ser encontrado em quatro cores:
Porcelain White, exclusiva do site KitchenAid,
Matte Black,
Charcoal Grey, e
o tradicional Empire Red; única opção lustrosa, enquanto os outros são foscos.
Seu corpo é totalmente em plástico rígido, assim como o K150 (o K400 é metálico). A qualidade de construção é alta, tornando quase imperceptível o encontro entre as peças do corpo.
Entretanto, o que chama mais atenção continua sendo a região de contato entre o copo do liquidificador e seu corpo. Essa área inclui várias peças de borracha coinjetada, criando transições impecáveis entre plástico e borracha.
Este fato, além de melhorar a estética, reduz as vibrações e ruídos gerados ao bater. São acréscimos de qualidade que não aparecem na maioria dos produtos, mas surgem em todos os modelos de liquidificador KitchenAid avaliados.
Um ponto de destaque no KitchenAid Pure Power é seu seletor de velocidades. Apesar de ser grande, texturizado e ter uma aba; todos fatores que auxiliam a pegada, outra coisa o torna mais relevante.
Aqui são apontadas 10 velocidades, mas a realidade é diferente. O liquidificador KitchenAid Pure Power possibilita posicionar entre as opções, funcionando na velocidade 2 e meio, por exemplo.
Este mesmo sistema de seletor contínuo foi visto apenas no KitchenAid 400. É completamente diferente da maioria dos liquidificadores do mercado. Girar no sentido oposto aciona o Pulsar.
Logo acima conta com 4 botões e indicadores LEDs:
On / Off, proíbe o funcionamento até ser pressionado
Smoothie, aumenta gradativamente a velocidade e a mantém alta para vitaminas
Ice Crush, uma série de pulsos em velocidade média para moer gelo
Clean, adicione água morna e 2 gotas de detergente para colaborar na limpeza
Infelizmente toda a escrita do painel está em inglês. Ao menos, a serigrafia permanece bem legível e sem indícios que pode sair.
A jarra do Pure Power é plástica, assim como a dos outros liquidificadores KitchenAid. Isso significa que é preciso ter certo cuidado para evitar riscos. O material escolhido dessa vez para a jarra é Tritan, muito resistente a impactos, livre de BPA e pode ser usado com alimentos quentes.
Esse mesmo material é usado por outros liquidificadores, como Philips Walita Ri2244, o próprio KitchenAid K400 e o Ariete Blend&Heat.
Na lateral possui uma alça larga e segura, permitindo boa pegada. Fica limitada, porém por uma única opção de encaixe no corpo.
Isso acontece por conta das travas de segurança da unidade, que a jarra esteja sempre posicionada com a alça para a direita. Favorece os destros, porém muitos liquidificadores permitem mais de um encaixe para também incluir os canhotos e facilitar o uso. O K150 permitia 2 encaixes, e o Walita RI2242 aceita 4 encaixes.
Ao total a jarra do Pure Power comporta 2,64 Litros até a boca. Em funcionamento, são cerca de 2,1 Litros, mas é melhor se manter no nível máximo de 2 litros marcado na jarra. Assim terá mais certeza que não irá espirrar.
A tampa segue a estratégia de inserir vários anéis de silicone para melhorar a vedação e o resultado funciona. A vedação da tampa é praticamente perfeita, com líquidos vazando apenas pela abertura feita para a tampa dosadora no topo.
Esse ponto de abertura é deixado propositalmente, evitando que o interior acumule pressão. Se torna ainda mais importante ao lidar com alimentos quentes, por isso a escrita “Heat Release Vent” no topo.
Apesar dos 3 anéis de vedação, fechar ou abrir a tampa não causa dificuldades. Modelos como o Oster OLIQ520 dificultam bem mais. O processo é facilitado pela aba logo acima da alça.
Assim como o encaixe, a tampa tem somente uma orientação de encaixe. Sendo limitada dessa vez pelo formato que acompanha o bico da jarra.
A tampa dosadora conta com medições precisas de 30 e 45 mL e a logo da KitchenAid no topo. As lâminas não são removíveis.
Há uma variação de 81% entre sua velocidade mínima e máxima. Isso faz com que o liquidificador KitchenAid Pure Power tenha enorme flexibilidade na escolha de velocidades.
Cada velocidade marcada no painel é suficientemente diferente entre si, e distantes o bastante para justificar velocidades intermediárias.
Isso torna seu seletor contínuo não apenas um adicional descompromissado porém algo que efetivamente mais que dobra o número de velocidades disponíveis.
É o segundo liquidificador com maior resultado nesse quesito, atrás apenas do K400. Indo de pouco menos de 3000 rotações por minuto para quase 16000 RPM, fica na frente de grande parte dos liquidificador do mercado, que atingem de 20 a 30%
Isso significa, na prática, que o Pure Power é capaz de entregar diferentes cortes aos alimentos, dependendo da velocidade.
O KitchenAid Pure Power também atingiu valores altíssimos na movimentação de alimentos no interior da jarra. Seus resultados são comparáveis com os melhores já avaliados: Walita RI2242 e KitchenAid K400, ficando pouco atrás do Ariete Blend&Heat.
Isso se traduz em cortes com maior qualidade e homogeneidade. Algo visto diretamente ao bater sucos.
Preparando sucos, esse liquidificador KitchenAid fez um trabalho muito bom. Mesmo que sejam frutas maiores, o corte é fino e deixa poucos pedaços maiores.
Em cada teste realizado, o total de bagaço acumulado ao final não totalizou 1 grama. O resultado impressiona.
O Pure Power se prova superior a praticamente todos os outros testados no corte de sucos e não fica muito atrás do KitchenAid K400.
Fazendo um paralelo com a função Smoothie, não vimos muita diferença no resultado contra simplesmente deixar o liquidificador Pure Power por 30 segundos na velocidade máxima. Como ambos foram mais do que satisfatórios, pode-se utilizar ou não dependendo da praticidade envolvida.
Os bons resultados seguiram ao trabalhar com gelo ou frutas congeladas. Suas lâminas largas moeram tudo em poucas pulsadas. O mesmo comportamento se repetiu na função Ice Crush.
No final, da forma de gelo restou apenas neve. Procurando entre os flocos, encontrou-se dois pedaços maiores de gelo. Ainda assim, do tamanho ou inferior a uma moeda de 50 centavos.
Na dúvida, diria pra usar a função Ice Crush. Entregou resultados um pouco melhores que pulsar manualmente, e você pode deixá-la trabalhar sozinha.
Ao bater massa no liquidificador KitchenAid, não enfrentamos nenhum problema, pelo contrário. Bater a cenoura com os ingredientes líquidos durou poucos segundos, e nenhum pedaço maior havia restado.
Mesmo adicionando toda a farinha e açúcar de uma só vez, o Pure Power conseguiu misturar tudo com facilidade e sem ajuda. Até forçamos o motor, colocando-o na velocidade máxima com todos ingredientes secos quando o padrão seria trabalhar nas mais baixas.
Nesse caso, embora o liquidificador tenha excedido os 1600W, não houve qualquer indício de que ele estivesse “sofrendo”. Reforçamos também, que isso não é comum ou aconselhável de realizar.
O liquidificador KitchenAid é anunciado com 1200W, e operando nas velocidades baixas (que é suficiente para a massa) marcou por volta de 280W. Fica provado que o motor trabalha com folga.
Com o resultado alto de movimentação de alimentos e facilidade ao lidar com massa de bolo, esperávamos que o Pure Power preparasse uma boa pasta de amendoim.
Isso, porém, não aconteceu. Mesmo com sua baixa velocidade mínima (comparado com outros liquidificadores) os grãos são jogados para os cantos, fugindo do alcance das lâminas.
Esse liquidificador KitchenAid falhou para pequenas porções, assim como outros modelos de alto padrão que apresentaram dificuldade (Ariete Blend&Heat, KitchenAid 150 e K400). Entretanto, talvez seja capaz de preparar maiores quantidades de alimentos (o teste utiliza 200g de amendoim).
No geral, liquidificadores não se saem bem nesse teste, são os processadores que realizam o trabalho muito bem. Para entender o motivo, veja: Quando Usar o Liquidificador ou o Processador?
Na verdade o KitchenAid Pure Power registra entre os ruídos de funcionamento mais baixos de todos os liquidificadores avaliados.
Quando ligado na velocidade máxima são 82 dBA, equiparável a modelos como Ariete Blend&Heat, Walita RI2242 e os outros liquidificadores KitchenAid. Entretanto, a velocidade mínima do Pure Power marca cerca de 61 dBA, valor extremamente baixo e só superado pelo KitchenAid K400.
Com o corpo todo plástico, o mais simples a se fazer é passar um pano úmido. As faces planas e curvas suaves facilitam, eliminando locais de difícil acesso na maioria dos lugares.
Entretanto, a região onde a jarra faz contato com o corpo do Pure Power é um local mais complicado. Um pano é suficiente, mas os pontos de apoio da jarra bloqueiam o acesso aos cantos. Farinha, por exemplo, pode acumular e é difícil de tirar. O mesmo acontece em todos os liquidificadores KitchenAid.
Essa mesma área, dessa vez na jarra, também é problemática. Para se encaixar bem, a região conta com várias curvas fechadas. Não fica sempre em contato com alimento, mas se cair algo ali, vai ser chato de tirar.
Para limpar essa parte e o restante da jarra, o melhor a se fazer é evitar o lado abrasivo das esponjas. O Tritan é bem resistente a impactos, mas continua sendo riscado como outros plásticos. Se não preservar a jarra, logo perderá a transparência, ficando fosca.
Ademais, como as lâminas do KitchenAid Pure Power não são removíveis, vale prestar um pouco mais de atenção. O lado positivo é não serem pontiagudas ou serrilhadas. O fundo da jarra não tem ângulos de difícil acesso, o que contribui.
Já quando for limpar a tampa, cuide dos riscos. Embora seja opaca, o PP é um plástico mole. Riscados vão aparecer, ainda mais no interior lustroso do que no exterior fosco. Fique ciente de enxaguar bem os anéis de vedação. Como são próximos uns dos outros, há chance de guardarem sujeira sem que você perceba.
A KitchenAid sugere o uso da função Clean, com a jarra preenchida pela metade de água morna e 2 gotas de detergente. Ajuda a retirar o excesso no entorno das lâminas. Também explicita a possibilidade de colocar a jarra e tampa na prateleira de cima da lava louças.
Os materiais devem aguentar o calor, porém fazer isso vai aumentar a chance de riscá-los.
Alguns pontos positivos notados durante seu funcionamento são seus dispositivos de segurança, que impedem de ligar o KitchenAid Pure Power em algumas condições.
O exemplo mais perceptível é a trava física que só liga o liquidificador KitchenAid com a jarra em seu lugar. Essa é presente em vários outros liquidificadores, mas há outros passos.
Dentre eles, a necessidade de apertar o botão On / Off para ligar a unidade. O último é a necessidade de retornar o seletor para o zero para que ele funcione.
Essas são proteções a mais que podem significar muito se o liquidificador tende a ficar acessível num local com crianças. Seria legal que houvesse uma trava para garantir que a tampa está fechada, como no Ariete Blend&Heat, mas aqui já são várias camadas.
Por isso, é preciso ligar o KitchenAid Pure Power na tomada, conectar a jarra, apertar o botão On / Off e retornar o seletor para a posição Zero antes das lâminas começarem a girar.
Além disso, em funcionamento sua base larga e com pés de borracha garante mínima vibração. Os únicos momentos em que o liquidificador chegou a se mover aconteceram durante os primeiros segundos do preparo de sucos com frutas inteiras. Situação improvável de manter a estabilidade.
O cabo de alimentação tem saída pela traseira com 89 centímetros de extensão. Poderia ser um pouco maior, mas está na média. Não há lugar para enrolar o cabo.
A KitchenAid oferece 3 anos de garantia no liquidificador Pure Power.
O Liquidificador KitchenAid Pure Power trouxe excelentes resultados com diferentes preparos esperados de um liquidificador, funções pré-programadas que performam bem, baixo ruído e boa construção. Sua performance com sucos e a flexibilidade do seletor de velocidades são pontos fortes da unidade que a colocam com ótimo custo benefício entre os liquidificadores das faixas mais altas de preço.
Air fryer Philips Walita Série 1000 XL NA130
Já testamos várias air fryers da Philips Walita por aqui, e tem motivo para isso. A empresa sabe fazer air fryers, pois todos os modelos que já testamos se destacaram em vários aspectos. Por sinal, atualmente estão no topo do ranking de melhores air fryers já testadas pela Harpyja.
Porém, a NA130 sai um pouco do padrão de suas air fryers avaliadas até o momento. Este é o primeiro modelo que testamos da marca que não possui o cesto e coletor separados.
Isso é uma onda crescente, pois acaba trazendo redução de custo e possibilidade de um volume maior usando a mesma cavidade interna. A consequência é que a maioria das air fryers que já testamos por aqui tem uma perda significativa de desempenho.
Este é o grande desafio dessa a airfryer Philips Walita 6 litros: ainda se destaca perante as concorrentes?
A Philips Walita foi muito esperta no design desta Série 1000 XL. A unidade segue um padrão mais simplista e com ótimo acabamento. Toda a estrutura lateral é praticamente uma peça só, com plástico mole texturizado, dando um efeito fosco agradável.
No meio da unidade, onde normalmente está a emenda entre a parte superior e inferior do conjunto, a Philips fez uma faixa lustrosa. O detalhe dá destaque para o corpo e cria uma separação natural na altura da porta.
Na frente há somente um seletor de tempo com os números na própria peça, podendo ir até 60 minutos. Outro seletor tem seu ajuste feito pelo topo, como a Philips Walita Viva, mas com um acabamento e estrutura mais simples.
Esta textura que aparece no topo e nas laterais não deixa marcas de dedos, preservando mais a estética. A transição da lateral para o topo tem um raio canelado que dá um charme diferente. Na traseira sutilmente aparece a entrada de ar, mal dá para perceber que existe.
Essa air fryer Philips Walita não possui deformações visíveis nas áreas mais expostas. A porta tem uma ótima junção com o corpo e o topo. A parte inferior mostra leves deformações, porém estando fora do alcance dos olhos acabam passando despercebidos.
A alça é ergonômica e firme, com bom design e construção. Puxando a porta temos o cesto e coletor juntos. Ambas as peças possuem antiaderente de boa qualidade.
Da forma como estão, quase todo o coletor também atua como o cesto, separado por uma grade metálica. Essa grade é fixada por quatro pezinhos de borracha e tem o encaixe bom, se assentando com uma leve interferência das borrachas contra o cesto.
Essas borrachas impedem riscos à toa. No centro da grade há quatro furos para colocar os dedos, como uma bola de boliche. É prático se a peça está fria. Caso queira fazer isso com ela quente, não tem jeito mais fácil. Assim mesmo, é similar à maioria das grades atuais do mercado.
A Philips Walita declara o volume dessa air fryer com 6,2 Litros. Mas este valor aponta também o volume abaixo da grade, que não é aproveitado. Se considerarmos o volume acima da grade, a região realmente útil, temos pouco mais de 5,1 Litros.
Como ainda não há uma norma clara sobre essa declaração, infelizmente temos que lidar com esses valores anunciados que não indicam os volumes que importam.
A cavidade interna é toda de aço galvanizado. É meio padrão da Philips vir com essa área interna. Na base da cavidade há dois guias de nylon para evitar contato do coletor com o fundo metálico da cavidade.
A peça do coletor desliza suave quando separado do corpo e se encaixa com facilidade. No geral o design e usabilidade do produto agradaram pela simplicidade e qualidade.
Fora essa Série 1000 XL, a Philips Walita também está com outro modelo sem cesto: a NA-230 da Série 2000. O modelo compartilha várias similaridades, se diferenciando principalmente pelo painel digital e janela.
Um dos primeiros testes que fazemos com air fryers é a análise das temperaturas internas. A Philips Walita costuma fazer um ótimo trabalho e a NA-130 não foi diferente. A unidade fica muito próxima das temperaturas do seletor quando medindo internamente.
Algo interessante que a Philips Walita fez nessa 1000 XL foi colocar uma marcação de limite máximo para “fritar” batatas fritas.
Essa marcação vale ser respeitada pois, ao não possuir separação entre cesto e coletor, altas quantidades de batatas bloqueiam o fluxo do vento. Assim os alimentos mais no fundo não tem uma distribuição homogênea para “fritar”.
Ao fazer batatas fritas a Air Fryer Philips Walita XL se saiu bem, similar a outras Philips Walita. O resultado fica melhor em 180°C, ao invés de 200°C.
A unidade levou mais tempo que outros modelos da Philips com cesto e coletor separados, mas a entrega foi boa. Algumas batatas ainda ficaram com o centro cru, mas no geral, bem acima de grande parte das air fryers do mercado.
No teste com pães de queijo o resultado foi similar. A qualidade dos pães de queijo foi superior em 160°C, não em 180°C como em muitas air fryers.
A NA130 levou mais tempo do que outras air fryers da Philips Walita, mas seu resultado foi positivo e similar a muitas air fryers do mercado.
Com cerca de 13 minutos os pães de queijo apresentaram homogeneidade razoável. Há uma dourada mais significativa no sentido do vento, anti-horário, mas no geral um resultado acima da média de todas as air fryers que já testamos.
Este mesmo resultado se estendeu para os testes com carne. Demorou 3 minutos a mais do que o esperado para preparar a carne em 200°C, mas a distribuição de calor e entrega final foram positivas.
Um dos grandes destaques desta air fryer é seu ruído. Ficou equiparada com a Philips Walita Ri9270, uma das air fryers menos ruidosas que já testamos.
Pode ser que a marca tenha reduzido a velocidade de vento para garantir homogeneidade maior no preparo de alimentos sem cesto, mas essa mudança acarretou também numa air fryer mais silenciosa.
O consumo do produto também se destacou, registrando abaixo de 0,6 kWh. Considerando seu cesto maior que 5 litros, poucos produtos têm esse desempenho.
A unidade possui 1700W. Um pouco abaixo que as Philips Walita Série 5000 de volume equivalente: Ri9270 e Ri9280, de 2000W.
Pelo comportamento que vimos nos testes, é uma escolha consciente trabalhar com menos potência. Aumenta-se o tempo para preparar alimentos, mas em troca a qualidade de entrega aumenta. Dado os resultados, fizeram um bom trabalho com essa limitação.
Seu corpo fosco ameniza as marcas de dedos sobre o produto, mesmo a unidade sendo inteira preta. A região que mais demonstra riscos é a faixa preta lustrosa no meio do conjunto, mas é uma área pequena, sutil.
A ideia da Philips Walita brincar com a marcação no seletor foi esperta. Como está, há menos chance das marcações se desgastarem pelo atrito das unhas com o corpo sempre que programando o tempo.
A fresta de respiro fica no sentido vertical, e assim não acumula pó com facilidade.
A resistência e o ventilador não possuem grade de proteção, e assim recebem mais respingos, mas ao mesmo tempo são mais fáceis de se fazer uma limpeza completa. Ainda assim, toda a área ao redor é metal galvanizado, exigindo cuidados como as laterais internas. Apesar de atraente, o metal dessa forma se mancha com facilidade e sem limpeza corroerá rápido.
O cesto e coletor possuem um ótimo antiaderente, com resistência acima da média. A qualidade de ambos é a mesma, suportando aquela “bucha azul”, própria para esfregar antiaderente.
Os quatro pezinhos de borracha protegem bem o coletor de riscos, e são peças bem presas, mas ao mesmo tempo sem complicação para serem removidas. Vale evitar de remover com frequência, pois a chance do metal ir rasgando a borracha com o tempo é grande.
Algo legal aqui é que a Philips Walita não precisou colocar a borracha no centro do coletor para evitar de metal com metal, pois os pézinhos fazem esse trabalho. Com isso o coletor fica mais fácil de lavar. Os parafusos internos estão mais altos que a grade, o que também possibilita deixar a grade de molho dentro do coletor sem contaminar os parafusos.
Alguns aspectos de mobilidade e segurança são superiores nesta air fryer justamente por não ter seu cesto e coletor separados.
A empunhadura é mais estável, sem peças móveis que possam se soltar apertando um botão. Além disso o conjunto fica mais leve, esta air fryer Philips Walita XL pesa pouco mais de 4 quilos, leve para o volume que comporta.
Na traseira da unidade há um espaço para enrolar o cabo. É útil, e pela estrutura também pode servir para transportar a unidade, como uma alça. Agradou, porém seria interessante da Philips Walita investir um pouco mais em seus cabos e proporcionar ao menos 20 centímetros a mais. Atualmente a unidade é curta com 83 centímetros de comprimento.
A área externa ficou mais quente que as air fryers da Philips Walita com cesto e coletor, mas permaneceu razoável comparado à maioria das air fryers do mercado. Houve um ponto mais incômodo, com um dos lados da porta passando de 77°C e atrás do pegador acima de 60°C. A vantagem é que o pegador tem uma distância boa do corpo, amenizando essa complicação.
Algo importante para lembrar é que a Philips Walita oferece dois anos de garantia em seus produtos, desde a data da compra. Considerando que esta é uma air fryer simples e de custo mais baixo, é um benefício interessante perante grande parte de seus concorrentes.
A marca volta a provar que sabe fazer air fryers, até mesmo em conjuntos mais simples. A Air Fryer Philips Walita Série 1000 XL NA130 apresenta boa construção, baixo consumo de energia e resultados razoáveis com alimentos enquanto permanece silenciosa.
Não tem a mesma qualidade e rapidez na entrega que os modelos de cesto e coletor separados da Philips Walita, mas ergue a cabeça perante a maioria das air fryers do mercado. Considerando seu volume interno acima de 5 Litros, é pouco provável que encontre atualmente um custo beneficio muito melhor que ela nesse tamanho.
Air fryer Philips Walita Série 3000
É impressionante a mudança que teve no portfólio de air fryers da Philips Walita nesses últimos 5 anos. A empresa sempre foi referência no assunto, mas tinha apenas dois modelos de air fryers no mercado. Desde que começaram a tirar o destaque da Liva, praticamente a pioneira das air fryers no planeta, a marca vem trazendo modelos novos com frequência e cada vez mais ousados!
Essa airfryer Philips Walita Série 3000 tem o design mais inovador que já passou por nossos testes. Uma unidade com janela e curvas futuristas muito diferentes. Goste ou não, é pouco provável que vai passar despercebida.
O visual do produto agradou, com muitas curvas e uma área acrílica contornando o produto na área da janela. O topo levemente inclinado e um painel digital que quase desaparece quando desligado também foram bem quistos pela simplicidade e elegância.
Na frente é um conjunto largo, todo em plástico fosco. O pegador pintado de prata, faz conjunto com a fita de inox que circunda o corpo próximo da janela de acrílico.
O encontro entre as peças está bom. Mesmo em transições de materiais como o metal para o plástico preto, assim como no acrílico transparente para as junções do topo e chaminé. Não há deformações no plástico visíveis, algo surpreendente em uma air fryer grande como essa.
A Philips Walita soube muito bem esconder a entrada de ar desta air fryer. É somente uma fresta entre o acrílico e o topo, tão sutil que a maioria nem vai perceber que existe!
A porta abre suavemente deslizando sobre as guias de nylon no fundo da cavidade. Há uma peça acrílica no topo da alça que facilita empurrar a porta para ser aberta. Internamente o cesto e coletor são peças separadas. A estética das peças agrada e o encontro entre o cesto e coletor estão bem ajustados. Não há excesso de folga e ao mesmo tempo tem um encaixe suave.
A empresa declara ser uma air fryer 7,2 Litros de volume, mas este é o volume do coletor. O cesto, peça que realmente comporta os alimentos, possui um total de 4,8 litros de volume. É uma capacidade grande, e por não ser excessivamente fundo tem uma grande área útil. Medindo o volume do coletor chegou a dar 7,3 Litros.
Ambos coletor e cesto possuem antiaderente e no centro do coletor há uma borracha para travar o movimento do cesto, dessa formas as peças de metal não se riscam. Pelo mesmo motivo adicionaram um “bico” de nylon no coletor dessa air fryer Walita 3000, ajuda a evitar riscos ao manusear.
Internamente a cavidade é toda metálica, similar a outras air fryers Philips Walita já testadas. A diferença maior está no topo da cavidade, pois ali há uma janela de vidro, iluminação com invólucro em vidro e um direcionador de ar.
Essa peça metálica guia o fluxo de vento para os cantos. Estava presente no modelo Liva, uma das primeiras air fryers do mercado, mas depois sumiu. Imagino que tenha sido adotada na air fryer Walita 3000 para melhorar o desempenho, pois a resistência fica mais deslocada para trás e aí vale um auxílio extra para conseguir chegar nos cantos antes do ar se dispersar.
O painel é todo por toque, com ótima resposta e boa visibilidade independente da luz ambiente. Quando desligado fica praticamente impossível perceber os LEDs e botões. Muito discreto e bem feito.
Quase todos os LEDs da Airfryer Philips Walita Série 3000 são botões, o que facilita a programação do menu. Em muitas air fryers, há somente um botão no painel para os programas e se torna necessário ficar apertando várias vezes até chegar no programa desejado. Aqui não é o caso.
São 10 opções pré-programadas no menu de receitas, 9 delas de 40 a 200°C de temperatura e um tempo máximo de 180 minutos. O único programa com outras configurações é o desidratar que vai de 40 a 80°C e que pode ficar ligado até 24 horas.
Fora do círculo central, onde ficam as receitas, estão as opções de configuração básicas como tempo e temperatura e algumas extras, mais exclusivas.
Uma delas é a opção de Mexer os Alimentos. Dependendo do programa escolhido ela já será habilitada, mas você sempre pode optar ou não por ela. Sua função é parar no meio do ciclo para te lembrar de mexer os alimentos no cesto. Batatas é um exemplo clássico dessa utilidade.
Outra opção é o Manter Aquecido, que trabalha a 80°C. É possível usar a função isoladamente, mas também é possível configurá-la junto com algum programa. Nessas situações o Manter Aquecido inicia assim que o ciclo termina e mantém os alimentos em 80°C.
A Luz também possui seu botão, permitindo ser ligada e desligada em qualquer momento. Por sinal, a janela é grande e proporciona boa visibilidade interna.
Por último tem o botão para Favoritar uma configuração. Neste caso é possível escolher uma temperatura e um tempo e deixar gravado na opção. Assim, sempre que iniciar a air fryer Walita 3000 e apertar ali, a configuração desejada já está disponível em um clique.
Apesar do fácil entendimento, configurar o Favoritar é um tanto chato. Você precisa selecionar a função, alterar tempo e temperatura como desejar, e depois segurar o botão Favoritar para salvar suas escolhas. O ruim, é que se for editar novamente, o Favoritar te ignora e volta para o padrão de fábrica. Só após retornar ao padrão é possível configurar a função novamente.
Esta foi a única opção pouco intuitiva do painel. De resto é bem simples, acendendo somente os botões pertinentes a cada momento. O som agradou também. É diferente do bip da maioria das air fryers e há sons diferentes para confirmação quando favoritando e quando atinge os limites mínimo e máximo de temperatura e tempo.
O controle de temperatura fica bem ajustado ao valor programado. Há flutuações de 7°C em torno da média, as mais baixas que já vimos. Normalmente air fryers oscilam por volta de 20°C.
Testes com Alimentos
No preparo de batatas fritas ela se destacou. Entregou um ótimo resultado em somente 15 minutos! No ponto certo de crocância, ótima homogeneidade e bem douradas. A Philips sabe muito bem fazer batatas.
No preparo de carnes também não decepcionou. Fez a carne no ponto em 10 minutos. Está muito bem na entrega, ficando próxima da Philips Ri9270 (avaliada no passado).
Algo que acaba pecando um pouco é no preparo de alimentos que ocupam vários pontos do cesto e não são mexidos no processo. No preparo de pães de queijo, os pães mais próximos da frente da air fryer douraram menos. Isso provavelmente é devido à resistência ficar deslocada para trás para acomodar a janela.
Ainda assim, está consideravelmente superior a outras que já vimos com essa configuração. O resultado do pão de queijo na air fryer Walita 3000 não ficou tão bom quanto nas Ri9270 e Ri9280, mas se deixar a unidade trabalhar em 150°C por 15 minutos, o resultado é homogêneo com pães crescidos e crocantes.
Se tratando de consumo, a unidade se saiu bem considerando ser uma air fryer walita grande. Marcou 0,74 kWh por hora de funcionamento, próximo da média.
O ruído sonoro dela está abaixo da média, emitindo pouco mais de 52 dBA. Ainda está mais barulhenta que outras Philips como a Ri9270 e a NA130. recentemente avaliada. O barulho se torna mais notável quando desliga sua resistência e o ventilador ganha mais velocidade.
Na área externa esta air fryer Philips Walita é uma das mais simples de limpar. Não tem cantos de acúmulo no topo e o plástico fosco não deixa marcas de dedo, a não ser que use com as mãos engorduradas.
Vale cuidar quando limpando o acrílico externo. É uma peça que risca com materiais abrasivos.
Internamente há um destaque que está vindo para ficar nas air fryers Philips Walita. A empresa migrou do aço galvanizado para o aço aluminizado nas chapas internas. Esse aço tem mais resistência a manchas e corrosão, então espera-se um produto mais robusto nessas áreas que sofrem respingos.
Não foram testes que realizamos na Harpyja, mas a Philips compartilhou conosco alguns comparativos entres os materiais galvanizado e aluminizado, uma evolução inegável. Lembrando que ainda assim não é tão robusto quanto o aço inoxidável ou esmaltado.
O cesto e coletor possuem um bom antiaderente. Dos testes realizados só foram riscar quando esfregados com bucha verde fortemente. Está comparável com os mais robustos já testados aqui. Ainda assim vale usar bucha alaranjada (para vidro) ou no máximo a azul (para antiaderentes).
Os parafusos do coletor estão mais altos que o fundo do cesto, tornando possível deixar o cesto submerso em água. Além disso, a Philips adicionou uma borracha de vedação nos parafusos. Evita enferrujar o cesto e contaminação em áreas inacessíveis.
O ponto mais chato de limpeza é no topo da cavidade interna. A região é difícil em todas as air fryers, mas aqui acaba sendo acima da média, pois tem uma guia extra de metal e um local onde fica a lâmpada. A área do vidro também é um extra na limpeza, mas pelo menos a Philips deixou a área muito bem acabada, com uma borracha bem vestida entre o vidro e o metal.
A área entre o vidro e o acrílico parecem muito bem vedados, o que deve garantir a visibilidade durante a vida do produto.
A unidade é larga com quatro pezinhos de borracha que mantém a estabilidade do produto em qualquer instância. Mesmo abrindo a porta abruptamente o conjunto não desliza à toa.
As temperaturas externas foram brandas em grande parte das regiões. Na porta pode ser preciso mais atenção, com pontos acima de 90°C. Pelo menos a alça está distante do corpo e segue fria.
O encaixe do cesto e coletor são bons. Mesmo com bastante peso a peça não flamba à toa. O botão para liberar o cesto é prático, mas ao mesmo tempo não fica em posição de ser apertado sem intenção.
A Philips finalmente aumentou o cabo de alimentação, deixando a air fryer Walita 3000 com cabo acima de 1 metro. Além disso, atrás há espaço para enrolar o cabo. A peça também serve como meio fácil de segurar para transportar o conjunto. Seu consumo com a resistência ligada é em torno de 1800W, ou seja, plug de 20A para 127V e 10A para 220V.
Lembrando que a Philips Walita oferece 2 anos de garantia no produto desde a data de compra.
A airfryer Philips Walita Série 3000 conseguiu superar no design, trazendo junto uma janela de respeito. Mesmo com um cesto grande, ainda garantiu ótimos resultados e um baixo ruído. No geral é uma air fryer prática de usar e com muitas qualidades extras; certamente irá satisfazer a grande maioria.
Lavadoras de alta pressao Karcher K4
Para aqueles que ainda não conhecem a Karcher, é uma empresa especializada em lavadoras de alta pressão. Ela é tão especializada que foi ela que inventou a lavadora de alta pressão em 1950!
Hoje a empresa conta com dezenas de lavadoras de alta pressão, desde modelos bem básicos até modelos especializados, focados em limpeza comercial.
A Karcher K4 que testamos aqui é um modelo na linha residencial, mas acima dos níveis de entrada por já possuir motor de indução. Algo que já traz mais robustez e uma vida útil mais longa para o produto versus as lavadoras de alta pressão com motor universal.
A unidade segue o padrão de cores da marca, com o corpo em preto e a carenagem central em amarelo Karcher em forma de “X”. No centro do “X” tem um adesivo prateado com a logo da marca. É visualmente agradável e simples.
Logo acima, basicamente no meio do corpo fica o seletor para ligar e desligar a unidade. Essa é a única peça cinza do conjunto. É bem saliente, fácil de rotacionar.
Em cada lateral há uma roda plástica grande, com o centro amarelo e o perímetro em preto. São 19 centímetros de diâmetro para facilitar o transporte. O acabamento do corpo é razoável. As junções entre as peças poderiam ser melhores, mas é similar a qualidade de outras lavadoras de alta pressão do mercado.
Esta lavadora de alta pressão vem com duas lanças, uma para enxágue com leque e para espalhar o detergente, e a outra para limpar áreas mais incrustadas, que a Karcher chama de bico turbo.
O acoplamento de qualquer uma das lanças na pistola é prático. Há um mecanismo de mola na pistola que absorve a pressão da lança para travar a peça no lugar depois de um giro de 90°. A pistola é prática de manusear. O gatilho é ergonômico e leve.
Agradou o encaixe para descansar a pistola na estrutura do corpo. Ao lado da alça há um encaixe que segura a pistola mesmo que esteja com a lança conectada nela. É útil principalmente quando se está com a lavadora parada, pois como não tem como travar a pistola, e qualquer batida ali durante o manuseio irá desencaixar.
A lavadora em si tem 82 centímetros de altura com uma alça fixa. É um bom tamanho, porém para minha altura seria ideal se fosse um pouco mais alta. É importante a praticidade no manuseio, pois a unidade é pesada (14 quilos), vale usar as rodas sempre que possível.
Seria ótimo se a Karcher K4 tivesse a entrada de água mais alta, pois quando transportando há chance de raspar a mangueira de entrada no chão, e em alguns casos até mesmo uma das rodas acaba ficando sem contato com o solo.
Há um espaço no corpo da unidade para guardar as lanças. É cômodo colocar ali, porém grande parte das vezes quando movimentando a lavadora as lanças saem do encaixe e acaba ficando chato remover. Uma pequena mudança no desenho do suporte poderia ajudar e muito a essas lanças ficarem no lugar.
Na parte traseira, logo acima da entrada de água há uma mangueira com uma tampinha perfurada para realizar a sucção dos químicos. Puxando a ponta é possível esticar a mangueira 54 centímetros e colocar dentro de um frasco de detergente para ser succionado pela pistola. É uma mangueira simples transparente, mas atende o propósito. É prática de puxar e recolher a mangueira.
A mangueira de entrada possui uma rosca padrão de ¾. Junto com a Karcher K4 vem um engate rápido que pode ser acoplado ao engate rápido e o outro lado pode ser colocado em uma mangueira de ½ polegada. É um engate rápido padrão então se já tiver um em casa pode usar com essa lavadora. Na entrada a rosca é metálica e vem uma tela filtrada para evitar que partículas grandes entrem no fluxo de água da bomba.
A saída da magueira é M22 padrão Karcher (14mm). É uma rosca mais popular que a WAP que trabalha com M22 e diâmetro interno 14,88. Assim mesmo, não é algo padrão para as diversas marcas do mercado. Ou seja, se estiver buscando acessórios para sua lavadora Karcher, é melhor buscar peças da própria marca. Por sinal, vários acessórios Karcher como o snow foam e bico articulado são itens que podem ser colocados neste produto.
Algo que chamou a atenção e merece ser valorizado são os materiais utilizados nas pontas da mangueira que encaixa no corpo e que encaixa na pistola. Tudo é em latão, material mais resistente a corrosão que o aço zincado ou algum banho sobre o aço carbono que várias empresas adotam. Somente não é mais robusto que o aço inoxidável, porém isso é difícil ver em produtos residenciais.
A mangueira pode ser desconectada da pistola, facilitando guardar a unidade com todas as peças desconectadas. Tem um jeitinho para soltar, pois caso não seja empurrada a mangueira no desencaixe é quase impossível apertar o botão de liberação.
Há espaço para colocar a mangueira enrolada, assim como o cabo de alimentação. A Karcher K4 vem com 5 metros de cabo de alimentação. É possível enrolar o cabo também ao redor da alça. Por sinal pessoalmente me agrada mais isso.
A mangueira de alta pressão tem 6,1 metros de comprimento. É o tamanho mínimo necessário para conseguir lavar um carro de tamanho médio sem precisar ficar relocando a lavadora de alta pressão durante a lavagem. Seria ideal se tivesse um metro a mais, porém ainda está melhor do que várias lavadoras que vem somente com 5 metros de mangueira.
A unidade é declarada com 6,0 Litros por minuto de vazão. Nos testes realizados houve até mais vazão, chegando a 6,2L/min quando utilizando o modo de sucção de químicos. Na utilização dos bicos com alta pressão cai um pouco, entregando 5,6 Litros por minuto com o leque de enxágue e 5,53 com a lança turbo. São vazões similares a lavadoras de alta pressão desse padrão no mercado. A pressão entregue é próxima do valor declarado pela Karcher, em torno de 8,3MPa versus 8,7MPa declarado.
O leque de enxágue possui um ângulo fixo, não é possivel alterar os 23° do bico. Muitas lavadoras tem bico ajustável, porém isso não necessariamente é algo negativo ou positivo. É comum lavadoras industriais terem bicos fixos para otimizar a entrega. Agradou o ângulo escolhido pela Karcher. Somente seria interessante se fosse possível ajustar a angulação do leque para poder usá-lo na vertical ou horizontal. Aqui não é possível, pois caso rotacione o bico ele irá migrar para a configuração de sucção de químicos.
Por sinal, entrando no assunto de sucção de químicos, a concentração da mistura de água com químicos é alta, chegando a puxar em torno de 800 mililitros de líquido por minuto! Ou seja, chega a dar mais de 14% de mistura. Seria ótimo se fosse uma concentração menor para poder colocar uma solução menos diluida e poder puxar por mais tempo os químicos.
Além disso, o sistema basicamente mistura o químico e entrega um leque com pouca pressão. Nesse modo para ensaboar o ângulo é um pouco maior que o de enxágue, por volta de 30°.
Não há espumação alguma. Isso não é eficiente, pois basicamente a maioria do químico irá somente escorrer pela superfície a ser lavada. Para espumação será mais interessante buscar um snow foam complementar, como o da MJJC que testamos alguns meses atrás.
O bico turbo é um jato pontual giratório que gera um leque de 20°. Esse é um bico para remover manchas de concreto, limpar rodas e a parte inferior do carro. Chega a dar 1,2 quilos de força entregando bons resultados.
A potência em funcionamento da lavadora Karcher fica em torno de 1415W no enxágue com o leque, 700W no ensaboar e 1370W na utilização do bico turbo. O produto usa plug de 20A para 127V e plug de 10A para 220V. O consumo é uma relação direta da potência. Se usada sem soltar o gatilho gastará 1,4kWh para enxaguar, porém o motor desliga rapidamente assim que é tirado os dedos do gatilho.
O ruído é alto, porém é menos ruidoso do que as típicas lavadoras de alta pressão com motor universal. Além disso, o ruído acaba sendo menos agudo por não ter escovas. Assim mesmo, se estiver em um ambiente fechado o ruído chega a 80dBA se a unidade estiver a 1 metro de distância.
A lavadora tem índice de proteção IPX5, ou seja, pode resistir a jatos de água da própria lavadora de alta pressão.
Não é mencionado nada sobre a limpeza do sistema de sucção de químicos, porém diria que vale a pena depois de usá-lo colocar uma jarra com água para fazer uma sucção de água pura pelo sistema de venturi interno.
As lanças, pistola e corpo externo são plásticos, mas são resistentes a quedas. Lanças em nylon com fibra de vidro (PA +30% FG) e corpo em polipropileno com talco. O motor da lavadora também demonstra ser robusto pela declaração dada no manual da Karcher, onde sugerem deixar o produto ligado por menos de um minuto sem as mangueiras para limpar completamente o circuito. Esse tipo de produto não é para trabalhar sem água então dar uma declaração dessas para o consumidor demonstra confiança na robustez do motor!
A pistola possui um mecanismo de proteção para que o gatilho não seja acionado por acidente. É um pino mecânico simples e efetivo. Considerando a força do bico pontual é uma proteção interessante para evitar um disparo acidental.
A lavadora de alta pressão Karcher K4 está interessante para se ter em casa e cobrir as limpezas básicas diárias de fachada e carros. Agradou o motor de indução, a usabilidade da unidade, assim como a entrega dos bicos. Faltou um sistema para espumar e isso é muito importante para fazer uma limpeza completa, então aqui valeria investir em um snow foam que acople na Karcher para completar essa falta.
Air fryer Philips Walita AI551
Esta é a primeira air fryer oven Philips Walita, provavelmente nascida da crescente onda no mercado por este tipo de produto. Como resultado a este universo em ascendência a marca lançou o modelo AI551. Por sinal, estão chamando de air fryer forno Walita, o que pessoalmente agrada mais do que air fryer oven, como a maioria das empresas chamam.
O modelo segue o desenho padrão de grande parte desse tipo de produto, com 12 Litros de volume em corpo que mistura inox com preto.
Apesar de seguir o perfil similar a grande parte das air fryer oven no mercado, esta Philips Walita está visualmente mais agradável que a maioria. Principalmente pelo painel curvo no topo.
O corpo da air fryer forno Walita é quase todo em plástico preto lustroso, seja no topo, laterais e traseira. Na frente temos outros materiais como o painel em acrílico fumê, uma faixa em inox com a logo da marca abaixo do painel, e a porta com moldura inox ao redor do visor acrílico.
A porta abre da direita para a esquerda como uma porta de carro. A maioria das air fryers oven abrem de cima para baixo. Dependendo de onde irá ficar na bancada, abrir da direita para a esquerda pode não ser o ideal. Vale ver como está seu espaço em casa.
O acabamento é razoável, similar a grande parte das air fryer Oven do mercado, mas poderia ser melhor. O que mais incomodou foram as junções entre peças, com ênfase nos encontros entre inox e plástico na porta. Há também leves deformações no plástico que podem ser vistas nas laterais dependendo do ângulo da luz.
O painel é visualmente agradável com boa resposta ao toque. Assim que ligado é demonstrado o menu de receitas pré programadas com 10 opções disponíveis.
Assim que um programa é escolhido, os seletores de tempo e temperatura acendem, assim como o play/pause para iniciar o ciclo. No centro do painel um display com LEDs brancos demonstra tempo e temperatura.
Este painel prioriza mostrar o tempo. Somente ao querer alterar a temperatura que essa informação é mostrada temporariamente. A escolha agrada.
É possível programar de 65°C a 200°C e até 60 minutos na maioria das opções do menu. Os únicos programas que trabalham diferente são:
Desidratar, de 35 a 65°C - 1 a 24 horas
Iogurte, de 35° a 55°C - 6 a 12 horas
Infelizmente a opção de iogurte liga o ventilador, então será necessário cobrir o iogurte para não gerar uma crosta seca no topo.
Além disso, apesar do correto ser horas, o painel ainda mostra “minutos” para essas opções.
Internamente a cavidade da air fryer Philips Walita 12 Litros é toda metálica, e inclui alguns acessórios:
duas Bandejas Perfuradas,
uma Bandeja Lisa,
um Cesto e um Pegador para o cesto.
O acabamento das peças é bom. As bandejas e o cesto tem antiaderente, e o pegador cromado conta com alça emborrachada.
Agradou que as bandejas são perfuradas e não com aquela grade de fritadeiras comuns. Muitas air fryer ovens vem com esse material que complica muito a limpeza.
As bandejas em si tem mais de 26 cm de largura e comprimento, mas a área perfurada é consideravelmente inferior. Há um rebaixo na bandeja para os alimentos não ficarem tombando para os lados.
Tanto as bandejas perfuradas como a lisa podem ser colocadas em qualquer um dos 3 níveis úteis. Além destes, ainda é possível usar o nível do fundo.
Neste nível é melhor deixar a bandeja lisa, para servir como anti-respingo ou preparar um alimento grande. Já que pela altura, usar uma das perfuradas não geraria o efeito de air fryer.
Há também outro nível, dessa vez muito próximo da resistência no topo. Esse lugar parece mais para usar uma das bandejas perfuradas como protetor de respingos contra a resistência, pois a posição é tão alta que nem cabe alimento ali.
No topo fica a resistência, o ventilador e a iluminação. É uma iluminação boa, trazendo boa visibilidade interna quando a porta está fechada.
O cesto é grande, com 4,5 Litros de volume e mais de 24cm de largura e comprimento.
O pegador é removível, para caber no interior com a porta fechada. A peça se encaixa com facilidade para proporcionar o transporte sem a necessidade de uma luva ou pano. Uma trava está presente na alça para evitar de soltar o cesto sem querer.
O cesto possui quatro pezinhos de borracha que desmontam com facilidade na hora da limpeza. A presença dos pezinhos o deixa suspenso sobre uma superfície quente e evita riscar as bandejas ao preparar alimentos.
Nos testes de temperatura interna realizados, a temperatura medida ficou próxima da selecionada no painel. A temperatura de 200°C ficou mais fria que o esperado, e acabou afetando alguns resultados.
Batatas Fritas na Air Fryer Oven Philips Walita
No preparo de batatas fritas o resultado foi melhor do que o esperado para esse tipo de produto. A air fryer forno preparou 400 gramas de batatas em 20 minutos, com poucas pontas escuras e cor uniforme.
Teve várias batatas mais molengas, mas as que assaram bem mostraram boa crocância. Está melhor do que as outras air fryer oven já testadas e melhor do que muitas air fryers comuns, mas ainda está distante na qualidade entregue das air fryers Philips Walita Ri9270 e NA341.
Pães de Queijo na Air Fryer Forno Walita
Foram realizados testes com pães de queijo em três temperaturas: 180, 160, e 150°C.
Em 180°C o pão assou antes de crescer. Como resultado, o topo fica bem dourado, mas acaba branco embaixo.
Em 160°C a situação melhora consideravelmente pois o pão cresce, mas ainda fica pálido na parte inferior quando já está bem dourado no topo.
O melhor resultado foi com 150°C. A air fryer forno Walita dourou embaixo sem queimar o topo. Ainda assim, o pão central acaba ficando mais branco pois há menos vento e calor na região.
Carne na Air Fryer Philips Walita 12 Litros
Isso fica mais evidente quando é preparada a carne. Um hamburger no centro do cesto acaba ficando cru na parte de baixo depois de 10 minutos de preparo na temperatura máxima. Para dar o ponto foi necessário 14 minutos de preparo e ainda fica uma disparidade grande entre o topo e a parte de baixo. Vale virar para homogeneizar o preparo.
No geral esse tipo de produto tem uma distribuição de calor consideravelmente inferior a muitas air fryers comuns, que possuem o desenho otimizado para trazer o ar de baixo para cima. Assim mesmo, nos resultados a primeira air fryer oven Philips Walita está se saindo bem comparando com produtos similares
Desidratando na Air Fryer Oven Philips Walita
O controle de temperatura da air fryer oven Philips Walita para desidratar alimentos está bom. A oscilação em torno da temperatura desejada é mais alta do que os desidratadores do mercado, variando 5°C em torno da temperatura desejada. Para os crudívoros, ainda é possível preparar alimentos, em 35°C a temperatura não passa de 41°C.
Nos testes preparando banana chips o resultado foi satisfatório, podendo usar as duas bandejas perfuradas e até mesmo a bandeja lisa. Entretanto, na bandeja lisa o resultado não é o mesmo. A banana perde toda a crocância.
Algo que chamou a atenção foi o seu baixo consumo. Em 180°C sua média registrou 0,74 kWh, deixando ela próxima de várias air fryers comuns e sendo a mais econômica das air fryer oven testadas.
O ruído também acabou destacando ela. Está entre as air fryers menos ruidosas, incluindo as oven e as comuns. Está com um ruído próximo a outras Walita como a NA130 e Ri9280.
É importante cuidar do atrito entre as bandejas desta air fryer. É fácil aglomerar elas para guardar, porém há pontos ásperos nas bandejas perfuradas que riscam com facilidade as peças atritadas.
O anti aderente das bandejas é bom, mas é uma camada fina, o que agrava ainda mais a remoção do antiaderente por pequenos atritos entre as peças.
Os pés do cesto são úteis para evitar riscos nele e também evitar riscos nas bandejas. É possível até assentar o cesto sobre o produto quando somente utilizando as bandejas, não irá riscar o topo devido as pezinhos.
Infelizmente a Philips Walita usou no cesto um antiaderente de qualidade inferior às bandejas. Para evitar problemas vale somente usar a bucha alaranjada (destinada para vidros) para evitar riscos durante a limpeza.
Algo que merece destaque é o material metálico usado nas paredes da cavidade interna. A Philips Walita está usando aço aluminizado nessa área, diferente da maioria dos concorrentes que usam aço galvanizado.
O aço aluminizado é muito mais resistente à ferrugem, algo muito comum nesses produtos devido aos respingos, gordura, sal e excesso de umidade interna nos preparos. Assim mesmo, é importante ressaltar que o material não chega a ser tão robusto quanto o aço inoxidável, então apesar de durar mais, é importante limpar assim que fizer alimentos gordurosos.
A porta é facilmente removível o que auxilia e muito limpar a área por completo. Respingos são frequentes quando preparando frango e carnes, então até vale uma escova para chegar nos cantos do encontro do metal com o vidro.
Por sinal, a porta é de acrílico por fora e vidro por dentro. Cuidado extra quando limpando o acrílico. Nada abrasivo ou riscos são garantidos.
A resistência e o ventilador são os pontos mais chatos de limpeza, como em qualquer air fryer. Aqui a Philips Walita não colocou grade de proteção, o que ajuda um pouco a chegar nas áreas mais chatas de limpar. Ainda assim, é uma limpeza limitada.
A unidade tem pés de borracha que mantêm ótima estabilidade da air fryer. A porta abre com facilidade e não irá se mover à toa. A unidade é bem pesada, chegando a quase 8 quilos no total. É tipicamente uma unidade para ficar fixa sobre a bancada.
Ainda assim, a Philips Walita colocou um enrolador de cabo na traseira. É útil, mas imagino que será pouco usado. Ele acaba também tendo outra funcionalidade, pois evita da chaminé ser bloqueada, deixando a air fryer distante da parede.
Esta é a única região com temperaturas mais altas. No restante, o exterior permanece bem seguro. Alguns lugares atingem acima de 70°C, mas são pontuais. A porta não passou de 60°C e o pegador pouco acima em alguns pontos. Longe de um problema de segurança.
O cabo de alimentação é curto, com somente 83 centímetros de comprimento. Air fryers oven como a Britânia BFR2100 e a Oster OFRT780 tem mais de 1 metro de cabo, o que diminui a chance de precisar de uma extensão para ligar o produto.
foto do cabo
A fuga de corrente da air fryer Philips Walita 12 Litros é pequena. Até mesmo toda a área metálica interna sem aterramento não tem corrente suficiente para gerar algum choque mesmo em condições favoráveis. Ainda assim é importantíssimo aterrar o produto para evitar problemas.
A Air fryer Oven Philips Walita tem 2 anos de garantia desde a data de compra.
A Philips Walita entrou no mercado de air fryer oven amenizando uma dor comum de quem já teve esse tipo de forninho, uma cavidade mais resistente à corrosão. Somado com o baixo consumo e o baixo ruído, a air fryer forno Walita merece sua atenção. Por outro lado, se está buscando desempenho, apesar dela estar melhor que outras air fryer oven concorrentes, ainda não traz um destaque significante. Neste caso é melhor buscar uma das air fryers comuns da empresa que entregam ótimos resultados.
Projetor Wanbo X5 Pro
A Wanbo é uma marca chinesa focada no desenvolvimento de projetores desde 2016. A empresa busca entregar modelos com custo-benefício interessante, posicionando-se na faixa de entrada até a intermediária da categoria.
O projetor Wanbo X5 Pro é um de seus modelos intermediários, prometendo entregar um conjunto de funcionalidades robustas, como Android TV e foco automático, em uma faixa de preço competitiva.
Outro modelo com foco automático que vale a pena conferir é o projetor Thundeal TDA6.
O design do Wanbo X5 Pro é agradável. Sua estrutura é predominantemente construída em plástico rígido com pintura na cor grafite. O design é marcado por uma frente em acrílico fumê com detalhes em dourado nas bordas, conferindo uma aparência moderna e elegante.
As laterais possuem grades com um padrão moderno, visualmente agradáveis. É por onde o projetor Wanbo X5 Pro pode “respirar” para resfriar a unidade interna.
O topo é totalmente liso e a face traseira possui o único botão do conjunto que serve para ligar e desligar. Ali também ficam as entradas e saídas de áudio e vídeo.
Já na base, o projetor possui pés de borracha largos, uma rosca central para fixação em suportes e tripés, além de um aba retrátil para angular o projetor Wanbo.
No geral o acabamento da unidade é bom. O encontro das peças é ótimo, sem deformações nos plásticos. O acrílico da área frontal até parece um vidro sem deformações até mesmo quando rebatendo a luz sobre ele.
O Wanbo X5 Pro é maior do que grande parte dos projetores já testados nessa faixa de preço. com 11,3 centímetros de altura, 25,2 centímetros de largura e 24,6 centímetros e profundidade.
Este projetor Wanbo vem somente com o cabo de alimentação de 1,5 metro, que pode ser destacado da unidade para facilitar o transporte. Modelos concorrentes, como o Multi, Bettdow e Thundeal, além de virem com um cabo de alimentação similar, também incluem ao menos um cabo HDMI e, por vezes, adaptadores AV.
As conexões na traseira incluem:
duas portas USB,
uma porta HDMI, e
uma saída de áudio P2 (Audio Out).
Em termos de conectividade sem fio, o projetor Wanbo X5 Pro é completo: oferece conexão WiFi tanto em redes 2.4 GHz quanto 5 GHz, além de Bluetooth.
Na teoria também é possível espelhar a tela do celular, porém não foi possível conectar nem em smartphones iOS nem Android. Por outro lado, algo que funcionou é o envio do conteúdo para o projetor pelo modo “cast”, possível na maioria dos apps do produto.
Esse projetor Wanbo inclui um controle que é simples porém completo. Possui botões para todas as funções básicas do aparelho como ajuste manual do foco, volume e acesso aos menus.
Seu controle remoto merece certo destaque pela presença do microfone no controle. Há um botão dedicado que aciona o Google Assistente, além de mais 4 botões de atalho para streamings de vídeo (Netflix, Prime Vídeo, Disney e Youtube).
Inicialmente o controle opera via infravermelho, mas após o primeiro pareamento com o Wanbo X5 Pro, passa a funcionar via Bluetooth.
Na teoria, a conexão Bluetooth elimina a necessidade de apontar diretamente para o aparelho, porém na prática nem sempre funciona como esperado. Diversas vezes o projetor mostrou problemas em registrar as ações do controle via Bluetooth, demandando apontar.
O Wanbo X5 Pro automaticamente corrige foco e keystone (distorção que surge ao inclinar o projetor, deixando a imagem em formato de trapézio).
Na prática os ajustes automáticos funcionam como esperado, um diferencial importante em relação a modelos como o Bettdow e o Multi, que exigem ajuste manual. A correção automática pode ser complementada por um ajuste fino no controle remoto, mas normalmente não é preciso fazer nada.
Se quiser apontar a projeção mais para cima, é possível usar a sua aba retrátil para criar uma inclinação. Esse ajuste físico de ângulo, porém, é oferece apenas 5° fixo de angulação (apesar de na aba estar escrito 7°).
É consideravelmente mais limitado que vários projetores já testados, que possibilitam não somente ângulos maiores, como liberdade para ajustar sua inclinação. É possível manualmente angular mais o Wanbo X5 Pro, entretanto começa a desfocar consideravelmente fora do centro.
O software é um dos maiores destaques desse projetor. Funcionando com o sistema Google TV (Android 11.0). A configuração inicial é muito fácil, integrando-se diretamente ao Google Home, e a interface é rápida, limpa e estável.
Isso coloca o Wanbo X5 Pro muito à frente de quase todos os concorrentes analisados:
É vastamente superior ao sistema do Progaga PG550, que apresentava limitações (como YouTube em 720p) e exigia um smart box externo.
É mais funcional que o FengOS do Formovie S5, que sofre com bugs e interface parcialmente em Mandarim.
E é mais completo que os sistemas básicos e limitados do Multi e do Bettdow.
Por conta do sistema Android, a disponibilidade de aplicativos é ótima, e podem ser baixados diretamente pela Play Store, sem a necessidade de ficar usando alguns aplicativos duvidosos presentes em diversos outros projetores com sistema operacional chineses.
O Wanbo X5 Pro entrega uma resolução nativa HD de 1080p.
No geral, a fidelidade das cores entregues pelo projetor não foi das melhores, e mesmo após a calibração muitas cores permaneceram pouco fiéis. Assim mesmo, está similar a concorrentes na sua faixa de preço.
A uniformidade de brilho deixa a desejar. Em telas claras a diferença de brilho entre o centro e as laterais é bem visível, com perda de até 45%. Em telas escuras a imagem apresenta algumas manchas perceptíveis.
Ambas imagens abaixo eram para projetar cores sólidas. Apesar disso, se o plano é assistir filmes, há grande chance de que isso não impactará numa percepção muito grande.
O projetor Wanbo consegue focar a uma distância mínima de 90 centímetros da parede, gerando uma tela de aproximadamente 30 polegadas. Enquanto na distância máxima de 4,52 metros gera uma tela de 167”. Mesmo nessa distância, é uma tela agradável de se assistir em um ambiente escuro.
A uniformidade do foco está abaixo da média e, quando o centro da imagem está focado, as bordas superiores da projeção apresentam uma quantidade considerável de desfoque.
Quando utilizado na maior projeção de tela possível o desfoque chega a 25% nas laterais superiores. Quanto mais próximo o projetor da parede, há também menos desfoque nesses cantos. Para quem busca um projetor para projetar material educacional com texto, aqui pode ser um problema.
Outro problema que surge nos cantos da tela é relacionado a textos, principalmente quando são textos claros em fundo escuro. Acaba se formando uma "aura"do texto logo acima, como se a cor clara estivesse manchando o fundo escuro. Esse efeito só ocorre nos cantos, quando o texto se move para o centro da tela esta aura desaparece.
O contraste medido ficando na média entre outros projetores já testados. Segue abaixo o comparativo realizado em nosso laboratório.
Aqui é onde o Wanbo X Pro se destacou no desempenho. O delay de imagem medido foi de apenas 30 milissegundos! Este é o melhor resultado entre todos os projetores que testamos até o momento, tornando-o o mais indicado para jogos.
O segundo lugar nesse quesito é o Thundeal TDA6 com 48 milissegundos (60% a mais) e o Progaga PG550 com 83 milissegundos (177% a mais).
O Projetor Wanbo X5 Pro é muito silencioso! Seu ruído operacional é de apenas 32 dBA. Tudo indica que internamente ele possui um sistema de heat pipe como o usado no Formovie S5.
Por sinal, ele ficou praticamente empatado com o Formovie S5 (33 dBA), sendo eles os mais silenciosos da categoria. É notavelmente melhor que outros.
A qualidade de áudio é acima da média. O som tem um grave um pouco mais presente que os concorrentes, mas peca pela falta de agudos. Um ponto positivo é que o corpo do aparelho não vibra, mesmo em volumes mais altos. Abaixo vê-se a curva de frequência do projetor Wanbo, o ideal seria uma linha reta.
O projetor não possui tampa de lente, o que exigirá limpeza periódica. Há um filtro simples na entrada de ar, e pode ser limpo através da abertura de uma porta lateral.
O maior ponto negativo no quesito limpeza é o acabamento frontal. A chapa de acrílico lisa deixa marcas de dedo com muita evidência e risca com facilidade. Basta passar qualquer pano abrasivo para agregar riscos visíveis.
É uma unidade muito menos prática de limpar que os acabamentos em plástico fosco do Multi, do tecido do Formovie S5 ou o metal do Thundeal TDA6.
Os projetores da Wanbo estão presentes nos grandes varejos online como Amazon e Mercado Livre. A empresa oferece um ano de garantia desde a data da compra.
O projetor Wanbo X5 Pro traz pontos consideráveis de destaque e pontos que podem fazê-lo não ser o produto certo para você.
Merece destaque para o sistema operacional prático e rápido, baixíssimo delay, além de ter o menor ruído de funcionamento já visto aqui!
Por outro lado, peca na uniformidade do brilho e pontos consideráveis de desfoque nas bordas superiores. Pode ser um ótimo para os “gamers” ou para aqueles que buscam assistir um filme em tela grande no escuro. Para aqueles que precisam projetar texto, que são mais exigentes com as uniformidades da tela, vale analisar com mais cautela.
Oven fryer EOS 30 Litros com Pedra Refratária
Existem, curiosamente, várias opções de Forno Air Fryer EOS no mercado. Chega a ser confuso o motivo de haver tantas opções similares em uma mesma marca. Alguns são de inox, outros pretos, paineis digitais ou analógicos… São muitas variações e chega a ser difícil identificar diferenças entre elas.
Essa diversidade na oferta provavelmente aponta que a categoria está em ascensão, e a EOS quer dar opções para os consumidores. Este é o modelo de forno air fryer 30 Litros, que também traz uma pedra refratária de pizza.
Este não é o primeiro modelo híbrido de air fryer forno com pedra refratária. Há pouco tempo avaliamos o modelo da KitchenAid, vale conferir!
O forno air fryer EOS não investiu muito em design. Sua função como forno é clara, porém o corpo é quase exclusivamente funcional. A parte externa é toda metálica, pintada de preto com a traseira galvanizada.
Logo acima tem uma tampinha que pode ser retirada para derramar água e gerar vapor no interior do forno. É algo benéfico para assar pães, por exemplo.
São poucos os detalhes que existem por motivos estéticos, como a logo da EOS e o pegador decorado por uma lâmina inox.
Isso deixa o produto mais sóbrio, com o lado negativo de parecer incrivelmente genérico. Apesar da falta de detalhes, a qualidade de construção é boa. Há parafusos externos à mostra, mas apenas na traseira. As peças se encaixam bem, sem deixar vãos, abaulados ou riscos no metal.
A porta se abre de cima para baixo, feita por uma chapa única de vidro. Há somente uma dobradiça, que pode deixar a porta bamba ou o fechamento frouxo com uso prolongado.
Considerando que um forno com pedra refratária trabalha em temperaturas mais altas, esperava-se uma qualidade melhor da porta. Uma porta de vidro duplo seria bem interessante (como o Air Forno Mueller), mas ainda é algo raro na categoria.
O exterior fica emoldurado em metal, porém o centro de vidro permite boa visualização do interior, tarefa facilitada pela lâmpada no interior. A porta tem duas posições de descanso para deixá-la entreaberta ao invés de fechar.
A EOS anuncia este modelo como sendo um forno air fryer 30 litros, e a capacidade interna realmente fica próxima disso. A questão é que com as resistências acima e abaixo, parte deste volume fica inutilizado.
Com essas exceções, o volume útil marca 19 litros, próximo do Forno Air Fryer Oster que avaliamos. É um espaço de 24,7 centímetros de altura, 34,7 centímetros de largura e 34 cm de profundidade.
Com essas dimensões, o tamanho maior de pizza que pode ser feito é 30 centímetros (o tamanho da pedra), lembrando que este é um forno com pedra refratária justamente para essa situação.
O fundo tem um padrão simples, que confere uma textura interessante ao produto, mas os entornos são descuidados. Principalmente perto da porta, mas também no topo há vários parafusos à mostra.
Todo este espaço interno é revestido de metal galvanizado. O material impede a corrosão, mas é facilmente riscado e assim pode acabar enferrujando.
Alguns responsáveis por esses possíveis riscos são justamente as grades nas laterais da cavidade ao deslizar. Aqui, além de se ser um forno com pedra refratária, são incluídos os seguintes acessórios:
Grade de inox
Cesto de inox expandido
Pegador para o cesto
Bandeja esmaltada
Pedra refratária
A grade, cesto e bandeja podem ser usadas independentes em qualquer um dos 3 níveis, embora há certas restrições práticas. O nível inferior fica muito próximo das resistências, e pode queimar alimentos se a receita usar as resistências de baixo. Por isso na maioria das vezes vai ser usado apenas pela bandeja, servindo como contenção dos respingos.
Algo parecido pode ser dito do nível de cima, que dificilmente será utilizado a não ser para dourar alimentos ou em temperaturas baixas (como na função Desidratar). Isso deixa o posicionamento limitado, apesar das opções.
O pegador para o Cesto faz seu trabalho e resolve um problema de muitos fornos air fryer e air fryer oven: remover o cesto quente do interior. Aqui é fácil, entretanto, não faça movimentos bruscos pois o pegador não possui travas.
Este cesto pode parecer pequeno, com pouco menos de 1,6 litro, porém seu real benefício é a área larga que cobre. O interior tem 29,5 centímetros de largura e 26,5 cm de comprimento. Vai ser suficiente para espalhar bastante comida.
O aspecto genérico do forno air fryer EOS é reforçado pelo painel simplório. Há visualização da temperatura e tempo, porém as informações restantes estão escritas, sem nenhum ícone.
Por si só, não é um problema mas as letras estão com tamanhos diferentes, e uma estética pouco convidativa. A organização se assemelha ao de air fryers digitais, com opções para alterar tempo, temperatura, e “receitas” pré-programadas ao lado direito; porém pecam quando não fazem uso de uma comunicação mais amigável com os ícones nem aproveitam seu espaço para uma organização mais clara.
Esse problema se reflete num problema claro: abreviar Temperatura para “Tempo”, sendo que já há um botão de mesmo nome que muda a duração de funcionamento. Cria uma confusão desnecessária quando há muito espaço em branco para ser aproveitado no painel.
Outras abreviações aparecem como “Lpada” para ligar ou desligar a lâmpada, “Manter”para Manter Aquecido e “Fermentao” para fermentação (porque não abreviar para “Fermento”?).
Porém, o que mais desagrada é o barulho agudo e longo que faz ao se apertar qualquer botão. É irritante, e não há como silenciar.
Na maioria das opções o forno air fryer EOS aceita programar até 120 minutos com temperatura entre 100°C e 230°C, mas em algumas receitas isso muda:
Desidratar: 30 min a 72 h / 40°C a 80°C
Manter Aquecido: 2h a 10h / 35°C a 45°C
Lento: 2h a 10h / 105°C a 135°C
Fermentação: 10 min a 12h / 70°C
No geral os programas se mostram mais flexíveis que uma air fryer, porém não são completamente explorados. Muitos fornos permitem escolher qual resistência estará ligada, mas o forno air fryer EOS sequer tem uma opção que usa somente a resistência de baixo. Em alguns casos como assar um bolo, isso faz falta.
Dependendo da receita é possível ativar/desativar o ventilador. Não é possível para todas as receitas, O manual alude a isso, mas a nomeia “Função Vapor” erroneamente. Na prática, se iniciar uma receita e o botão estiver piscando ou ligado, é possível desativar o ventilador.
Um adendo é que o ventilador pode ser ligado mesmo com a função Air Fry desligada. Nesse caso, é ativo em velocidade baixa apenas para resfriar o painel. Não vai interferir com seu preparo.
A temperatura no interior do forno realmente estará próxima da escolhida no painel. Há certa variação, entretanto comparando com outros fornos air fryers este EOS faz um bom trabalho no controle de temperatura.
Preparando batatas fritas, elas ficaram prontas em apenas 19 minutos com o forno air fryer EOS programado em 200°C. O tempo rivaliza com modelos tradicionais de air fryers.
Usando o cesto, foi possível espalhá-las e dourar todas por igual. Ainda assim, a maioria ficou mais clarinha com as pontas mais torradas. O lado negativo mesmo, porém, foi a falta de crocância. O preparo foi rápido, mas estavam quase todas moles.
A princípio os pães de queijo estavam mal assados, com o centro um pouco cru, sem crocância e cor. Porém, subindo a temperatura de 160°C para 180°C os resultados melhoraram.
Na temperatura maior os pães assaram muito bem em 14 minutos, cresceram mais e conseguiram mais crocância. Não foi um resultado perfeito, mas uma boa melhora.
Para utilizar a pedra refratária, é importante pré-aquecer o forno no máximo com a pedra já lá dentro. Dessa forma a pedra estará quente para quando for utilizá-la.
Com este processo já feito, o preparo de pizzas seguiu muito bem. Foi utilizada uma massa pré-assada, que permaneceu no forno por só 5 minutos. Com esse tempo o queijo derreteu por completo e a massa pegou uma cor ótima.
Durante o preparo de carnes, este forno air fryer EOS se mostrou capaz de dourar bem os alimentos. São realizados testes com hambúrguer e asinhas de frango, que ficaram bem douradas após 20 minutos em 230°C.
O interior porém, deixa a desejar se a carne for mais alta. No caso do hambúrguer, seu meio continuou cru com 10 minutos a 200°C. Adicionando mais 3 minutos de preparo, assou melhor, porém continuou mal passado.
Usar essa air fryer 30 litros para desidratar alimentos vai entregar um resultado satisfatório, mas não muito preciso. Em temperaturas baixas o controle de temperatura deixa a desejar, se desviando da temperatura programada em cerca de 10°C.
As bandejas também não auxiliam muito. É possível usar as três ao mesmo tempo para desidratar mais de uma só vez, porém dependendo do tamanho dos alimentos, fica difícil espalhar os alimentos na grade. O cesto também tem o péssimo hábito de colar em fatias de fruta.
Se não for muito criterioso ou quiser experimentar esse método de preparo, vai agradar. Mas se pensa num produto que vai atender bem esse lado, há outros fornos air fryer que fazem este trabalho melhor (como o OFOR250).
Pré-aquecer o produto para usar como forno leva pouco tempo. Seja na função Air Fry ou não, em até 4 minutos e meio o interior atinge 200°C.
Usar como forno, porém, tem seus tropeços. A distribuição de temperatura não é muito satisfatória com o ventilador desligado. O centro é a região mais quente, como esperado, porém próximo à porta a temperatura cai de 10 a 15°C comparado com outros locais.
Essa situação, apesar de longe do ideal, é vista em vários outros fornos sem isolamento térmico. Resulta em bolos mais assados de um lado, partes mais douradas na carne que outras… Para contornar pode ser necessário girar o alimento no interior, ou ativar o ventilador mesmo se for assar.
Outro tropeço da falta de isolamento térmico é a contenção de temperatura. Em cerca de 22 minutos o interior do forno já estará frio, próximo de 60°C. Se for deixar algum alimento no interior, é melhor usar o Manter Aquecido se desejar que fique quente.
Comparando com air fryers, este forno air fryer tem um consumo de energia bem modesto. Se equipara a modelos com 5 litros de capacidade, como a Electrolux EAF50. Por outro lado, a falta de isolamento térmico o deixa bem atrás de fornos elétricos dedicados, consumindo similarmente a modelos de 44 litros.
Dito isso, a presença de isolamento térmico é rara em modelos de forno air fryer (ainda que bem útil). Tanto que sua presença no Air Forno Mueller cria um ponto de destaque para o modelo.
Durante o funcionamento, seja no modo air fryer ou não, este forno com pedra refratária marca 50 dBA. Mais silencioso que a enorme maioria das air fryers.
Algo a se notar é que mesmo após o final do ciclo, o forno mantém seu ventilador ligado por um bom tempo. Isso é feito para resfriar os eletrônicos no painel.
Outro efeito da falta de isolamento térmico são as altas temperaturas no exterior do forno air fryer. É comum que as laterais atinjam temperaturas de 80 a 93°C. A traseira é o local mais problemático, seja na chaminé a 100°C ou pouco abaixo, passando de 150°C. Não deixe encostado contra a parede nem permita cabos de alimentação próximos.
Na frente, a situação não melhora muito. A porta de vidro simples e moldura metálica atinge as temperaturas mais altas de todo o conjunto: 185°C no vidro e 133°C no metal. O pegador fica quente, mas não o suficiente para queimar. Ainda assim, logo atrás do pegador há temperaturas altas, e mesmo o plástico perto das junções com a porta atinge 100°C.
Atrás do forno air fryer, na parte inferior é por onde sai o cabo de alimentação. São 96 centímetros de comprimento, seria bom se fosse um pouco mais extenso. Sempre é recomendado instalar em tomada aterrada, mas caso haja algum defeito no aterramento, a corrente de fuga não é significativa. Não deve haver problemas, o que é bom, com todo o corpo metálico.
Quatro pés mantêm essa air fryer 30 litros estável sobre a bancada. Eles possuem pontas de borracha, que impedem movimentos não-intencionais.
Um ponto que merece melhoria é o manual de instruções. Em todos os produtos avaliados lemos o manual com atenção, mesmo que não seja comentado durante a avaliação. Neste produto e em outros da EOS o manual deixa a desejar.
O manual se refere ao modo Air Fryer como “Função Vapor”; dá instruções genéricas sobre o uso do vapor e ignora a abertura no topo justamente para essa função; dá informações erradas sobre a temperatura de suas receitas pré-programadas… Infelizmente são erros repetidos que vemos em diferentes manuais da mesma marca há algum tempo. Uma mudança positiva e muito bem vinda viria se a EOS fosse mais diligente em seus manuais de instrução.
A EOS fornece 12 meses de garantia para seu forno air fryer.
A limpeza no lado externo do forno é bem simples. Apenas um pano úmido vai ser suficiente. É do lado de dentro que acaba se complicando.
Parte porque há um degrau no interior, que dificulta a remoção de qualquer resíduo ao passar um pano. Parte pois há muitos parafusos, que acumulam sujeira. Entretanto a complicação é maior por conta do revestimento.
A princípio o interior galvanizado é simples de limpar, mas com o uso vão aparecer riscos e a partir desse ponto há chance de enferrujar. Para impedir que isso aconteça, nunca esfregue ou use produtos abrasivos no interior, e limpe após receitas com óleo vegetal e gordura, que tende a espirrar.
Durante os testes com carnes, além da gordura espirrada nas paredes, parte escorreu para o suporte metálico no interior da porta. Esse espaço entre vidro e metal não pode ser limpo completamente.
A borracha no batente da porta pode ser removida para a limpeza. Somente tenha certo cuidado, pois a forma como se prende no forno é frágil.
Como as resistências ficam completamente acessíveis no interior, tenha certeza que está limpando com o produto frio e desligado na tomada, para não haver acidentes. O ventilador fica coberto por uma grade, que deve ajudar a preservá-lo, entretanto impede a limpeza. No geral muito similar à quase toda air fryer.
A bandeja e grade podem ser limpas sem problemas, mas evite impactos contra a bandeja para não lascar seu esmalte. O cesto, por outro lado, se suja com certa facilidade e pode demandar um esforcinho para esfregar sua grade.
Faltam instruções sobre a limpeza da pedra refratária no manual. Algumas empresas, como a KitchenAid, recomendam não usar água para a limpeza. A EOS não parece repetir o recado, dando dicas sobre secar a pedra no forno após a limpeza. É importantíssimo manter a pedra seca, que é porosa. Por questões de segurança, se for secar no forno, que seja em temperaturas baixas, como no modo Desidratar. Ainda assim, pode ser um processo delicado: umidade contida em pedras pode gerar problemas de segurança em temperaturas altas.
O Forno Air Fryer EOS traz várias receitas pré-programadas e bom controle de temperatura, apesar das altas temperaturas na porta. Entretanto, não consegue superar a percepção de um produto inerentemente genérico.
Mudanças no painel, manual de instruções e toques de design elevariam muito o produto que já tem bons acessórios e preparo razoável de alimentos. Ainda assim, um consumidor que explore as opções do forno e se adapte com o painel conseguirá realizar diversas receitas nele com boa qualidade.
Chaleira eletrica Philips Walita 3000
Seja para preparar um chá, lavar a louça, passar um café ou qualquer uma das várias utilidades, vale buscar maneiras rápidas de esquentar água. E já mostramos que chaleiras elétricas fervem mais rápido que uma boca de fogão comum.
Atualmente existem 2 modelos de Chaleira Elétrica Walita: o modelo Série 3000 de Inox, avaliada neste texto, e o modelo Série 5000 com controle de temperatura todo em plástico.
O corpo da Chaleira Elétrica Philips Walita Série 3000 é construído em aço de inox escovado, trazendo um aspecto mais robusto pro conjunto. Seu design lembra bastante o modelo de inox EKA23 da Midea, porém sem o visor central característico e bico mais largo.
Seu bico é soldado no corpo, e o acabamento fica bem discreto com evidências completamente escondidas pelo corta-pingos na região interna.
Por dentro do bico há uma vedação de silicone entre a junção do corpo. É incomum encontrar esse tipo de acabamento, mas ajuda a evitar água acumulada em frestas bem estreitas.
A parte de baixo do corpo é construída em um plástico resistente na cor preta e fosca. Fica bem encaixado no corpo com ótimo acabamento. Seis bolinhas servem como pés que estabilizam e possibilitam as saídas de água do ladrão.
O conector elétrico da base é da fornecedora Strix, a mesma encontrada nos modelos EKA23 da Midea e Hamilton Beach com jarra de vidro. Há diferenças no design, portanto as bases podem não ser intercambiáveis entre as chaleiras, mas é o mesmo conector.
Essa base é construída no mesmo plástico que do corpo da chaleira. Em uma espécie de disco com o centro mais levantado, permite um bom encaixe da jarra e movimentação livre.
Embaixo é possível enrolar o cabo de alimentação, quando for necessário guardar o produto, deixa apenas uma sobra para fora. Apesar disso, o tamanho de 71 cm poderia ser um pouco mais longo.
No contorno da base, há bolinhas seguindo a mesma lógica da chaleira: servir de pés de apoio. São 2 maiores e outros 4 menores, além de 1 pé de borracha para ajudar na aderência. A borracha ajuda, mas a base ainda desliza sobre a bancada. Seria mais interessante se os outros 2 “pezinhos” maiores também fossem de borracha.
Atrás da chaleira está o pegador, que possui uma boa ergonomia. Construído em um plástico preto fosco e resistente. Seu acabamento é de qualidade com uma boa fixação sobre a parte de inox.
Atrás da alça fica o medidor de volume da chaleira, com visibilidade razoável devido ao lugar em que está localizado.
O indicador de capacidade tem um reservatório à parte do restante da chaleira. A água passa através de 2 furos no interior, permitindo entrada para medição.
As marcações são predominantemente em xícaras (cada uma representando 250 mL). Por isso a marcação de 1 Litro é compartilhada com a de 4 xícaras. O nível máximo serve de exceção, registrando 1,7 Litros.
Parece que a marca está utilizando a referência de 250 mL para medidas em xícaras ao invés de 240 mL. É um tanto incomum, mas com as marcações de volume bem precisas, é nítido que foi uma escolha intencional da marca.
Caso seja necessário uma medida menor, é possível utilizar a medida de 1 xícara. Ela se encontra no interior da chaleira localizada perto do pegador. Ela possui um erro de 10 ml, mas certamente para o dia a dia será difícil acertar essa medida com precisão por possuir pouca visibilidade.
As únicas partes plásticas são a dobradiça e tampa, os furos siliconados para o medidor de volume e o corta pingos com filtro removível.
Essa peça é construída em plástico PP, e alguns podem se incomodar por este material estar em contato com água quente. A qualidade do filtro não é das melhores, mas cumpre suas funções.
É muito comum associá-lo à filtragem de folhas de chá, impurezas na água e também a pedras de cálcio que podem ser encontradas em regiões de água dura. Porém, não há nenhum indicativo no manual do produto de que a chaleira possa receber chá ou preparar outras misturas em seu interior que não sejam água. A Philips Walita declara que o filtro possui a capacidade de conter partículas de 200 micrômetros (0.2mm).
Caso não queira utilizar o filtro, é possível removê-lo. O corta pingos também pode ser retirado, porém com mais dificuldade e de forma específica: empurrando levemente para baixo e soltando até que as presilhas de cima se desprendam. Se feito de forma mais abrupta pode danificar a peça.
De qualquer modo, o manual não fala sobre a retirada do corta pingos ou do filtro. A jarra é apresentada com corta pingos embutida no inox, assim como a Midea EKA23.
O produto como um todo possui cerca de 25 centímetros de altura, 15 centímetros de largura e 23 centímetros de comprimento. Um tamanho bem convencional entre as chaleiras.
Para inserir água é necessário abrir a tampa do produto. A chaleira possui um botão acima do pegador que ao pressionar se abre de forma rápida.
Sua posição facilita ser pressionado, já que o dedo polegar naturalmente se posiciona em cima ao segurar a chaleira.
O pegador é ergonômico, deixando bastante espaço para os dedos. O visor também serve como uma barreira plástica, impedindo encostar no metal quente.
Para ligar, o produto deve estar sobre a base, a qual encaixa bem e permite rotacionar a chaleira Philips Walita por completo em cima.
Com essa etapa concluída, basta descer a alavanca logo abaixo do pegador. O mecanismo permanece bem leve, sem necessidade de força, e nem se ativa com a chaleira fora de sua base. Da mesma forma, levantar a alavanca ou tirá-la de sua base desliga a chaleira.
O material é de um plástico transparente translúcido, destacado pela chaleira ligada devido a um LED azul que se acende na região.
Ao servir, a água sai de forma controlada e sem escorrer pela lateral. Tanto o ângulo escolhido para o bico como o corta pingos, ajudam a não ter esse tipo de problema.
A tampa veda bem durante o uso, mesmo se a jarra estiver muito inclinada a água vai seguir o caminho do bico.
Porém, abrir após ter recém fervido água pode fazer com que algumas gotículas que se acumulam na tampa escorram para o pegador. Apesar de ser visto o esforço para controlar este problema com o design no final da tampa em espécie de canal, ainda não soluciona plenamente a situação.
A jarra pesa cerca de 750g, é leve devido ao material de inox. Se utilizado em sua capacidade máxima de água pode chegar a 2,4 kg; pode cansar um pouco se segurado por muito tempo.
Com 1 L de água a chaleira elétrica Walita alcança a fervura em pouco menos de 5 minutos. Com metade dessa quantidade esse tempo cai para cerca de 2 minutos e meio. O tempo de espera é relativamente perto da maioria das chaleiras elétricas testadas por nós.
Vale ressaltar que esse tempo foi medido com o modelo de 127v que possui 1250W. Na versão de 220v esse tempo será menor devido à potência maior de 1850W.
Quando a água chegar a temperatura de fervura, a chaleira continuará ligada por 33 segundos e então desligará. Nesse ponto a alavanca de acionamento sobe.
O consumo de energia para a fervura de 1L de água chega a ser a mais baixa registrada até agora, com 85.6 Wh. O resultado é 15% menor que a média das chaleiras elétricas avaliadas.
O produto demora cerca de 62 minutos para esfriar até 60°C depois de desligar. Comparado a outros modelos esse tempo é baixo. Isso pode ser devido ao interior ter somente uma única camada de revestimento, e sendo metálico a temperatura acaba se dissipando com mais facilidade.
A chaleira elétrica Philips Walita chega a cerca de 60 dBA. É alta se comparado com outros modelos, mas uma característica comum de chaleiras em inox com uma camada apenas.
A quantidade máxima de água que o produto consegue esquentar é de 1,7 Litros. Se adicionado um pouco a mais não irá respingar para fora, porém já é possível ver a água chegando no bico.
Deixar o produto ligado com água e a tampa aberta pode fazer com que a chaleira seque toda a água. Caso isso aconteça, haverá o acionamento do protetor térmico. Enquanto o produto não esfriar o suficiente não será possível ligá-lo novamente.
Pela falta de uma segunda camada de revestimento, essa chaleira elétrica Walita atinge externamente a mesma temperatura que a água do interior. No entanto, locais como o pegador e a base plástica não esquentam muito, ainda sendo possível o toque.
O lugar que chega a ficar quente é o conector que chega aos 78°C. Aqui o contato no dia a dia é baixo, mas caso encoste vai dar um susto.
Apesar de seu corpo ser todo de inox, a chaleira não apresentou fugas de corrente consideráveis em caso de uso de tomadas sem aterramento. Porém, isso não significa que o consumidor possa retirar o terceiro pino do plug da tomada.
O corpo em inox dessa chaleira Philips Walita é fácil de limpar, mas pode incomodar quem não gosta de manchas de dedo no produto. Pode ser que exija mais frequência de limpeza na parte externa para isso com um pano úmido e um pouco de detergente.
É uma recomendação da marca que o produto não seja lavado debaixo da torneira ou submerso em água, com riscos de danificar o produto. Outras marcas recomendam o mesmo. Para fazer a limpeza, use um pano úmido e um pouco de detergente para limpezas na parte externa.
O interior da chaleira elétrica Philips Walita é de inox, sejam as paredes ou fundo. A fresta entre elas fica bem estreita o que pode trazer dificuldades na hora da limpeza.
Além disso, para limpezas internas, uma solução com vinagre ou limão e água fervida ajudam a descalcificar o interior da jarra. Com uma escova depois que o produto esfriar podem ajudar a limpar as frestas entre o fundo e a parede da jarra.
Um lugar que pode acumular água é o medidor de volume. Seu furo inferior está alto o suficiente para que mesmo esvaziando a chaleira, ainda contenha água. Apesar do calor com o tempo conseguir evaporar, a região é envolta de plástico sem ter muito pra onde ir acaba condensando a água.
Apesar do silicone no bico, este consegue acumular poeira e até mesmo pequenos pêlos por estar exposto ao meio ambiente. Se estiver sem uso por muito tempo é importante um enxágue antes do uso.
A Chaleira Philips Walita Série 3000 traz um design robusto e pode agradar quem busca algo simples e eficiente, porém pena no seu revestimento simples que atinge temperaturas altas junto à água. Apesar do esforço em uma chaleira totalmente de metal, o produto entrega partes plásticas, o que pode não agradar parte dos consumidores. Ainda assim, entrega boas medidas e um consumo de energia menor que a média para ferver água.
Vaporizadores portateis Philips Walita 3000
O Vaporizador Philips Walita 3000 faz parte do extenso catálogo da marca voltado à lavanderia. Além de opções de Ferros à Vapor Walita e Ferro à Seco Walita já avaliado, a marca traz também vários vaporizadores de roupa.
Na gama de vaporizadores portáteis da marca, encontramos também os modelos da Série 1000 e 5000, modelos mais simples da marca que também traz vaporizadores de coluna.
O corpo segue um design triangular e arredondado, sendo praticamente o mesmo do modelo Série 1000, porém de “cabeça para baixo”.
Aliás este é um formato que se perpetua nos outros modelos de vaporizador portátil Walita, cada um com pequenas variações.
Em suma, o vaporizador Philips Walita 3000 é todo construído em plástico branco fosco. A qualidade do acabamento agrada, com as junções das peças discretas e bem encaixadas.
Além disso, na parte superior possui um LED vermelho de brilho leve para indicar o funcionamento do produto quando a resistência está ligada.
Seu emissor de vapor é composto por uma chapa metálica, revestida em pintura antiaderente cinza de boa qualidade. Possui 7 furos alinhados na horizontal para a liberação do vapor de água.
Ao redor, uma vedação discreta de borracha faz uma boa conexão do corpo com o emissor.
Uma vantagem desse vaporizador Walita é sua empunhadura ser dobrável. Deixa o produto mais compacto para armazenar em malas de viagem, reduzindo seu volume em cerca de 29%.
O lado negativo é que a junção do pegador tende a soltar levemente na parte superior. Não impacta diretamente na sua funcionalidade, é mais uma questão estética.
Desdobrado, o produto já é compacto: com 21,2 cm de altura, 9,5 cm de largura e 17,3 cm de comprimento. Entretanto, dobrado perde quase metade de sua altura ao custo de ganhar 5 cm de comprimento. Além disso, no cabo é preso numa fita velcro, que ajuda a guardá-lo enrolado.
Na empunhadura estão localizados também, o botão de liberação do vapor e a chave para ligar o produto no fim do pegador.
Por mais que seja leve ao pressionar o botão, não há nenhuma espécie de trava para que o vapor possa ser liberado de forma contínua sem interferência, como visto no modelo de Vaporizador Black Decker BDV2000V.
Ao fim do pegador, está o cabo de alimentação, com um acabamento de borracha branca. Não permite um giro de 360°, mas possui boa mobilidade. O cabo de 186 cm de comprimento o torna razoavelmente versátil durante o uso.
O peso médio do produto na hora do manuseio do produto é de 795g, o que faz dele leve e prático na hora de passar uma roupa.
Como preparação para passar, é preciso encher o reservatório localizado na traseira do Vaporizador Walita. Feito de plástico translúcido e alguns detalhes na volta em plástico cobreado, elevando a estética.
O reservatório permanece encaixado ao corpo do produto, sem precisar de nenhuma trava. Prático de retirar e encaixar de volta.
Com 122 ml de capacidade, o reservatório pode ser enchido com tranquilidade. Sem qualquer componente sensível à água, basta ser colocado sob uma torneira. Além disso, fica bem vedado com uma tampa de borracha.
Devido a forma como a mangueira do reservatório está posicionada, o vaporizador Philips Walita 3000 aproveita praticamente toda a água disponível no reservatório, sem desperdícios.
Para começar a usar o vaporizador Walita 3000 é preciso esperar apenas 30 segundos para que ele chegue na temperatura de trabalho. Uma boa vantagem para quem busca ter o produto funcionando com agilidade.
Vale ressaltar que o modelo permite a liberação de água se o produto ainda não estiver quente o suficiente para produzir o vapor. Nesse caso, o vaporizador irá soltar muitos respingos de água e aumentar o tempo para o produto chegar na temperatura ideal de trabalho.
A capacidade do reservatório rende aproximadamente um pouco menos de 6 minutos de vapor em uso contínuo. Em termos práticos, é possível passar cerca de 2 camisetas levemente amassadas.
Para roupas maiores ou mais amarrotadas, será necessário encher o reservatório a cada vez que se passar uma peça de roupa.
São liberados cerca de 21 gramas de água por minuto, bem próximo do declarado pela Philips Walita de 20 g/min.
A chapa chega em uma temperatura média de 141°C, juntamente com o vapor que chega a 138°C próximo à chapa. permitem trabalhar bem com tecidos como, Lã, Acetato e Viscose.
Porém para tecidos delicados como Nylon, Lycra e Veludo deve ser ter cuidado devido a chapa quente, mantendo certa distância já que a temperatura máxima na chapa pode chegar a 144°C.
Outros tecidos como Algodão e Jeans, este vaporizador Philips Walita 3000 é capaz de tirar o aspecto amassado, mas longe do resultado visto em ferros de passar.
Esse comportamento é comum em vaporizadores, mas depende do tecido. Já abordamos em quais situações é melhor usar Vaporizador ou Ferro de Passar.
Vale ressaltar que este modelo não possui acessórios como o modelo Vaporizador Black Decker BDV2000V, o qual possui um removedor de pelos e um higienizador com escovas.
E aqui, um acessório para tecidos delicados seria de muita utilidade para este produto da Philips Walita.
Com uma potência de aproximadamente 1000W, o vaporizador portátil Philips Walita 3000 consome cerca de 0,46 kWh em um uso contínuo de uma hora.
O consumo é mínimo para usos curtos e corriqueiros, como o de passar de uma camisa para trabalhar diariamente. Ao final do mês o consumo ainda ficará abaixo de 1 kWh.
Vaporizadores tendem a ser silenciosos comparado com outros barulhos do ambiente como ventiladores ou o diálogo de uma conversa, dessa forma o ruído quando ligado alcança cerca de 53 dBA.
Apesar do vaporizador trabalhar com altas temperaturas, as regiões do pegador se mantêm em temperaturas seguras na casa dos 30°C.
A parte de cima do corpo do produto pode alcançar 74°C. Pode dar um susto ao encostar na região, mas não será um problema. A única região que pode apresentar problemas é a chapa, como esperado. Esse local passa facilmente de 115°C.
O produto depois que desligado demora cerca de 35 minutos para que possa ser manuseado e armazenado com segurança. O que deve ser feito deixando o vaporizador portátil repousado sem interferência e em lugar seguro.
As junções das peças do vaporizador de roupas são onde há maior pontos de acúmulo, seja no pegador com o contato da mão que pode gerar resíduos, ou no corpo apoiando sobre uma mesa.
Além disso, depois de fria, a chapa antiaderente facilita bastante a limpeza do local caso fique suja. Apesar da vedação de borracha entre a chapa e o corpo acumular um pouco de sujeira, não traz dificuldade com a sua limpeza.
No geral, com um pano úmido e um pouco de detergente é suficiente para limpar e preservar as áreas que podem acumular sujeira como todo o restante.
O Vaporizador Philips Walita 3000 agrada no quesito desempenho, entregando um bom calor de saída para a maioria das roupas, além de uma portabilidade atrativa para quem busca um vaporizador de viagens.
Apesar disso, não é um produto recomendado para a passagem de muitas roupas devido ao seu reservatório exigir muitos enchimentos no processo. Além disso, se limita no que poderia ser usado se houvesse acessórios a serem usados.
Vaporizadores portateis Black Decker BDV2000V
A Black & Decker já está a um bom tempo estabelecida no mercado no segmento de eletrodomésticos, e quando se trata de lavanderia e mais especificamente de pós cuidados com a roupas, a marca investe em Ferros de Passar e Vaporizadores.
Os vaporizadores são minoria se comparado com os ferros no segmento da marca. Portanto, o vaporizador Black Decker BDV2000V o qual iremos aprofundar nessa avaliação, faz parte da família dos 3 modelos de vaporizadores encontrados no mercado atualmente.
Ambos são vaporizadores portáteis com semelhanças entre os modelos BDV2000V e BDV2200, com algumas diferenças estéticas. Se diferenciando do modelo BDV3000 com uma proposta diferente de portabilidade.
Veja também: Avaliação do Ferro de Passar Black Decker Clássico
Seu corpo é construído boa parte em ABS branco, o que trás uma resistência maior ao produto, mas com a consequência de amarelar com o tempo.
Com 27 cm de altura, 11 cm de largura e 15,2 cm de comprimento, o vaporizador black decker se torna um pouco mais volumoso para levar em malas, já que não pode ser retraído para economizar espaço.
No topo há alguns detalhes em um acrílico vermelho com desenhos e linhas indicando o fluxo do vapor. Chama a atenção e contribuem para a estética do produto.
O emissor fica em volta de um plástico cinza, onde alguns acessórios podem ser acoplados. Sua área de contato é toda de aço inoxidável polido, com 7 furos na horizontal para a saída de vapor.
O pegador possui uma boa ergonomia, com uma zona emborrachada em cinza na claro na parte de trás. A palma da mão fica em contato direto com essa região, trazendo uma melhor pegada e evitando de escorregar.
A frente do pegador, fica localizado o botão para emissão do vapor que possui um mecanismo de trava no gatilho. Permitindo uma liberação contínua de vapor sem precisar ficar apertando o tempo todo.
Para ligar o produto, um botão grande e redondo na cor cinza se encontra logo abaixo do pegador, sendo bem visível e chamativo.
Nesta mesma região se encontra o cabo de alimentação. Com uma esfera rotativa permite dar maior flexibilidade manuseio para o produto. O cabo possui 200 cm de comprimento, permitindo uma boa compreensão do espaço durante o passar de roupas.
Devido ao seu design o vaporizador portátil Black Decker BDV2000V pode ser repousado sobre a mesa de forma vertical, sendo mais prático em momentos onde as duas mãos precisam estar ocupadas.
Durante o uso, o vaporizador pesa, em média, aproximadamente um pouco menos de 1kg. Sendo um pouco mais pesado que o modelo Philips Walita 3000. Apesar disso, ainda se mantém como um produto leve.
Os acessórios inclusos expandem a aplicação ao vaporizador para outros fins:
Seu removedor de pelos pode ser acoplado ao emissor de vapor e assim se torna capaz de recolher pelos de animais, fios ou fiapos.
Já o higienizador se torna útil para escovar alguns estofados. Apesar de incluir este acessório, sua função propriamente dita não é contemplada devido à falta de temperatura no vapor (que abordaremos nos próximos parágrafos).
Para usar o produto é preciso encher seu reservatório. Na parte de baixo há travas para retirá-lo. Podem ser um pouco trabalhosas de apertar e puxar, mas sem muita dificuldade.
O reservatório desse vaporizador Black Decker pode ser enchido através de um copo medidor incluso com o produto ou ao colocá-lo diretamente debaixo de uma torneira. Esta última opção pode ser um pouco mais complicada devido à construção do reservatório e da tampa, mas nada impossível.
O reservatório é inteiramente de plástico vermelho translúcido com marcações de volume indicados na frente. Com uma tampa vermelha, escondida quando o reservatório está acoplado.
A mangueira no interior do reservatório é flexível e possui um pequeno peso em sua ponta e com certa flexibilidade. Isso permite usar o vaporizador portátil Black Decker mesmo inclinando-o com a mão em diversas posições.
O lado negativo é que em alguns momentos a mangueira fica presa no canto do reservatório, impedindo que parte da água seja usada no processo.
A capacidade total marca 260 mL, bem fiel ao declarado pela Black Decker.
Associado ao consumo de água de aproximadamente 22 ml/min, o vaporizador pode operar por cerca de 12 minutos sem interrupções.
Com isso, é capaz de passar cerca de 4 camisetas levemente amarrotadas com o reservatório cheio.
Esse vaporizador leva aproximadamente 28 segundos para aquecer. Antes disso, não há liberação de vapor mesmo se o botão estiver engatilhado.
Isso evita que acabe gotículas de água respinguem nas roupas por o produto não estar quente o suficiente. Mesmo com essa medida, alguns respingos podem aparecer se o produto for usado instantaneamente depois desse tempo. O ideal é esperar alguns segundos a mais para garantir que toda a parte interna esteja quente.
A chapa metálica do produto que fica em contato direto com a roupa pode chegar em média a 59°C, frio para tecidos. O contato da chapa com as peças de roupa não traz um benefício direto ao processo de passar roupas, ao menos não acarreta em problemas mesmo nos tecidos mais finos.
Na saída do emissor o vapor pode chegar a temperaturas de 111°C. Não são temperaturas suficientes para trabalhar com tecidos como lã, acetato e viscose. Estes não irão passar com tanta facilidade, precisando de mais repetições no processo.
Para tecidos mais grossos como algodão e linho, a situação piora e está longe da temperatura ideal. Se torna necessário mais passadas e abusar do vapor para um resultado melhor. Infelizmente essa situação é comum para esses tipos de tecidos em vaporizadores, e costuma ser melhor optar por um ferro à vapor.
Nylon e Lycra, por outro lado, se beneficiam das temperaturas mais baixas de vapor e chapa.
Confira quais tecidos é melhor usar o Vaporizador ou Ferro de Passar
No decorrer de uma hora de uso, o consumo desse vaporizador portátil Black Decker registra 0,52 kWh. Fica levemente acima do modelo Philips Walita 3000.
Para quem busca usar o vaporizador diariamente de forma rápida e corriqueira, a conta de luz pode ter um pequeno acréscimo de 1,1 kWh ao final do mês (considerando 4 minutos de uso diário).
O o vaporizador portátil BDV2000V apresenta um ruído baixo enquanto logado, com cerca de 44 dBA quando operando com água. Gera um barulho de bomba d’água evidente, mas sem ser um incômodo
No geral o vaporizador portátil Black Decker esquenta pouco, tendo apenas alguns pontos e regiões mais quentes. O pegador, se mantém em uma temperatura segura, com 33°C.
Na região de cima do produto a temperatura pode chegar a 85°C. Vai dar um bom susto térmico ao encostar a mão na região.
Algo que chama a atenção neste vaporizador Black Decker BDV2000V é a capacidade de identificar tempo em ociosidade e desligar sozinho. Casos mantenha o vaporizador ligado sem uso, o produto desliga após 8 minutos.
Alguns pontos tendem a acumular e evidenciar sujeiras no vaporizador. Ao redor da chapa metálica, acumulam-se fiapos de tecido e podem ser mais chatos de limpar, necessitando de uma escova ou pincel. Além disso, os furos tendem ao mesmo acúmulo.
Outro ponto é no encaixe do reservatório que acaba passando despercebido, mas com o tempo acumula sujeiras. Apesar disso, sua limpeza não é complexa, apenas utilizando um pano úmido com detergente.
No geral o vaporizador Black Decker pode ser limpo com facilidade no mesmo sentido com um pano úmido e detergente. Aliás, para evitar que o produto fique com aspecto amarelado é importante que sempre esteja limpo e armazenado longe da luz solar.
O vaporizador portátil Black Decker BDV2000V possui um enfoque especial para usabilidade. Com seu acessório de remoção de pelos e reservatório maior, o modelo tende a agradar mais quem busca fazer jornadas mais longas de passagem de roupa com um vaporizador.
Porém, é um modelo que não alcança altas temperaturas. Se por um lado facilita ao lidar com tecidos finos, demanda mais tempo no passar de roupas e limita o uso do acessório higienizador.
Air fryer Arno Easy Fry Turbo
A Arno buscou quebrar padrões com a sua nova air fryer Arno Easy Fry Turbo. Além de um corpo metálico, também trouxe uma resistência diferente para realizar o aquecimento de forma mais eficiente e adicionou um espaço para gerar vapor durante o preparo de alimentos.
Desde 2020 que a Arno não traz grandes novidades em seus produtos, então aqui já merece certo crédito pela ousadia. O último modelo da marca a ser avaliado foi a Air Fryer Arno Ultra Fry, que segue à venda em algumas opções de cores.
O design da Arno Easy Fry Turbo lembra consideravelmente a air fryer Mallory recentemente avaliada, devido às curvas laterais que remetem a um forno elétrico.
Esse aspecto é reforçado por seus materiais, pois somente a área frontal é plástica. Todo o resto é feito de metal pintado de preto, exceto o fundo em aço galvanizado.
Sua pintura é fosca e visualmente agradável. Há respiros nas laterais e atrás.
A frente plásticas é sensível: o acrílico lustroso da porta e painel tendem a riscar com facilidade. Para piorar, digitais aparecem com facilidade no material. Se torna difícil olhar para o produto sem enxergar marcas de dedos em toda a frente.
Não há muita informação no conjunto desligado. Há somente a logo da marca cromada na curvatura superior do plástico frontal, além de quatro ícones e o texto “Iniciar / Parar” logo acima da porta.
Ainda integrado à porta, está o pegador: uma alça plástica ergonômica com detalhe cromado nas bordas. O aspecto agradou, apesar de simples.
Os pés são altos e deixam a air fryer Arno Easy Fry mais de vinte milímetros da bancada. Isso provavelmente é devido à estrutura inferior também ser de metal.
Com isso o calor transmitido do corpo para a mesa é maior, precisando ficar mais alta para não prejudicar a madeira. O visual, não me agrada, mas aí vai muito de gosto.
O principal destaque da air fryer Arno Easy Fry é a janela integrada à porta. Assim, permite a visualização do alimento sem a necessidade de abrir o cesto, algo que se tornou mais comum nesses últimos anos.
Dessa configuração, algo estranho é a falta da borracha de vedação entre o coletor e o vidro interno da janela.
A ausência contribui para o acúmulo de gordura entre o vidro e o acrílico da porta, pois não há acesso para limpeza nessas áreas.
Estes produtos com janela na porta tipicamente acabam com as peças de cesto e coletor separados, e aqui não é diferente, transformando o cesto em grade.
Internamente o coletor é retangular com uma grade que serve como o “cesto” no fundo. O acabamento do coletor e bandeja são bons.
Algo curioso nesta air fryer Arno Easy Fry é a forma que fizeram a grade. A peça tem uma borda mais alta, como uma bandeja, e fica levemente distante da parede, permitindo que o ar transite com mais facilidade nos cantos.
Além disso, há um rasgo saliente no fundo da grade, provavelmente para favorecer a entrada de ar de baixo para cima.
Estes são pontos que devem melhorar o fluxo de ar no interior desta air fryer Arno, um problema crucial e persistente entre as air fryers com janela.
As borrachas da grade travam bem a peça no coletor e são fáceis de remover, sem raspar nas paredes. Um ótimo ponto positivo perante grande parte das grades que acabam riscando o antiaderente do coletor no manuseio.
O volume total do coletor é de mais de 6,1 litros, porém a área útil, onde se coloca alimentos está apenas acima da grade.
Assim, o volume aproveitado pela air fryer Arno Easy Fry marca 5,3 Litros. Apesar do grande volume, não possui uma área muito grande de bandeja. Parte desse volume é “inflado” através da grande altura disponível, acima de 12 centímetros. Seria mais proveitoso ser mais “largo” e menos “alto” para espalhar melhor os alimentos.
O conjunto é compacto para uma unidade com mais de 5 litros de volume. São 32,5 centímetros de altura; 25,8 cm de largura e 36,4 de profundidade, incluindo a alça.
A abertura e fechamento da porta são agradáveis. O deslize é suave, mas é importante que a peça entre na horizontal. Se colocar um pouco de ângulo, pode bater em um parafuso no fundo da cavidade. É um pequeno detalhe que a Arno pode melhorar com facilidade.
A air fryer utiliza um painel digital com botões touch. São 5 botões e 12 programas pré-programados que são apresentados através de uma imagens translúcidas com backlight.
O visual destes programas é interessante, mais claro do que diversos ícones em air fryers digitais. Entretanto, pode confundir quem acha que são botões.
Esta interface é simples, com resposta rápida e sem grandes complicações para a utilização.
Somente um ponto incomoda: é importante programar a unidade depois de colocar os alimentos dentro, ou iniciar o ciclo e depois adicionar a comida.
Isso porque abrir a porta apaga a configuração se o ciclo não estiver em funcionamento. O comportamento não faz sentido algum, pois mesmo que caia a energia depois de “dar Play” no ciclo, o programa interrompido é lembrado pela air fryer Arno Easy Fry.
Um dos grandes destaques de publicidade desta Air Fryer Arno é seu sistema de aquecimento, designado “Direct Heat”.
Este sistema é formado por uma resistência de filamento que aquece os alimentos por irradiação infravermelha, com um princípio similar aos aquecedores halógenos. É um aquecimento mais direto, que afeta diretamente o alimento sem interferir com o ar, como as típicas resistências de air fryers.
Na prática, o desempenho com alimentos da air fryer Arno Easy Fry foi mesmo um de seus pontos mais fortes, especialmente no quesito tempo. A unidade nem precisa de pré aquecimento, pois bate a temperatura desejada em menos de dois minutos. Tipicamente as air fryers demoram o dobro para pré-aquecer.
Nos testes com batatas fritas o cozimento foi uniforme, com ótima crocância e baixa incidência de partes "molengas", mesmo em um preparo de apenas 15 minutos.
Este tempo de preparo chama a atenção, superando a média de muitos modelos tradicionais acima de 5 litros já testados pela Harpyja.
Um ponto de atenção foram os pães de queijo, que apresentaram maior dificuldade na distribuição de calor por conta do sistema Direct Heat. O resultado são partes mais brancas e o centro ligeiramente cru, mesmo nos testes com a temperatura mais baixa (160°C).
Ainda assim, resultado foi muito rápido, pouco acima de 10 minutos de preparo. Como esse calor direto é forte, vale programar temperaturas mais baixas e assim dar a liberdade para os pães crescerem e distribuírem melhor a cor.
Analisando de uma maneira generalizada o resultado de distribuição foi acima da média entre as air fryers sem cesto e coletor separado. Possivelmente a fresta nas laterais e o rasgo saliente no fundo foram contribuintes na entrega.
Para carnes, a Arno Easy Fry Turbo manteve a velocidade alta de preparo. O hambúrguer e o bife ancho assaram ao ponto em 10 minutos, preservando a suculência interna.
Neste caso, o sistema Direct Heat da Air Fryer Arno Easy Fry contribuiu para selar a carne. Como prova, a parte superior da carne fica bem mais escura que a de baixo, ou seja, vale a pena virar a carne depois de 5 minutos de cocção.
Uma sacada interessante da Arno foi a criação do reservatório de água, basicamente um ressalto circular no fundo do coletor escrito em inglês "Water here" no centro do coletor. Traduzindo quer dizer “água aqui” para permitir gerar vapor durante o preparo.
O uso de água no coletor da air fryer Arno Easy Fry demonstrou um impacto positivo direto na qualidade do alimento, deixando as carnes mais suculentas e macias.
A função tem um efeito colateral na distribuição de calor. Deixando o centro mais frio que as laterais, mas assim mesmo, o impacto é positivo.
Neste espaço pequeno cabem somente 35 mililitros de água. Assim mesmo, dura mais de 10 minutos esse processo de evaporação.
É possível colocar água em outras air fryers para ter um comportamento similar, se ficar no fundo a chance é que respingue sobre o alimento, pois o vento que vem de baixo gera uma turbulência considerável.
Essa é a vantagem do anel ressaltado no fundo, protegendo a área do vento. O ponto negativo é ser bem rasa, tornando necessário ter cuidado ao manusear o coletor com água para não cair para fora do anel na colocação na air fryer
A eficiência de energia foi razoável para o volume maior desta air fryer, com 0,7kWh.
Entretanto, fica mais alta do que algumas concorrentes sem cesto, seja a Air Fryer Philips Walita NA130 e a Oster OFOR520.
Em contraste com os resultados de desempenho, a Arno Easy Fry teve um resultado bem negativo na questão do ruído. Ela acabou assumindo a posição da air fryer mais ruidosa que já testamos, com 62 dBA.
A grade e o coletor possuem uma boa qualidade de antiaderente. Por alguma razão a Arno não deixou a mesma qualidade na área externa do coletor, então vale um cuidado extra ali.
Ambos podem ser colocados no lava-louças (mas não recomendamos pois pode arranhar o antiaderente). O coletor é pouco prático de limpar na pia devido à sua altura.
Os cantos ao redor da janela de vidro vazam um pouco de líquido entre o vidro e o acrílico. Esse é um ponto de acúmulo de sujeira sem acesso total para limpar.
O design da grade e das borrachinhas cria espaços para acúmulo de resíduos e também os rasgos salientes da grade na parte inferior são cantos vivos que merecem um cuidado extra na hora de lavar à mão.
A resistência elétrica tem uma proteção vítrica ao redor. Em teoria poderia ser uma peça mais fácil de limpar que as resistências comuns, porém não há acesso a essa peça, pois tanto a resistência quanto o ventilador estão protegidos por uma grade metálica não removível.
A cavidade interna é toda de aço galvanizado, muito similar a um forno elétrico. O fundo tem um rebaixo grande e ali se cair alimentos é chato de remover. Vai exigir uma escovinha para limpar essa área não visível.
A área externa metálica é simples de limpar e a pintura é robusta, pelo menos muito mais que as air fryers com corpos plásticos. Por outro lado, a área da frente merece um cuidado bem alto, pois até um pano mais abrasivo já riscará.
Não foi evidenciado temperaturas acima de 80°C no corpo, mas vários pontos quase chegaram nesses números. Tanto a porta como laterais e fundo ficaram acima de 75°C considerando o ambiente abaixo de 25°C. São pontos colaterais das paredes serem metálicas.
Ou seja, é um produto que deve ser manuseado com cautela quando estiver realizando preparos em temperaturas altas.
Os pés tem uma boa aderência, e somada com a facilidade de abrir e fechar as portas, o produto não irá deslizar à toa sob a bancada.
Algo que merece destaque é o comprimento do cabo de alimentação, que tem mais de 1,35 metros. É o mais longo que já vimos por aqui em air fryers.
A Air Fryer Arno Easy Fry Turbo é uma proposta de valor interessante. Sua velocidade de preparo e a função de vapor, traz um ganho perceptível que a destacam no mercado. Para aqueles que preparam carnes com frequência, pode ser um diferencial decisivo.
Um dos pontos negativos mais chamativos é o ruído que dependendo do cliente pode ser uma rejeição imediata e dificuldades na limpeza. No geral é um produto que tem novidades úteis que podem evoluir em modelos futuros da Arno ou acabarem aparecendo em concorrentes.
Oven fryer Mueller Air Forno MFB35G
Esta categoria de fornos com função air fryer está ganhando mercado e é difícil achar uma terminologia adequada. Há muitos que chamam de oven fryer, o que é um termo comum fora do Brasil e até faz sentido, mesmo nós na Harpyja comumente usamos esse termo ou forno air fry. Mas a Mueller achou um nome interessante para o produto “Air Forno”!
Hoje a empresa tem dois fornos elétricos neste tamanho de 35 litros, este avaliado, com a função air fryer e o modelo tradicional, somente com uma resistência superior e uma inferior. Os dois modelos podem ser encontrados em duas cores diferentes, em preto com pegador prata ou em cinza metálico com pegador chumbo, versão que a Mueller chama de “prata”.
Design e Acabamento
O produto é visualmente agradável, com a porta abrindo de cima para baixo e os seletores no topo em um ângulo de 45°. O material escrito é todo em chumbo (como no pegador) exceto no seletor central onde há um acrílico, as representações gráficas são em branco.
Quando em funcionamento, a área por baixo do painel possui um LED que ilumina a função selecionada. O visual é agradável, mas ainda com potencial de melhorias.
Os materiais utilizados são de boa qualidade: uma chapa de boa espessura ao redor do gabinete, e a frente de plástico rígido com a pintura em tom similar ao gabinete (um pouco mais clara mas não destoou). A porta é de vidro duplo e dá visibilidade para toda a cavidade interna, muito agradável. Além disso, as dobradiças da porta são robustas, similar a fornos grandes de fogões. Apesar de robusta, é um pouco dura para abrir e fechar. Poderia ser algo mais suave. A vedação da cavidade é feita por uma borracha que vai de encontro, próximo do perímetro da porta.
Internamente todas as paredes são esmaltadas, com o mesmo padrão dos fornos elétricos da Mueller, assim como a bandeja coletora no fundo. Por sinal essa peça, que nos fornos é uma bandeja anti respingos, aqui ficou com o fundo abaulado podendo coletar mais de 1 litro de resíduos.
Junto com o produto, acompanha uma grade cromada também no mesmo padrão dos fornos da Mueller e uma bandeja em aço inox expandido para utilizar quando “fritando” alimentos. A qualidade da bandeja é razoável, sem cantos vivos, mas poderia ser melhor. Também seria interessante se fosse um pouco maior, pois tem 26x26cm de largura e profundidade, mas o forno em si tem 37x37cm. Possivelmente esses espaços são necessários para ter um fluxo melhor de ar ao redor do alimento, mas fica a dúvida.
Por sinal, essa dimensão de 37x37 centímetros interno parece ser estragégica, pois é exatamente o tamanho para caber uma forma de pizza grande e sobre pouquíssimo espaço nos cantos. Se a forma tiver qualquer borda já não caberá.
Para aqueles com limite de bancada vale saber a profundidade do produto. A air forno mueller tem 38 de altura, 48 de largura e 45 de profundidade (incluindo o pegador que se sobressai). Considerando somente a base é possível acomodar o forno em uma bancada de 40 centímetros.
Há 5 níveis possíveis para colocar a grade. O nível superior é quase inutilizável, pois sobra somente 3 centímetros até a resistência superior, mas dependendo do caso pode ser que até venha a calhar. O ponto mais baixo da grade fica a 17 centímetros do topo, podendo tranquilamente colocar um frango grande para ser preparado. A grade quando puxada fica levemente tombada para frente então vale evitar puxá-la demais. Assim mesmo ela não escapa do nível em que está mesmo que haja um peso grande sobre ela.
No geral a estrutura agradou, mas tem vários pontos para se trabalhar no acabamento. Há alguns desencontros da chapa metálica com o topo do forno, desalinhamento na lateral da porta e alguns detalhes na junção dos materiais do pegador. Assim mesmo, nada que comprometa a funcionalidade.
Há 6 funções diferentes disponíveis, três delas como um forno tradicional, onde é possível ligar somente a resistência inferior, somente a superior e as duas juntas, e três delas usando o ventilador de apoio, sendo elas:
Modo Convecção, que a Mueller chama de Turbo. Nela é ligada a resistência superior e inferior e o ventilador juntos.
Modo Air Fryer e aí é ligada uma única resistência mais potente no topo, em conjunto com o ventilador. Nessa condição as outras resistências não são ligadas.
Modo Descongelar onde somente é ligada a ventilação para aumentar a troca de calor da superfície do alimento com o ar.
No modelo mais simples deste forno, o seletor central é substituído por um switch que liga ou desliga o grill. Os dois produtos aparentam ser iguais em termos de estrutura.
Fora as funções, há um seletor de tempo que pode ir até 120 minutos ou ser colocado em modo contínuo. Nessa situação o usuário decide quando o forno deve desligar, rotacionando o seletor de volta para a posição “desligado”.
O seletor de temperatura vai de 75°C até 250°C. É uma versatilidade grande para um forno com air fryer, pois as fritadeiras sem óleo atualmente não passam de 200°C.
Foram feitos diversos testes neste Air Forno Mueller, considerando a unidade como um forno e também tratando como uma air fryer.
Nos testes com batatas fritas foi utilizada a função air fryer em 200°C e em 220°C. O resultado ideal foi mesmo em 200°C, como nas típicas air fryers do mercado, e o Mueller se saiu muito bem, entregando no tempo esperado e com uma boa homogeneidade.
No teste para fazer pães de queijo a distribuição de calor também atendeu bem, só precisando alguns minutos a mais para atingir o ponto ideal. Assim mesmo, está acima da média das air fryers do mercado.
No teste com carnes, exploramos o modo air fryer em várias temperaturas assim como deslocamos a bandeja coletora para outros níveis dentro do forno para reduzir os respingos e potencialmente diminuir o espaço não utilizado. O resultado ideal com carnes foi em 220°C entregando uma crosta selada, com uma distribuição de calor ótima no topo e embaixo da carne, sem necessitar virá-la. Algo assim só havia sido visto na air fryer da Philips Walita até o momento. Essa entrega também refletiu no sabor, agradando e muito; fugindo do perfil de “carne de air fryer” que muitas vezes acaba misturando o sabor de assado com cozido.
Movendo a bandeja para cima reduziu a qualidade, provavelmente por mexer no fluxo do vento interno. Mostra que o projeto do produto está bem feito para a entrega que buscavam.
Vale ressaltar que quando preparando alimentos gordurosos a geração de fumaça foi considerável. Em todas as situações que experimentamos não teve como fugir dessa condição. É algo similar a Philips Walita, mas assim mesmo, para muitos pode incomodar.
Nos testes com pães e bolos feitos sem usar o auxílio do ventilador, o Air Forno Mueller se saiu muito bem, sem variação considerável na cor do bolo no topo ou embaixo. É um resultado que somente reafirmou o que havia sido medido nas temperaturas internas do forno quando testado em vazio. Além de uma boa distribuição de temperaturas, também teve a temperatura medida no seletor casando com a temperatura interna, seja em alimentos secos como úmidos.
Algo interessante aqui, é que o coletor por ficar próximo da resistência inferior pode até servir para gerar vapor quando preparando pães.
Um detalhe importante deste forno é que ele nunca desliga o sistema de ventilação. Por mais que esteja rodando no modo forno tradicional, somente com as resistências ligadas, o ventilador gira mais lento, mas ainda está presente. Isso faz com que a unidade sempre gere certo barulho, por mais que quando em rotação baixa seja um ruído bem baixo (em torno de 38 dBA). Quando na função air fryer o ruído praticamente ficou 10 dBA mais alto, por volta de 48 dBA, mas assim mesmo ficou abaixo da air fryer menos ruidosa já testada na Harpyja, que registra acima de 50dBA.
Agradou a intensidade sonora do produto, porém há situações onde o conjunto vibra acima do normal, o que seria interessante se não estivesse presente. Por ser algo intermitente acaba se destacando.
Quando se trata de consumo, o Air Forno Mueller está também com um ótimo resultado. A empresa colocou uma manta térmica ao redor da cavidade, como em seus fornos de bancada. Com isso o consumo no modo forno (com as duas resistências ligadas) ficou em torno de 0,66 kWh quando trabalhando em 200°C e no modo air fryer consumiu 0,81 kWh trabalhando em 180°C. Até mesmo na comparação com air fryers, que são produtos com volumes muito menores, este forno é mais econômico que muitos modelos no mercado.
Um dos pontos fortes deste forno com air fryer são suas paredes esmaltadas. Além de serem mais fáceis de limpar, não irão enferrujar com os respingos nas paredes. Porém, algo que faltou é a possibilidade de poder limpar o ventilador por completo. Não há acesso fácil e também não é possível desmontar essa área para uma limpeza profunda.
Além disso, o material do ventilador é sem pintura e com o tempo poderá sofrer danos como as típicas air fryers do mercado. A vantagem é que em uma assistência técnica deve ser fácil trocar somente as lâminas, tendo um custo baixo.
A grade de aço inoxidável não é a peça mais simples de se lavar. Vale ter uma escova específica para ela e deixar de molho a peça antes de esfregar. Para aqueles que têm uma lava louças a vantagem é que é possível inserir a peça inteira na máquina e por ser rasa (somente 3 centímetros de altura) cabe tranquilamente dentro da máquina.
Quando fazendo alimentos gordurosos, os respingos aparecem em todas as partes, inclusive nos encontros da porta com o vidro. Um ponto positivo é que o vidro interno pode ser removido com facilidade, tirando dois parafusos e assim feita a limpeza dessas frestas. Assim mesmo, há alguns pontos de acúmulo na porta que o acesso é limitado.
É possível remover a porta, mas pela ação não ser citada no manual, presume-se que a Mueller não esteja considerando isso uma ação típica do usuário. Para aqueles que forem se aventurar, vale cuidar no encaixe para não enroscar a porta na borracha e assim danificar a vedação da porta. Assim mesmo, imagino que para aqueles preocupados com os pontos de acúmulo será impossível ficar sem tirar essa porta em algum momento da vida do produto.
Apesar do vidro duplo e da manta de isolamento térmico, o Air Forno ainda tem alguns pontos de contato para ficar atento na área externa. O vidro externo pode chegar acima de 110°C e a área onde vão os dedos acima do pegador também apresenta temperaturas altas. Não recomendaria deixar objetos sobre o forno, que por mais que não queime quando encostando, são temperaturas acima de 60°C.
O cabo de alimentação tem 85 centímetros, poderia ser maior para evitar a necessidade de uma extensão. A vantagem é que o plug é em 90°, podendo até mesmo ser ligado atrás da unidade, desde que haja uma folga entre o plug e o forno. Por sinal, é importante ter esse espaço para que a chaminé (quatro furos atrás) possa trocar o ar com o ambiente.
Os quatro pés do produto são plásticos e apesar de não terem uma borracha para aumentar o atrito com a bancada, são bem largos e garantem uma boa estabilidade para o forno.
Não há pontos de fuga de corrente de fácil acesso, mas assim mesmo é importante ter uma tomada aterrada. Toda a chapa traseira tem uma fuga de corrente alta.
Este produto possui um ano de garantia pelo fabricante desde a data de compra do forno.
Para aqueles buscando um produto coringa, que entregue bem como forno e como air fryer, a Air Forno da Mueller está entregando muito bem. Em vários aspectos até entregou mais como air fryer do que muitos produtos somente com essa função no mercado. Ainda há detalhes para evoluir como vibrações, pontos de limpeza e detalhes estéticos, mas como está no momento já está se destacando como produto.
Cafeteira expresso Cafeteira Philips Walita 5500 LatteGo
A Cafeteira Philips Walita 5500 é parte dessa linha de cafeteiras superautomáticas. Modelos que moem grãos, prensam o pó, passam o café (com ou sem leite) e até descartam a borra com o apertar de um botão. No passado avaliamos também a Oster Super Automática, mas há outras.
Exemplos disso são os modelos diferentes de cafeteira Philips Walita LatteGo: esta Série 5500 (que substituiu a 5400) é acompanhada das séries 4400 e 2300 além da série 1200.
Apesar dos modelos terem grandes diferenças de preços, a similaridade entre os modelos é grande, sendo basicamente o mesmo corpo externo assim como o bloco de prensa e infusão.
Por sinal, esse sistema interno é da Saeco, a marca italiana é renomada por suas cafeteiras sofisticadas e desde 2009 faz parte do grupo Philips. Ou seja, espera-se prensagem, infusão e descarte da borra muito similar, se não igual, entre as cafeteiras.
Entretanto, entre os modelos há diferenças de alguns materiais. Se na série 5500 temos inox na pingadeira e para assentar xícaras no topo, modelos como a 1200 e a 2200 são plásticos.
Na verdade, a que mais se distancia das outras é a Série 1200, pois utiliza o sistema mais comum de espumar o leite, através de um bico de vapor. Todos os outros modelos são chamados de “cafeteira LatteGo” por conta de seu sistema. Um diferencial interessante na produção de bebidas diferentes envolvendo leite.
Fora isso as grandes diferenças entre os modelos está na automação das bebidas, na variedade delas quanto ao painel e usabilidade.
Como dito antes, a pingadeira e o suporte para xícaras são de aço inoxidável, mas o restante é plástico.
No geral o visual agrada, as peças tem bons encontros e sem deformações significativas no plástico. A borda do painel é cromada, assim como as saídas dos bicos, dando um requinte para a estrutura.
Já a área central junta a logo da marca com o fundo prateado da frente do produto. São pinturas metálicas sobre o plástico de tons diferentes do cromado ou inox. É um detalhe, mas pessoalmente achei que acabou misturando tons demais.
A cafeteira Philips Walita LatteGo pode parecer grande, mas por tudo que faz está bem dimensionada. São 37,5 centímetros de altura, 25 cm de largura e 43 cm de profundidade.
Para melhor posicionar sobre uma bancada, o plug poderia ser em 90°, mas ainda se acomoda facilmente na maioria das bancadas. Só não deixe o produto “embutido” em um espaço reduzido. Será preciso um respiro para acessar o compartimento de café no topo; o reservatório de água é removível, pela frente e por isso não ocupa muito espaço.
No preparo, a cafeteira Philips Walita 5500 é bem customizável, contando com várias peças diferentes para preparos múltiplos. Vamos separá-las por função para facilitar o entendimento, mas na hora é bem simples reconhecer qual o seu caminho para chegar no café.
O primeiro passo é escolher preparar café expresso, moendo os grãos, ou coado com pó.
Para os grãos, adicione-os no topo. A caixa para estocar os grãos inteiros é de acrílico fumê com borda preta. Uma borracha interna veda a tampa, preservando a integridade do café por mais dias. A vedação funciona bem, sem dificultar o abrir e fechar.
Essa caixa é grande, com capacidade para acumular quase 200 gramas de café. Apesar disso, não diria que é interessante deixar muitos grãos na cavidade se não for preparar muitos cafés por dia.
O motivo é simples: apesar da tampa possuir vedação há entrada de ar pelo moedor, podendo acelerar o processo de oxidação do café. Na Harpyja abastecemos a bandeja perto da metade da capacidade, permitindo preparar mais de 10 cafés.
Ainda no topo, há uma pequena portinha para fazer café em pó. Diferente da cafeteira Oster Super Automática que só trabalha com café em grãos, aqui é possível jogar uma colher de café nessa porta e prensar um café espresso.
Além dos grãos, todo café precisa de água, e seu reservatório de água fica na lateral esquerda da cafeteira. Para encher, é só puxar para frente, o reservatório desliza com facilidade.
Com capacidade para 1,7 Litros, uma janela translúcida na lateral permite ver o nível de água pela lateral sem precisar remover. Além de contar com espaço para o filtro incluso com a cafeteira LatteGo. Pelo que pesquisamos, o filtro suporta o preparo de milhares de cafés antes de precisar ser trocado.
Esta é a peça que dá o nome “cafeteira LatteGo”, permitindo abastecer com leite e fazer as bebidas cremosas dosando tudo na caneca central com o café. E com razão, pois o reservatório é uma obra de arte. Uma peça bem feita e com engenharia escondida, mas embutida.
São três peças: tampa, o suporte de fixação, e o copo em si. O grande destaque aqui é que o copo possui uma nervura em sua lateral que quando acoplado ao suporte cria um tubo nessa parede.
Enquanto a água fervida passa no copo, o trajeto é por um tubo de venturi, que faz a sucção do leite na passagem do vapor misturando ar e leite somente na saída do líquido. É um sistema genial, simples e eficiente que não tem eletrônica e facilita a limpeza!
É o mesmo princípio usado nos canhões de espuma, ou snow foam.
Na frente da cafeteira Philips Walita 5500 temos os bicos de água e de café. É uma peça visualmente atraente, cromada e com a marca no centro. O bico pode ser deslocado para cima e para baixo para acomodar melhor a xícara.
O amparo traseiro mostra facilmente os respingos,e pode parecer manchado se não limpar plenamente. Também há dois LEDs próximos da saída dos bicos que iluminam o café sendo servido. É possível ajustar nas configurações quando essa luz acende.
É possível colocar canecas de 8,5 centímetros até 14,5 centímetros, ou seja, dá para acomodar xícaras para espresso assim como canecas para lattes. O escoamento sai por dois furos, como as típicas cafeteiras espresso para possibilitar a dosagem em duas xícaras ao mesmo tempo.
No lado direito fica o bico de água, onde se conecta o reservatório de leite. Quando o LatteGo não está lá, a água escorre na vertical, demandando que a bebida fique diretamente abaixo do bico. Nessa condição é possível colocar um copo grande, com até 15,5 centímetros embaixo.
A pingadeira é uma peça de inox grande, que protege toda a área onde pode haver contato com xícaras e cafés.
Com grande capacidade de conter 1,2 litros de líquidos, seu reservatório veste dentro do corpo da cafeteira para também conter pó de café que possa cair fora do reservatório de borras. No canto da peça há um pequeno bico para favorecer o escoamento quando esvaziar a bandeja.
Nessa peça também há uma boia plástica que demonstra ao usuário quando o reservatório está cheio. Algo simples e extremamente útil. Ela já avisa quando está com pouco mais da metade do volume máximo da bandeja, então há liberdade para se transportar sem que ela transborde no manuseio.
No centro desse reservatório fica o coletor de borras de café. É um espaço que consegue acomodar mais de 14 borras sem transbordar. Simples de desprender e levar até um local adequado para descarte. Por sinal, um ótimo resíduo para adubo ou mesmo para compostagem.
Além de avisar quando é necessário fazer manutenção, a cafeteira Lattego avisa quando acaba a água no reservatório, quando acabam os grãos de café e quando é necessário esvaziar o reservatório de borras de café. Tudo é avisado no painel!
Por sinal, além das informações detalhadas no painel, a área de configurações desta cafeteira philips Walita 5500 é vasta.
São mais de 20 opções de bebidas possíveis, além de ajustar a intensidade do café, quantidade de água, quantidade de leite e até mesmo a temperatura da água.
O painel tem 7 bebidas de acesso rápido: Espresso, Coffee, Americano, Cappuccino, Latte Macchiato, Iced Coffee e Iced Macchiato. Ou seja, 3 opções de café puro; duas opções de café com leite; e duas opções de cafés gelados, uma sem leite e uma com leite.
Na linha de baixo um botão mostra as outras opções de bebidas, sejam quentes ou frias.
Vale ressaltar que a cafeteira LatteGo não gela a água para fazer bebidas frias. Quando é escolhida uma bebida gelada ela recomenda um número de pedras de gelo para serem adicionadas na bebida e segue o fluxo normal, passando café aquecido.
Esta lista grande de opções agrada muito, porém outro destaque da máquina é entregar água quente rapidamente. Podendo ser usada também para preparar chá.
Neste caso seria interessante se tivessem deixado o caminho mais fácil, pois é necessário apertar 4 botões para extrair água quente. Poderia estar no acesso rápido.
Independente da bebida escolhida é possível passar por alguns passos para que ela seja feita. Por exemplo: para passar um café se pode escolher a intensidade, a quantidade de café e se quer uma ou duas xícaras. Se não quiser alterar os específicos, apenas dê Play direto na receita.
Essas configurações mudam de acordo com o que será entregue. Se o programa for espresso, os limites de água serão bem menores do que se for fazer um americano, que é basicamente um café beeeem aguado! Até a água quente tem opções: quantidade e temperatura.
Isso é ótimo para preparar diferentes chás, pois se eu quiser fazer um chá preto posso colocar a temperatura máxima e tirar a água acima de 90°C, agora se eu quiser fazer um chá verde ele posso escolher a temperatura mínima e terei uma temperatura abaixo de 80°C.
Um diferencial da cafeteira Philips Walita 5500 são os 4 perfis de usuário disponíveis. Apertando no botão de perfil há cores diferentes para diferenciar e cada um grava as configurações usadas para as bebidas férias no perfil.
Funciona bem se as pessoas respeitarem os perfis, mas se sem querer alguém não respeitar as informações serão sobrescritas.
Além da entrega de bebidas há várias configurações interessantes na unidade. É possível configurar qual é a dureza da água para que seja avisado quando é necessário descalcificar a resistência. É possível ver quantas bebidas foram feitas em cada programa escolhido, algo interessante para acompanhar o consumo de café em um escritório ou consultório.
Por curiosidade até o momento já preparamos aqui na Harpyja mais de 600 cafés com a máquina e ainda não foi necessário realizar uma descalcificação. Pode ser porque programamos que estamos com água mole em nosso estabelecimento.
Uma opção que fica escondida mas muito importante é a temperatura do café. Quando ajustada nas configurações gerais, vale para todas as bebidas. Ou seja, se o pessoal está reclamando que o café está saindo muito quente e ajustar, todos os cafés sairão mais frio.
Nessa configuração são 3 “degraus” de 6°C. Na prática, em um ambiente a 20°C o café na sai em torno de
82°C na temperatura máxima
76°C na temperatura média, e
70°C na temperatura mínima
Caso queira um café mais quente vale esquentar a xícara antes, passando uma água quente nela. Essa configuração também pode ser marcada como automática, e a cafeteira Philips Walita 5500 produz sempre um pouco de água quente antes de passar o café.
mostrar ajuste de temperatura
O preparo do café é rápido. Leva somente 3 segundos para o painel estar disponível para escolher as opções e em torno de 1 minuto e 10 para aquecer o termobloco e passar o café.
A moagem é rápida é há 12 opções de ajuste de granulação. Essa parte é um processo manual, feito dentro do compartimento de grãos. É simples o ajuste. Há diferença significativa na moagem do grão, assim mesmo na moagem mais fina ainda há uma boa quantidade de grãos grossos, muito diferente de um moedor fino.
A intensidade escolhida altera a dose de café colocada no cachimbo. Na moagem mais grossa o cachimbo acomoda em torno de 9,5 gramas de café no mais intenso e 8,5 gramas na intensidade mínima. Esse peso cai quando fazendo uma moagem mais fina, com somente 6,6 gramas de pó para para um preparo mais intenso.
É uma dose pequena de pó para cada café passado. Isso acabou trazendo um impacto na entrega. Particularmente, mesmo passando um café espresso com pouca água e alta intensidade, a sensação foi de um espresso fraco. Particularmente não foi possível chegar em um espresso intenso nesta máquina. Para aqueles que buscam um espresso mais intenso vale moer manualmente o grão e dosar na boca de pó mesmo.
Por outro lado, o preparo de um café simples, com mais água atendeu bem. A temperatura do café é boa, o sabor agradou.
O destaque da cafeteira Philips Walita LatteGo é o preparo de cafés com leite. O sistema de venturi na mistura do leite com ar é de boa qualidade criando uma espuma densa e com uma ótima temperatura do leite na entrega.
Para aqueles que buscam um café mais intenso com leite tem já nas opções de intensidade um “extra shot” que realiza uma dose extra de espresso com somente 30 mililitros para intensificar a dose da bebida.
Um destaque desta cafeteira Walita Lattego é o ruído gerado no preparo. Não é baixo o suficiente para poder passar um café na madrugada sem incomodar alguém dormindo em um quarto do lado da cozinha, é muito mais baixo que a Cafeteira Oster Super Automática que testamos no passado.
Chega a dar 10 dBA de diferença entre elas! No preparo com leite o ruído sobe, batendo em torno de 70 dBA, próximo da Oster.
A unidade tem 1400W de potência, e utiliza plug mais grosso de 20A para 127V e 10A para 220V.
Na questão de consumo, como o trabalho de passar o café é muito rápido, o consumo acaba sendo muito baixo, em torno de 17Wh para passar um café e 27Wh para passar um café com leite. Para gastar em torno de R$0,50 na conta de luz é necessário consumir mais de 20 cafés!
Um dos grandes destaques dessas cafeteiras é sua automação de preparos de cafés em sequência, porém uma das grandes preocupações é como limpá-la depois! Apesar disso, dá para se dizer que a Philips Walita se destacou nesse quesito.
Considerando que a máquina mói, prensa, passa o café, descarta a borra e depois enxágua os bicos, a limpeza é simples. Principalmente porque o bloco de processamento do café é quase todo removível e sai em uma peça única.
A única peça que fica dentro da unidade é o moedor. As outras partes podem ser sacadas e postas embaixo da água para uma limpeza. Junto com o produto vem uma bisnaga de graxa para uma hora ou outra passar em peças que tem lubrificação nesse bloco, mas mesmo depois de centenas de cafés preparados ainda não foi necessário.
A pingadeira e o reservatório de borras saem com facilidade. São peças que se quiser também podem ser colocadas na máquina de lavar louças.
Os bicos são sempre limpos pela máquina automaticamente. Caso seja passado um café e a máquina seja desligada a cafeteira aquece a água e passa uma água quente pelos bicos. Caso o produto não seja desligado, depois de alguns minutos ela faz o mesmo processo e se desliga.
Aqui novamente o reservatório de leite merece um destaque. Não há cantos de acúmulo. No duto fechado onde passa o vapor não há contato com o leite e na área onde é succionado o leite em si, não há tubo, somente uma nervura no copo. É mais simples e mais higiênico que os modelos que usam tubos para canalizar líquidos fermentados que facilmente deixam cheiro.
Uma parte que deixou a desejar é a pintura metálica frontal que ressalta os respingos das bebidas e deixa manchas com facilidade se não limpada com cuidado. Se fosse uma superfície preta poderia ser menos atraente, mas ficaria mais discreta nas sujeiras causadas pelo uso diário.
Outra área que deixou a desejar na limpeza é o moedor. Não há acesso a ele nem por cima nem por baixo. Infelizmente para realizar a limpeza dessa área é necessário comprar alguns grânulos plásticos que a Philips vende e fazer um processo de moagem deles na passagem. Há uma versão alternativa no mercado livre, que é mais em conta, mas assim mesmo não é algo barato.
Por último, o vão onde se insere o pó é um local para cuidar e muito com a limpeza. Como é por onde sai o vapor da máquina depois de prensar o café, acaba sendo um local muito úmido. Quando foram realizados uma sequência de testes usando somente pó, em poucos dias já havia uma camada de pó grudado nas paredes devido a mistura de matéria orgânica com água. Não demorou muitos dias para gerar mofo nessa “chaminé” e ali a limpeza foi chata.
A cafeteira Philips Walita 5500 é super estável na bancada. Os pés de borracha evitam dela deslizar e por ser pesada acaba não se mexendo mesmo que você queira.
Fora os bicos quando servem líquidos e o vapor quente que sai no topo, não há áreas quentes. Tudo é tocável. Não há acesso às partes móveis e caso seja removido o reservatório de água durante o uso não irá vazar água do reservatório.
Mesmo que esqueça de colocar a xícara na hora de passar um café a pingadeira contém a água e a pingadeira não respinga água quente para áreas externas.
Caso seja ligada a máquina sem o sistema de moagem o produto avisa e não executa nenhuma tarefa. No geral é uma unidade muito bem pensada em termos de segurança.
A Philips Walita oferece dois anos de garantia no produto desde a data de compra.
A Philips Walita está entregando uma máquina realmente superautomática, onde apertando alguns botões se tem uma infinidade de bebidas entregues. As bebidas com leite são um grande destaque então para aqueles fãs de um bom cappuccino aqui provavelmente estarão bem contentes. Por outro lado, para aqueles que buscam tomar um espresso bem potente todos os dias, pode ser que aqui ela não fique a intensidade esperada. Provavelmente pelo perfil do café do brasileiro, essa configuração ainda agradará a maioria.
Ventilador Mallory Chronos
Muita gente não sabe, mas a Mallory é uma empresa brasileira que pertence ao GrupoTaurus. Uma marca espanhola de eletrodomésticos.
Embora lá fora a Taurus seja responsável por produtos de alta tecnologia, como robôs de cozinha, por exemplo, a Mallory se mantém produzindo produtos mais simples.
De seu catálogo, já passou por aqui mixer, liquidificador, air fryer e até um ventilador, mas este é o primeiro ventilador de coluna Mallory que avaliamos.
Observando a disposição de seus ventiladores, a marca parece ter produtos bem similares, provavelmente diferentes versões e “montagens” do mesmo motor e hélice. São modelos de mesa com 30 e 40 cm, além de um de parede e opções de ventilador de coluna.
Há o modelo EOLO que serve como padrão; este ventilador Mallory Chronos inclui controle remoto e timer; enquanto o Max Control traz uma pá de 15 hélices.
Se tantas pás são necessárias é uma grande pergunta, que talvez responderemos em uma avaliação futura. Por hora, nos mantemos no ventilador de coluna Mallory Chronos, e na avaliação do ventilador Arno VE90 que abandonou a hélice de 6 pás por uma com 9 pás.
O Mallory Chronos é construído majoritariamente em plástico PP preto, com a hélice em um tom de bronze para quebrar o monotom. Na prática, porém, o brilho metálico se perde, deixando-o mais marrom que outra coisa.
A coluna de sustentação, porém, é de aço inox. Pintada de preto próximo da base, com a haste interna que faz a regulagem de altura sem cobertura. A base que fica encaixada é pesada para garantir estabilidade.
Apesar de ser pesada, o centro de resina fica coberto por plástico, para se alinhar ao restante da estética do ventilador. Não há pezinhos de borracha, mas os apoios são moldados diretamente na resina, tornando o ventilador de coluna Mallory Chronos bem estável.
Na região que o pescoço do ventilador encontra a haste há problemas no acabamento. Marcas de "rechupe" (afundamentos no plástico) ficam visíveis, assim como encaixes mal feitos entre as peças.
Em frente a essa região encontramos o painel com dois botões touch, que programam o timer e as velocidades. Ambas as funções podem ser operadas pelo controle remoto do ventilador Mallory Chronos.
Percebe-se o painel mole ao toque, transmitindo a ideia de fragilidade. Aliado a isso, há um problema de visibilidade.
O painel inclui LEDs para mostrar as opções selecionadas, apesar disso, sua visibilidade é baixa. Em determinados ângulos de visão, o brilho dos LEDs somem e não é possível identificar a operação atual do ventilador.
Além disso, seu posicionamento diretamente abaixo da hélice faz com ela cubra o painel se vista de pé. O pior caso é no uso do timer, já que suas inscrições são pequenas e apagadas (principalmente do timer), dificultando a leitura.
Este timer funciona de forma a somar 1 hora de tempo sempre que pressionado, com um limite de até 7h. No painel as luzes acesas representam uma soma do tempo selecionado.
Dessa forma, se 1 hora e 4 horas estão acesas, o ventilador Mallory Chronos vai desligar após 5 horas.
O controle funciona por infravermelho, ou seja, deve estar apontado diretamente para a frente do produto (onde fica o receptor) para funcionar. Além disso, funciona a boas distâncias.
A montagem inicial do ventilador de coluna Mallory é simples e só requer ferramentas em um passo. Na hora de abrir as presilhas da grade precisa-se de uma chave de fenda.
Toda sua instrução é dada com imagens impressas na caixa.
Será necessário guardar o pedaço de papelão ou imprimir a versão digital encontrada no QR code para eventuais consultas. Buscando online pode-se encontrar facilmente o Manual de Instruções do Ventilador de Coluna Mallory Chronos.
Para o direcionamento corriqueiro do vento, o ventilador Mallory Chronos oferece boa flexibilidade.
O ajuste vertical é feito manualmente por um sistema de porca e rosca no pescoço, permitindo uma amplitude que vai de -17° (inclinado para baixo) a +38° (para cima). Essa faixa é versátil e atende bem às necessidades de um ventilador de coluna.
A oscilação horizontal, acionada por um pino no motor, tem uma amplitude total de 82°, distribuindo bem o ar pelo ambiente.
Além dos ajustes de ângulo, sendo um ventilador de coluna Mallory, há também o ajuste de altura. Aqui são 21 centímetros de regulagem, variando a altura do ventilador Mallory Chronos de 116 a 137 centímetros.
Para o manuseio, há uma alça integrada à carcaça do motor, porém com um peso total de 5.25 kg o produto é mais prático de ser carregado pela haste da coluna.
O cabo de alimentação tem 131 cm de comprimento e para um ventilador de coluna, já vimos modelos com cabos 10 cm maiores, o que pode ser significativo para o alcance de tomadas. Além disso, a ausência de um porta-fio reforça a falta de atenção a esse detalhe.
Ainda que a montagem não precise de ferramentas, é curioso que seja preciso de uma chave de fenda fina abrir as presilhas que prendem a grade frontal.
Já a hélice é fixada por uma peça plástica que cobre uma rosca metálica.
Este sistema do ventilador de coluna Mallory é inteligente, sendo mais prático que as porcas metálicas de modelos Arno e mais resistentes que as simples roscas plásticas presentes no ventilador Oster Power Fresh.
O corpo no geral do ventilador, por ser de plástico liso, é fácil de limpar, mas suscetível a riscos, principalmente na base do produto e painel.
A velocidade máxima de vento que o Mallory Chronos atingiu foi de 31.6 km/h, com uma vazão de 1.21 m³/s.
Estes números o colocam como um dos ventiladores potentes que já avaliamos, competindo diretamente com modelos de alta performance como o Arno Turbo Force (VF42) e o Oster Power Fresh. Para quem busca força de vento, o Mallory Chronos entrega.
No entanto, a flexibilidade de uso é um pouco menor. A variação de velocidade entre a mínima e a máxima é de cerca de 32%. Modelos como o Arno Turbo Force, com quase 40% de variação, oferecem também ventos mais brandos para quem deseja.
De forma geral, o ventilador de coluna Mallory Chronos é forte, e apesar de poder fornecer mais sutileza na velocidade baixa, ainda é suficiente para muitos.
Na velocidade máxima, o ventilador Mallory Chronos marcou cerca de 64 dBA, um valor elevado que o coloca como um dos mais barulhentos da categoria, empatado tecnicamente com o WAP Flow Turbo.
O problema se agrava na velocidade mínima, que registra 55 dBA. Quem pretende dormir com o ventilador no quarto vai se beneficiar mais de modelos com vento e ruído menor.
De comparação temos o Arno VF42, registrando apenas 47 dBA na mínima.
Além disso, devido a uma vibração excessiva que reverbera pela estrutura, o ventilador gera ruídos secundários das peças da base, podendo incomodar consideravelmente.
Seu motor declarado com 140W atingiu a potência máxima de 115W. Essa "folga" pode contribuir para uma maior vida útil do aparelho.
Graças à sua base pesada de 5.25 kg, o Chronos é muito estável e não se move durante o uso, mesmo vibrando bastante. Além disso, a grade de proteção tem frestas com espaçamento de 12mm, um valor no limite do aceitável. Já a distância entre a grade e a hélice é de 48mm, o que dificulta o contato acidental.
O Ventilador de Coluna Mallory Chronos é um produto de pontos fortes e fracos bem delimitados. Por um lado, falha em produzir um ruído e vibração considerável, além do acabamento simples.
Por outro lado, entrega vento forte, facilidade de ajuste lateral e oscilação, com a conveniência de um controle remoto funcional e timer de até 7 horas.
O Ventilador Mallory Chronos é recomendado para quem busca máxima potência de vento e não se incomoda com o barulho, valorizando os recursos de conveniência. No entanto, para quem prioriza um ambiente silencioso ou melhor qualidade de construção, há opções superiores.
Gravadora a laser AlgoLaser ALpha MK2
A AlgoLaser é uma marca recentemente fundada em 2023, que tem trazido novas tecnologias de gravação a laser. Atualmente a marca possui 5 modelos de gravadores, sendo a maioria com o mesmo princípio mecânico de movimentação pelos eixos X (horizontal) e Y(vertical).
A diferença entre os modelos do catálogo é grande, com modelos variando desde o design, estrutura física e tecnologia. Entretanto, a diferença mais notável é com o modelo Pixi que possui uma espécie de escudo ao seu redor, mas que ainda possui funcionalidades parecidas com outros modelos.
Cada modelo da AlgoLaser recebe módulos laser de potências e características diferentes. E a marca traz uma proposta interessante, permitindo a compra e intercambiabilidade dos módulos laser para os modelos da marca ou de semelhantes.
Dessa forma, é possível fazer upgrade do seu modelo com módulos mais potentes ou de forma a aumentar a gama de materiais a serem gravados. Assim não há a necessidade de comprar uma gravadora a laser totalmente nova.
Atualmente, a AlgoLaser possui 4 módulos laser: 3 deles de diodo (450nm) de 10W, 20W e 40W, além do modelo de fibra óptica (1064nm) de 2W.
Para ficar claro ao nosso querido leitor, esta Avaliação é sobre o modelo da Gravadora a Laser AlgoLaser Alpha MK2 com módulo laser de diodo 20W. Embora também se encontre no mercado o mesmo modelo com módulo de 10W.
Toda sua estrutura é feita com excelência em alumínio pintado de preto e vermelho sem uma parte sequer feita de plástico. Trazendo boa robustez para o modelo, que apesar de não sofrer muito esforço, garante estabilidade para os movimentos do laser.
Muitos parafusos ficam evidentes na construção, mas todos muito discretos e pintados. Aliás, os parafusos mais à mostra são os que o consumidor usa para montar a gravadora a laser, se diferenciando dos demais que já vêm montados (como o LaserPecker LP2).
O modelo é grande com cerca de 59 centímetros de largura e 96 centímetros de comprimento. A sua altura depende do posicionamento de foco do módulo e dos seus pés reguláveis, podendo variar entre 13 e 20 centímetros.
Cada pé pode ser regulado rosqueando-o, possui uma boa altura de borracha, gerando aderência e amortecimento do modelo. Por sua vez, esses pés podem ser substituídos por pés mais alongados quando usados com acessórios vendidos à parte, para gravuras em garrafas ou matérias circulares.
Na frente da Alpha MK2, possui 3 controles: o botão de energia, uma trava de segurança e um botão de emergência. Ambos em cima e de fácil acesso para seus usos. A chave para a trava vem inclusa no kit de ferramentas.
Um pouco mais à esquerda há um painel digital com boa resolução, que permite realizar gravuras por essa tela touch do modelo sem precisar estar conectado a um dispositivo.
Para isso, é possível acessar imagens através da memória interna ou com um pendrive. A conexão USB, serial, de energia e da fonte da bomba de ar são todas feitas na parte lateral do produto. São bem explicativas, e juntamente com o material do guia rápido, ajudam o usuário a identificar as portas certas.
Quando se pensa em montar algo deste tamanho, pode gerar uma insegurança para fazer tudo nos conformes. No entanto, seus guias de montagem são bem explicativos, com várias imagens e indicativos
Apesar de precisar parafusar muito das partes, a AlgoLaser envia juntamente com o produto um kit com as ferramentas e parafusos necessários para a instalação da estrutura. Até uma chave de boca é inclusa, mas não mostra onde ela é usada.
O ajuste das correias poderia ter vindo melhor explicado: apesar de vir um guia sobre, está em inglês. Para deixar bem ajustado foi necessário ir ao tutorial da marca no youtube, através de um QR Code no guia.
A parte de entender as conexões de ar e elétricas no manual também poderia ser melhor explicada. Acaba perdendo muito tempo para entender como deve ser feito. Porém, é o suficiente para que nenhuma conexão venha ser errada.
Além disso, este modelo AlgoLaser, possui instruções e itens de manutenção do módulo laser. Algo que não vimos no modelo da LaserPecker LP2, mas que se é útil quando necessário. Com informações bem detalhadas e específicas de como fazer a troca de lentes e limpeza do mesmo, são bons diferenciais no mercado.
Um acessório que vem com o modelo alpha MK2 é a bomba de ar. Além de ajudar a resfriar o módulo laser, também ajuda a tirar a fumaça, poeira que o feixe de laser pode encontrar no caminho. Aliás, uma melhora na aparência é percebida em materiais muito sensíveis, como a madeira.
Ainda há outros diversos acessórios que podem ser acrecentados, desde cúpulas, filtros de ar, extensores de comprimento, eixos e rolamentos para aumentar a gama de produtos e melhor conforto de uso.
O AlgoLaser Alpha MK2 é um modelo de gravadora laser do formato de eixos. Dessa forma, aqui neste modelo, há um motor de passo para o eixo Y (vertical) e outro motor para o eixo X (horizontal).
O movimento vertical é produzido pelo motor localizado na região esquerda inferior, girando a correia de borracha do eixo direito. Dessa forma para que a correia do eixo esquerdo possa ser movimentada é colocado uma haste metálica na parte inferior, ligando o motor ao conector do eixo esquerdo, assim o movimento é transmitido para esse lado.
Para o movimento horizontal, o motor fica preso na parte esquerda da haste central. Assim o módulo laser é deslocado para a direita ou para a esquerda dependendo do movimento requisitado.
O Ajuste de foco é manual através de um um gancho na alavanca. Com uma espécie de gabarito e colocado debaixo do laser sempre que for feito alguma gravura no material, é rápido e eficiente. Porém, é importante guardar bem a peça, sem ela pode se encontrar em apuros.
O Alpha MK2 vem com o módulo laser de 20W de diodo (comprimento de onda de 450nm). Isso significa que este laser não trabalha bem com uma ampla gama de metais e plásticos, sendo melhore materiais orgânicos.
Algo que chama a atenção nesse tipo de modelo de laser é a capacidade de gerar gravuras com profundidades diferentes. Ao invés de uma imagem pontilhada para dar impressão de profundidade, neste modelo da Alpha MK2 é possível fazer imagens complexas.No entanto, conseguiu um pouco mais de ampliação dos materiais de trabalho que o modelo LaserPecker LP2, também de laser de diodo. Seja por sua emissão continuamente vertical, ou pela sua potência maior. E aqui abaixo vai algumas considerações sobre tipos de materiais.
Definição e profundidade: Esse material é o mais aproveitado em lasers de diodo, desde MDFs, compensados, e pedaços de madeira bruta. Dessa forma a definição e relevo capaz de ser adquirido no processo de gravura é muito bom. É possível fazer gravuras complexas e de profundidades bem interessantes em apenas uma passada do laser.
Corte: Cortes em madeiras relativamente duras de cerca de 20 mm foram possíveis de serem feitas com a gravadora a laser Alpha MK2. O nível de facilidade para adquirir esse nível de corte é surpreendente, devido a potência de 20W do laser.
Definição e Profundidade: É capaz de fazer apenas gravuras mais superficiais, devido ao material ter facilidade em derreter no processo. Porém a profundidade é melhor alcançada no Alpha MK2 do que o LaserPecker LP2, devido ao laser estar em posição vertical.
Corte: Uma vantagem para esse formato de laser vertical é a capacidade de corte nesse tipo de material. Capaz de cortar um pouco mais de 5mm, desde acrílicos, plásticos vistos no dia a dia e até plásticos de impressora 3D.
Definição e profundidade: Mantendo traços e detalhes minuciosos, porém sem evidenciar uma boa transição escala de cinzas durante uma passada. A profundidade atingida foi agradável devido ao posicionamento vertical do laser. Se torna muito útil para a geração de carimbos.
Corte: Devido ao material ser sensível ao tipo do laser do Alpha MK2, cortes não são possíveis de serem realizados no material. Mesmo com maior potência e verticalidade do laser, o dano em borrachas é menor se comparado com o LaserPecker LP2.
Definição e profundidade: Com a potência de 20W, a gravadora a laser trouxe boa interação com o material. Não apenas marca a cerâmica, como também pode extraí-la. Algo que ocorre apenas superficialmente na capacidade máxima do LaserPecker LP2.
No geral atende uma boa profundidade, mas que não é tão fácil de ser trabalhada por perder um pouco da definição conforme aumenta a profundidade.
Corte: No geral o corte é inviável. Mesmo que com grande insistência até poderia fazer cortes, mas o tempo seria longo demais para pequenas figuras, e a pedra esquentaria muito no processo.
Definição: Esse tipo de laser de diodo trabalha melhor em materiais como aço inox, aço cromado, alumínio anodizado e na remoção de revestimentos em metais. As marcações vão pouco além de alterações superficiais, sem atingir profundidades significativas, mas que evidenciam uma extração do material.
Corte: Mesmo com 20W de potência na emissão do laser, cortar metais é algo praticamente impensável. Mesmo com materiais finos, o material será distorcido antes de ser atravessado.
Neste modelo a resolução declarada é de 20 linhas por mm. Semelhante se comparado com a gravadora laser LaserPecker LP2. Apesar disso, é possível ajustar para resoluções mais altas com outros softwares (LightBurn). Porém seus motores de passo podem não atender os movimentos necessários para isso, deixando uma imagem irregular e desalinhada.
Este aparelho atinge cerca de 74 dBA durante o uso. É alto e trabalhar perto deste aparelho durante o funcionamento pode incomodar. É importante utilizar um tampão ou fones para evitar dores de cabeça.
O Laser Alpha MK2 tem compatibilidade com o LightBurn, permitindo uma gama de opções para cada camada de gravura com diferença entre potência, resolução, velocidade e passagens.
Apesar do LightBurn ser um software de alto desempenho nas gravuras, é necessário comprar sua licença. Atualmente a licença mais barata está no valor de U$100 (dólares), sendo vitalicia, e com um ano para usufruir das atualizações do programa da data da compra. Após esse tempo, não é possível utilizar para versões mais recentes até renovar o uso por U$30 (dólares).
Porém no caso de usar um software livre e gratuito para as gravuras, pode-se optar pelo uso do programa LaserGRBL. No entanto é mais limitado e menos intuitivo no seu uso, permitindo uma gravura por vez, sem poder editar a imagem no programa. Tudo deve ser feito externamente e depois enviado ao LaserGRBL.
Para fazer gravuras pelo computador só é possível através desses softwares de terceiros. Porém ainda é necessário regular o laser para que ele funcione de forma correta, e tudo isso pode ser feito com esses dois programas compatíveis.
Um exemplo é a inserção do código $22=1 na barra de comando para habilitar a opção de definir o ponto zero. Sem isso a gravadora a laser não tem referência de onde começar a gravar (neste caso, o canto inferior esquerdo).
Outro exemplo é tentar movimentar o laser pelo software além do limite físico. O programa não irá reconhecer os limites, forçando o laser contra a estrutura. Necessário inserir outra linha de código ($20=1) para contornar a situação.
Há uma explicação no guia rápido de início para o primeiro caso, mas não é explícito que seja para isso. No entanto, o segundo caso só foi possível achar solução na internet.
Apesar de apenas utilizar software de terceiros para fazer gravações pelo computador, as gravuras por celular podem ser feitas através de seu próprio app AlgoLaser que pode ser encontrado tanto na PlayStore e App Store.
Ainda é um software muito novo para celulares, se comparado com os softwares da LaserPecker LP2 é possível ver que ainda há muitas atualizações a serem recebidas, principalmente no idioma português.
O app possui dois modos: Iniciante e Profissional. O que muda não são as ferramentas, mas sua apresentação.
Dessa forma, o modo Profissional traz mais configurações nos parâmetros da gravadora a laser.
Para fazer uma gravura com o app, pode ser um pouco demorado até entender o princípio de funcionamento. Com algumas gravuras e um pouco de experiência do produto, o app se torna uma ferramenta prática para gravar coisas momentâneas, mas de certa forma até complexas.
Alguns modos poderiam estar melhor otimizados para se tornarem mais eficientes, como no caso do Puzzle, que corta antes as bordas do que os caminhos internos.
Ainda possui algumas limitações, mas permite uma boa versatilidade para únicas gravuras. São pequenos detalhes que iriam melhorar o desempenho. Apesar disso, espera-se uma melhoria do app com o tempo.
Com uma grande e ampla área de espaço, o Alpha MK2 se torna muito útil para confecção em larga escala, grande quantidades de objetos e confecção de variedades, dependendo do software que se usa.Além disso, com sua tela display e touch, é possível fazer gravuras salvas através de um Pen Drive ou de sua memória interna (32GB), sem a necessidade de estar conectado a um dispositivo para isso.
Esse recurso traz uma funcionalidade razoável, porém o mais interessante é o momento da escolha de parâmetros. Ao invés de demonstrar apenas números, evidencia uma tabela física real e interativa de como o material vai reagir aos parâmetros desejados.
A forma que esse modelo trabalha para apresentar onde será gravado no material, e suas dimensões (conhecido como Preview), não é muito visual, principalmente se o material é pequeno.
O movimento neste processo é de contornar a área da imagem a ser gravada, com auxílio de um brilho leve do laser. Porém é muito rápido e feito uma única vez. Dessa forma demora para o usuário absorver a informação de onde está a ponteira do laser e se está cobrindo toda a área desejada.
Esse processo é bem diferente no LaserPecker LP2, que mostra toda a amplitude da gravação e permite alinhar o material enquanto se observa os limites do desenho a ser gravado.
Importante dizer que, ainda mais considerando esta dificuldade de alinhamento, qualquer gravação fora do material vai interferir sobre a base onde ele está.
Caso essa base for sua mesa, ela acabará recebendo muitas marcações de laser. Dessa forma, é importante ter um bom material de sacrifício em baixo, com boa espessura, já que a profundidade de cortes pode ir longe.
Se o Alpha MK2 te interessou em começar a fazer gravuras como negócio ou hobbie, mas não sabe como conseguir boas gravuras ou acha que isso pode ser muito trabalhoso, a Harpyja pode te ajudar! Nós temos um curso que é capaz de guiar e instruir desde os fundamentos mais básicos até o mais avançado sobre gravadores a laser.Se interessou? Então não perca tempo e acesse o Curso de Gravação a Laser da Harpyja!
Um modelo mais aberto como esse e com mais potência necessita de atenção redobrada durante seu uso, e com isso medidas de segurança para favorecer um uso seguro para as mãos e olhos de quem o usa.
Este modelo possui diversos fatores de segurança, desde óculos de proteção até botões de emergência, o qual vamos discorrer mais abaixo.
O dispositivo possui uma trava de segurança manual, feita através de uma chave física, que impede de ligar o produto quando acionada. O que é ótimo para evitar que pessoas não especializadas ou crianças usem o aparelho.
Próximo a chave, fica o botão de emergência, o qual paralisa todas as funcionalidades além de emitir um bip repetidamente em alto som. É um botão padrão de emergência, que permite ao usuário paralisar todo o processo de forma rápida.
Além disso, o modelo tem um sensor de movimento que paralisa suas funções se detectado interferência ou movimento na estrutura.
Mas o mais importante está na proteção aos olhos, já que os níveis de intensidade luminosa são maiores se comparado com o LaserPecker LP2. O próprio módulo do laser já possui um escudo para diminuir essa intensidade, filtrando boa parte da luz emitida e deixando uma cor mais avermelhada.
Se observado por trás do produto ou outros ângulos, esse escudo pode não ser o suficiente. Mesmo que pouco da luz seja rebatida pela estrutura do modelo.
Dessa forma, trabalhar com o óculos de proteção que vem incluso no produto evita te expor a alta luminosidade que pode escapar. O óculos rebate boa parte da luz, permitindo ser vista de forma segura.
O modelo Alpha MK2 pode ser mais difícil de se utilizar e aprender a usar se comparado com modelos mais intuitivos como o da LaserPecker LP2 que vimos no passado. No entanto, se torna uma ferramenta capaz de evoluir de acordo com o conhecimento adquirido.
Dessa forma é possível iniciar com o modelo e evoluir seus conhecimentos, módulos, estrutura e acessórios aos poucos; para atender uma maior gama de materiais e objetos.
No entanto, ainda está muito dependente de softwares terceiros para computador. Se investir no software da LightBurn, será possível usufruir da capacidade máxima da gravadora a laser, porém pode se tornar trabalhoso aprender e adaptar o software á Alpha MK2.
Com isso, usar o aplicativo para celular da AlgoLaser se torna uma boa opção para quem está começando, até que se desenvolva ao nível de utilizar algum software para computador com mais confiança e de todos seus recursos.
Secador de cabelo GA.MA Italy New Fênix
Uma das empresas com maior nome na área de secadores de cabelo é a GA.MA, com uma infinidade de produtos para cuidados capilares. Seu modelo New Fênix é um dos mais simples e domésticos da marca, (nem contando com a opção de Jato Frio) porém mesmo assim conta com motor AC, tipicamente usado em modelos profissionais por sua durabilidade e melhor desempenho.
O design do Gama New Fênix é bem tradicional, talvez os detalhes mais únicos sejam a linha lateral e a curvatura da empunhadura, mesmo assim são bem comuns entre secadores. A junção entre as peças na área da empunhadura é boa, porém no corpo em si há uma pequena folga.
O corpo é pintado totalmente por uma tinta azul escura lustrosa, olhando mais de perto ela produz um efeito interessante, como se houvesse purpurina misturada à tinta. Não é muito chamativo, mas os pontinhos mais claros trazem uma aparência melhor do que se fosse uma pintura lisa. Como consequência de ser lustroso, riscos e marcas de dedo acabam aparecendo bastante.
O material escrito em branco fosco é bem feito, existem alguns errinhos bem leves na pintura, mas todas as palavras seguem dando leitura como no dia que foi tirado da caixa. As marcações no seletor se mantêm intactas.
O peso do produto é um pouco acima dos que encontramos, com 611g. Essa diferença pode ser parcialmente atribuída a seu motor AC (alternate current), que apesar de mais pesado que sua contraparte DC (direct current), tem durabilidade maior e é empregado em secadores profissionais. Como o produto foi projetado para uso doméstico, não deve fazer tanta diferença, mas se seu cabelo costuma demorar muito a secar pode ser uma boa considerar outros modelos.
A pegada do produto é boa, os dedos ficam sempre próximos do seletor sem apertá-los. Parte disso pode ser a dificuldade de apertar o seletor, que é bem duro. Lembrando que o Gama New Fênix possui apenas 1 seletor, e as opções I e II tem velocidade de vento e temperatura atreladas.
No final da empunhadura, se vê uma alça de borracha para pendurar o produto. Ela é extremamente fina e parece estar próxima de seus limites ao aguentar o secador, melhor não usar muito. Há um alívio bom no cabo para evitar de trabalhar demais o cabo perto do corpo.
O concentrador que acompanha o produto pode ser facilmente encaixado em seu bico, e não gira sem intenção. É prático acertar uma posição e deixá-la fixa.
Em questão de vento, o Gama New Fênix surpreende, com velocidades impressionantes! Na opção II a 5cm, os ventos chegaram a 85 km/h, infelizmente a variação não é alta e mesmo na opção I, os jatos seguem bem fortes. Com ventos fortes e a boca com diâmetro de 3,9 cm, o fluxo de vento desse secador da Gama é bem alto.
Com apenas duas opções no seletor, a variação da temperatura entregue não foi alta. A 5 cm da boca, a temperatura máxima entregue foi de 83°C, e a mínima de 63°C. Comparando com secadores de 2 seletores (temperatura e velocidade de vento) os resultados do New Fênix na opção I se aproximam da temperatura média com velocidade máxima e a opção II é equivalente a temperatura e velocidade máxima de alguns modelos.
Se distanciar do cabelo produz uma queda brusca de temperatura, então é bom ter em mente o uso da distância para regular o calor.
Usando o concentrador, a temperatura entregue vai além, e chega a 105°C a 0,5 cm da boca. Ao usar o concentrador, a queda de temperatura com a distância é ainda maior e somente vale a pena mesmo quando usar bem próximo aos fios. A velocidade de vento na saída do concentrador subiu ainda mais, chegando a extraordinários 113 km/h quando medido a 0,5 cm. Realmente o New Fênix consegue entregar velocidades de vento altíssimas. Somente para fazer uma comparação, a velocidade máxima atingida pelo Mondial Infinity Ion não passou de 70km/h.
Secadores de cabelo são produtos barulhentos, e esse modelo da Gama não é diferente. Medindo o ruído a 1 metro de distância, o ruído marcou 79 dBA, enquanto que quem usa o secador vai perceber 83 dBA por estar mais próximo. O ruído à distância foi inesperado, ficando acima de concorrentes. O ruído em proximidade (15cm) está dentro do padrão.
A potência medida fica próxima da declarada (2000W) na velocidade máxima e consumo máximo do produto fica por volta de 1,8 kWh por hora. O valor alto é comum entre secadores, mas mesmo assim é bom ficar de olho para não deixar ligado sem necessidade pois até alguns aquecedores ficam abaixo dessa faixa.
O Gama New Fenix entregou bem os resultados para os cabelos lisos, secando rapidamente e tendo ótimos resultados para fazer escova usando o concentrador.
Por outro lado, não é o tipo de produto para quem tem cabelos cacheados, crespos e querem manter seus cachos. A força do vento e jato direcionado dificulta esse trabalho.
Lembrando que neste produto não há jato frio então quem busca gerar esse choque térmico, não vai ter opção. A temperatura mínima medida ficou acima de 60°C.
Com o corpo bem liso é fácil usar um pano para limpar, somente tome cuidado para não riscar. Um local que precisa de cuidado é a junção entre as peças que pode acumular poeira.
O New Fênix possui duas grades, sendo a exterior (de arame) removível. A grade exterior é a mais “fechada” das duas, o arame em si pode ser removido ao empurrar de fora para dentro com o dedo e recolocado sem problemas. Para fazer a limpeza das grades, não parece haver problemas, porém o encaixe que dificulta.
A grade externa só pode ser encaixada em uma posição. É bom ficar de olho na orientação das linhas laterais ou na trava de plástico no interior da grade. Algumas vezes até quando na posição certa, a grade custa a encaixar e o plástico range ou faz uns estalos preocupantes. Nunca chegou a quebrar nada, porém a experiência não é boa.
Deixar o produto ligado por muito tempo faz a temperatura do corpo subir, mas não tanto. Os picos do corpo atingiram 60°C sem o bico concentrador. Com o concentrador o fluxo de vento no interior do produto se altera, elevando a temperatura. Mesmo assim o acréscimo não foi tão grande. A parte mais quente, como sempre, ficou com o concentrador em si, atingindo 120°C. Aconselhável não deixar encostado no cabelo; evitar contato prolongado com a pele já é o suficiente para prevenir acidentes..
Mesmo funcionando por muito tempo, o cabo de alimentação não esquentou suficientemente a ponto de preocupar. Dado a sua potência declarada de 2000W, os modelos acompanham o plugue mais grosso de 20A em 127V. Em 220V o plugue seria o habitual 10A, porém nas lojas principais não foi encontrada esta variação.
Apesar de possuir um motor de corrente alternada (AC) a GA.MA oferece somente 6 meses de garantia neste secador.
O Gama New Fênix é uma boa opção para cabelos que aceitem bastante vento para a secagem, como os mais lisos. Seu corpo é bem construído, mas poderia ser melhor na alça, sendo fina demais, e no encaixe da grade externa. A maior falha fica por conta da falta de flexibilidade, com somente duas opções para secagem; entretanto, se procura um secador que promete durabilidade, seu motor AC deve ser capaz de cumprir essa parte.
Secador de cabelo GA.MA Italy IQ Perfetto
Quando começamos a estudar secadores de cabelos, eu não imaginava que tinha modelos com a tecnologia deste GA.MA Italy. Um produto com motor sem escovas controlado por um inversor de frequência! Sim é muito termo técnico, mas para quem é dessa área imagino estar surpreso. A utilização desse tipo de tecnologia possibilitou da GA.MA Italy entregar um secador pequeno e leve ao mesmo tempo que entrega muito calor e vento!
Este modelo é bastante divulgado pela GA.MA, até porque é uma forma de estampar o saber-fazer da empresa e desenvolvimento de tecnologia. Há três cores disponíveis deste IQ Perfetto: o cinza, utilizado nos testes aqui, o preto, que foi lançado no fim de 2021 e em 2022 saiu um Rosé.
O investimento da GA.MA no IQ Perfetto já começa na caixa. Há uma experiência fazendo o “unboxing” como a de um celular de alto padrão. Tudo de ótima qualidade, com impressões coloridas foscas trazendo todos os detalhes das principais funcionalidades da unidade na parte traseira da caixa. Para muitos isso pode ser desconsiderável, mas tem aqueles que valorizam a forma como o produto é apresentado. A forma como a unidade vem na caixa permite um espaço para guardar o secador e os acessórios de forma organizada.
O GA.MA Italy IQ Perfetto tem um design atraente, com o corpo em plástico rígido, com uma leve textura aderente, quase um emborrachado. É o bastante para dar mais aderência quando segurando o secador, assim como esconde quaisquer marcas de dedos quando manipulando a unidade.
Nas extremidades há detalhes cromados assim como os botões e seletores também tem esse tom prateado. Assim mesmo essas peças são plásticas.
A junção das peças é boa e o material escrito também está bem impresso. Há alguns detalhes em borracha no centro do corpo para evitar que o produto risque à toa quando colocado sob uma bancada. Parece pouco, mas atende o propósito.
Os botões para controle de temperatura e velocidade ficam na lateral do produto e funcionam por toque. Com isso eles ficam quase alinhados com a empunhadura, não incomodando em nada quando segurando o secador.
Há LEDs por baixo do plástico que são perceptíveis somente quando acesos, pois ficam por baixo do plástico translúcido. É um dos pontos mais agradáveis do design essa empunhadura moderna.
O jato frio é um gatilho como na maioria dos secadores, suave e de rápida ação. Porém, como alternativa, você pode diminuir a temperatura (como faria normalmente) até apagar todos os LEDs, ativando também o Jato Frio. Para ligar o produto é necessário acionar um seletor atrás da empunhadura do secador. Ali é possível ligar, desligar ou travar o painel, evitando assim que se mude a temperatura ou a velocidade quando segurando na empunhadura.
Os botões são suaves de acionar e mais práticos de usar para os destros do que para os canhotos, pois o controle é mais feito para acionar com o dedão usando a mão direita. Assim mesmo para o canhoto não é complicado ajustar por ser fácil de rotacionar a unidade na mão.
O IQ Perfetto é muito leve, provavelmente um dos mais leves da categoria. Pesa pouco mais de 300 gramas sem considerar o fio e quase dobra incluindo o cabo (582g), pois possui quase 3 metros de fio! A qualidade do fio é ótima e o alívio do fio no secador também agradou bastante. Somente faltou uma alça para pendurar o produto. É algo que se vê em qualquer produto simples, aqui não tem.
Por ser um conjunto compacto (21,6 cm de altura, 4,5 cm de largura e 19,2 cm de profundidade) é um secador ideal para viagem. Somente vale lembrar que infelizmente o produto não é bivolt e que em 127V o plug é o mais grosso, de 20 Amperes, e na versão 220V o plug é o comum de 10A.
A distância da empunhadura até a saída de ar é de somente 9 centímetros, deixando o produto muito prático para aqueles que não têm braços muito longos e costumam secar seus próprios cabelos.
O IQ Perfetto vem com 3 acessórios: um concentrador largo e fino, um difusor e um concentrador pequeno, mais comum. Todas as peças são de plástico rígido, levemente porosas com um encaixe prático. Depois de anexada ao secador a peça não solta com facilidade e também não sai do lugar, mesmo que seja batida com a mão ou com a escova. Por alguma razão, nenhum dos acessórios encaixa até o final, mas parece somente ser uma característica.
Este secador possui quatro opções de temperatura, assim como três opções de velocidade.
O jato frio pode ser acionado em qualquer momento e aqui o GA.MA IQ já chamou a atenção. Todos os secadores que havíamos testado acabavam gerando um leve calor no jato frio, pois o vento é um meio do secador resfriar seu próprio motor. Como este motor da GA.MA trabalha praticamente frio, a temperatura de entrada é praticamente igual a da saída. Pode parecer pouca coisa, mas para quem realmente busca jato frio, aqui será uns 8°C abaixo dos concorrentes.
Fora o jato frio há 3 temperaturas distintas e irão mudar de acordo com a velocidade selecionada. Quanto mais alta a velocidade, maior é a temperatura, ficando um gráfico quase linear da temperatura em cada estágio. Na velocidade mínima a temperatura fica em torno de 63°C na saída, e na velocidade máxima com temperatura máxima ficou em torno de 85°C. São temperaturas boas para trabalhar com o produto sem acessórios.
Acoplando o concentrador comum, a velocidade de saída mudou muito pouco, mas as temperaturas ficaram ainda mais agressivas. Próximo do bico nas temperaturas mais altas a velocidade do vento ficou acima de 100 km/h e por volta de 140°C! As velocidades caem um pouco mais com o concentrador largo, porém a temperatura entregue é a mesma com ambos os acessórios. Para os habilidosos é possível a entrega de uma escova de ótima qualidade feita rapidamente.
A boca do IQ Perfetto é a menor já vista em testes aqui na Harpyja, e provavelmente é uma das menores do mercado. Por consequência, para conseguir ter fluxo alto, é necessário ter velocidades altas. Pode até ser devido a isso que a GA.MA Italy não entrega velocidades lentas com este secador. A velocidade mínima é acima de 55 km/h (a 5 cm de distância) consideravelmente maior que a de outros secadores que trabalham com mais de uma velocidade distinta.
Este secador é declarado com 1800W de potência, e quando rodando foi medido pouco abaixo de 1700W. Não haveria a necessidade de ter mais potência pelo tamanho que possui.
As três velocidades deste secador são muito velozes. Para um produto com três velocidades, seria interessante se tivesse algo mais lento na velocidade mínima, para agradar aqueles que não querem muita turbulência.
Assim mesmo, quando casando o uso dos acessórios com a necessidade este secador conseguiu atender qualquer tipo de cabelo eficientemente.
Para cabelos lisos as velocidades de vento e temperaturas são ótimas para rapidamente dar aquela secada.
Quando fazendo uma escova, o concentrador largo fez um ótimo trabalho, foi o mais eficiente dos que testamos até agora. É muito importante que o fluxo seja contínuo, pois próximo do bico foi medido temperaturas acima de 140°C!
O difusor também é ótimo. O diâmetro de 12,4 cm é grande e a distribuição de calor é boa, permitindo muito pouca turbulência e uma boa área de cobertura a cada manuseio dos cachos.
No geral o fluxo é bom, porém não bate secadores com velocidades altas de bocas grandes. Para muitos isso não vai importar, mas para aqueles que trabalham com pouca turbulência, pode fazer falta, pois poderiam usar velocidades baixas e secar com rapidez.
Possivelmente devido ao diâmetro da boca, reduzir demais a velocidade compromete o tempo de secagem, e devido a isso a GA.MA deixou somente as velocidades altas. Seria interessante ter uma outra versão IQ (com a boca um pouco maior) que entregasse mais fluxo e com isso ter uma versatilidade maior; o espaço extra também poderia ser aproveitado para deixar a unidade bivolt. Isso deixaria o conjunto muito mais completo.
Quando se trata de ruído, aqui a conversa é complexa. Se olharmos somente para a amplitude sonora, descartando a análise dos ruídos (graves e agudos separadamente) este secador tem um ótimo resultado de ruído. É impressionante, pois você pode conversar tranquilamente com uma pessoa que está usando o secador sem precisar gritar.
O lado ruim é quando olhamos as frequências. Como esse motor gira quase 10 vezes mais rápido que um secador comum, aparece um ruído em alta frequência, agudo ao ponto de incomodar. Essa frequência é super evidente na velocidade baixa, porém assim que é usada a velocidade 2 ou a máxima, a frequência é tão alta que praticamente sai do nosso espectro auditivo. Com isso, acaba ficando muito mais confortável no ouvido.
Assim mesmo, se teu foco é usar o secador na velocidade mínima, seja para secar o cabelo de criança ou para acoplar o difusor, vale ouvir os áudios abaixo para ver se este produto te atende.
Aqui está uma funcionalidade extra que está presente em todas as secagens e tem um impacto a longo prazo. Infelizmente não é algo que conseguimos mensurar em testes, porém, como sabemos que internamente na unidade existe um equipamento específico para realizar isso, contamos que está efetivamente exercendo seu papel.
Internamente há um circuito eletrônico que gera descargas elétricas transformando oxigênio em ozônio, proporcionando uma oxigenação capilar sempre que estiver secando o cabelo.
Há diversos benefícios para o couro cabeludo quando realizando uma oxigenação capilar, então ter essa funcionalidade até desprende o produto somente da questão estética expandindo seu benefício também para o lado da saúde. Segue abaixo exemplos e links de alguns benefícios deste processo:
A textura do corpo evita marcas de dedos, e esconde bem as sujeiras no geral. Até o momento, mesmo quando deu uma encardida, conseguimos tirar tudo esfregando; e olha que já faz meses que estamos usando.
Um destaque neste IQ Perfetto é a forma diferenciada para limpar a grade de proteção do motor. Por sinal, toda essa área merece um destaque. Há duas telas para conter sujeira, a primeira já é relativamente pequena, com furos de apenas 1,6 milímetros, mas ainda é muito grande quando comparada com a tela interna, que é somente um pouco maior que um fio de cabelo.
Para limpar essa área basta ligar o secador no modo de limpeza, pressionando o botão de aumento de velocidade com o IQ desligado, mas ainda conectado à tomada. O motor irá girar no sentido contrário, empurrando a sujeira para fora.
Para aqueles que trabalham diariamente com o secador, esse processo é muito prático. Somente espero que essa tela externa, composta de duas peças plásticas e a grade metálica suportem abrir e fechar essa área com frequência, pois é necessário removê-las toda a vez que for limpar.
O corpo do IQ Perfetto trabalha praticamente frio durante o uso, seja com ou sem acessórios. Somente quando o produto é desligado é que o calor remanescente nas resistências esquentam o corpo. Devido a isso, vale cuidar de onde deixa o produto por achar que o produto irá ficar frio quando desligado.
As temperaturas mais altas estão no bico direcionador, seja do concentrador largo ou do pequeno. Ambos bateram quase 150°C quando em temperaturas altas, então nada de bater essa peça contra a pele ou deixar enconstando no cabelo durante a escova! A saída de ar com o concentrador também é bem alta e vale trabalhar com muito cuidado para não trazer danos para o cabelo.
O cabo de quase 3 metros permite o uso do secador sem extensões, um grande diferencial quando se trata de segurança. Além disso, o alívio do cabo próximo do corpo é de ótima qualidade, garantindo que mesmo depois de muito tempo de uso não ocorra danos no encaixe do cabo com o secador.
Este secador possui um ano de garantia desde a data de compra. Pelo valor agregado do produto e a confiança da GA.MA no Perfetto seria interessante se a garantia fosse mais longa. Um ponto muito interessante é que quaisquer problemas que ocorram com os modelos IQ Perfetto, a instrução das assistências técnicas autorizadas é enviar os produtos para serem analisados na sede brasileira da GA.MA por uma equipe especializada no modelo. Esse processo vai aumentar o tempo do concerto, porém é uma atenção especial raramente concedida.
O GA.MA Italy IQ Perfetto é realmente um secador compacto, visualmente atraente e prático de utilizar. O ruído agudo na velocidade mínima realmente incomodou, seria ótimo se não existisse. A função de oxigenação capilar é um diferencial grande para quem busca não somente secar como também saúde capilar. Combinando com seus acessórios foi possível atender com sucesso os requisitos para qualquer cabelo, porém sem eles faltou versatilidade.
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